O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo, afirmou ao g1 que a decisão do ministro Jhonatan de Jesus de suspender a inspeção no Banco Central, até que o plenário da Corte delibere sobre o tema, foi “serena”. Segundo ele, havia um “estremecimento” nas relações entre o BC, o tribunal e o mercado. “Quando chegou a esse nível, eu conversando permanentemente com o Galípolo (Gabriel Galípolo- presidente do Banco Central), com o ministro da Fazenda e com o relator (ministro Jhonatan de Jesus), eu disse: está na hora da gente dar um arrefecimento, vamos fazer uns encontros para entender as prerrogativas do Tribunal e as que tem o Banco Central, entendeu? Porque eles têm que guardar sigilo das coisas, mas nos também temos que fiscalizar”, afirmou. A partir disso, explicou Vital do Rêgo, foi tomada a decisão de suspender a inspeção. “Vai nos dar tempo de criar uma uniformização de condutas”, declarou o presidente do TCU. Na próxima segunda-feira (12), o ministro retornará a Brasília e, ao longo da semana, deve se reunir com o presidente da autoridade monetária. Questionado se a determinação da inspeção no Banco Central teria sido um erro, Vital do Rêgo negou. “Não foi um erro. Quem pediu (a investigação) foi o Ministério Público, a unidade técnica encaminhou para o relator. A inspeção é algo comum, corriqueiro, entre o tribunal e as agências reguladoras quando falta algum esclarecimento sobre algum ponto a ser visto”, disse. “Agora, por ser uma matéria delicada, que está na ordem do dia a questão do dia, o mercado, criou-se, digamos assim, uma escalada de tensionamento, de notícias desencontradas”, relatou. “Era necessário que eu entrasse nessa história para preservar o Tribunal na sua competência. Nós temos que entender as prerrogativas que o BC tem e ai a gente vai encontrar um caminho que seja um caminho sem percalços para nenhum de nós”.