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Acordo UE-Mercosul deve entrar em vigor no Brasil até o fim de maio, diz Alckmin

por Redação
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“Depois de aprovado pelo presidente Lula, o acordo entra em vigência em 60 dias. Se aprovarmos em março, até o fim de maio o acordo pode entrar em vigência”, acrescentou. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 🔎 Na prática, o tratado cria a maior zona de livre comércio do mundo, envolvendo os 27 países da União Europeia e os membros fundadores do Mercosul: Argentina, Uruguai, Brasil e Paraguai. Negociado por mais de 25 anos, o texto prevê redução gradual de tarifas, regras comuns para comércio de produtos industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. Em entrevista a jornalistas, Alckmin destacou impactos positivos do tratado para diversos setores da economia brasileira. “Só para dar um exemplo, a indústria de imóveis entende que, no primeiro ano, pode aumentar em 20% das exportações para a União Europeia”, disse. Enquanto o acordo avança nos trâmites formais nos países do Mercosul, o Parlamento Europeu suspendeu, em 21 de janeiro, a própria ratificação por tempo indeterminado. Na ocasião, os eurodeputados enviaram o texto ao Tribunal de Justiça da União Europeia para avaliar a legalidade do texto. Decreto de salvaguardas Alckmin afirmou que seu ministério já encaminhou à Casa Civil uma proposta de decreto para regulamentar salvaguardas no acordo UE-Mercosul. 🔎 Salvaguardas são mecanismos de proteção previstos em um capítulo específico do acordo para lidar com possíveis impactos negativos da abertura de mercado. Na prática, permitem limitar importações de forma temporária caso um setor seja prejudicado. “Hoje encaminhamos à Casa Civil uma proposta de decreto sobre salvaguardas. Há sempre a preocupação de setores da indústria com a possibilidade de um surto de importações”, declarou. O governo espera que, antes mesmo da votação do Senado, as salvaguardas sejam regulamentadas por meio de decreto presidencial, acrescentou o ministro. Veja quais são os países envolvidos no Acordo UE-Mercosul. — Foto: Arte/g1 BNDES anuncia R$ 70 bilhões adicionais para a Nova Indústria Brasil No mesmo evento, em São Paulo, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, anunciou a destinação de R$ 70 bilhões adicionais para a Nova Indústria Brasil (NIB) até dezembro de 2026. Os recursos serão incorporados ao programa após o banco ter atingido, em dezembro de 2025, a meta de disponibilizar R$ 300 bilhões para o desenvolvimento da indústria. Mercadante também apresentou um balanço das ações já realizadas. “Em três anos, apoiamos exportações com R$ 56 bilhões, o dobro dos seis anos anteriores. Financiamos 493 mil máquinas e equipamentos nacionais, levamos conectividade a 781 mil lares e registramos ganho de 27,83% de produtividade nas empresas participantes do Brasil Mais Produtivo”, afirmou, destacando ainda dados de áreas como inovação e sustentabilidade.

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