Proteção que salva vidas: Betim disponibiliza imunizante contra vírus respiratório para bebês de risco 

Matéria: Gilberto Cruz
Antes do período de maior circulação de vírus respiratórios, os bebês que mais precisam já podem estar protegidos em Betim

→ Com a proximidade do período de maior circulação do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), a Secretaria Municipal de Saúde de Betim reforça um alerta a pais e responsáveis: bebês e crianças pequenas que integram grupos de risco têm direito, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ao Nirsevimabe — uma proteção considerada essencial contra infecções respiratórias graves nos primeiros anos de vida.

O VSR está entre as principais causas de bronquiolite e pneumonia em crianças menores de dois anos e pode evoluir para internações hospitalares, especialmente em prematuros e em crianças com condições clínicas específicas. Em Minas Gerais, a circulação do vírus ocorre principalmente entre março e julho, o que torna importante que as crianças elegíveis estejam protegidas antes do início desse período.

Segundo as orientações divulgadas, o Nirsevimabe não é uma vacina e é aplicado em dose única. O imunizante atua fornecendo anticorpos prontos ao organismo do bebê, o que garante proteção imediata contra o vírus.

Em Betim, recém-nascidos prematuros atendidos no Centro Materno Infantil (CMI) já recebem o imunizante ainda durante a internação hospitalar, quando existe indicação clínica. Nos casos em que o parto ocorra em maternidades sem sala de vacina, ou quando a aplicação não tenha sido feita no hospital, pais e responsáveis devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência. A equipe da unidade inicia a solicitação e acompanha a autorização até a aplicação.

Crianças menores de dois anos com comorbidades também podem receber o Nirsevimabe durante a internação no CMI ou por encaminhamento da Atenção Primária à Saúde. As equipes das UBS acompanham as etapas de autorização e orientam as famílias, com o objetivo de assegurar acesso seguro e no tempo adequado à proteção.

Em caso de dúvidas, a recomendação é buscar a UBS mais próxima. A orientação reforça que a proteção antecipada é uma medida fundamental para reduzir complicações respiratórias e internações durante o período de maior circulação do vírus.

Quem tem direito ao Nirsevimabe

1) Crianças prematuras (até 36 semanas e 6 dias de gestação), independentemente do peso ao nascer:

  • Nascidas em 2025: devem ter idade inferior a 6 meses no momento da abertura do processo;
  • Nascidas em 2026: poderão receber o imunizante ao longo de todo o ano.

2) Crianças com idade inferior a 24 meses que apresentem ao menos uma comorbidade durante a sazonalidade (fevereiro a agosto do ano corrente):

  1. Cardiopatia congênita com repercussão hemodinâmica;
  2. Doença pulmonar crônica da prematuridade (DPCP);
  3. Imunocomprometimento grave (inato ou adquirido);
  4. Fibrose cística;
  5. Doenças neuromusculares graves;
  6. Síndrome de Down;
  7. Anomalias congênitas das vias aéreas e doenças pulmonares graves.

Documentos necessários

Para crianças prematuras:

  • Relatório de alta hospitalar com a idade gestacional ao nascimento, comprovando a prematuridade, com identificação, nome e registro do médico responsável.
  • Na ausência do relatório de alta, deve ser apresentado relatório médico com as mesmas informações.

Para crianças com comorbidades:

  • Relatório médico com justificativa clínica detalhada, descrição dos medicamentos de uso contínuo (com dosagens, especialmente em casos de corticosteroides e/ou outros imunossupressores) e indicação do CID-10 da comorbidade.

Complementares (quando necessários):

  • Documentos adicionais solicitados para melhor compreensão e avaliação do caso clínico.

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