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Contas públicas têm superávit acima de R$ 100 bilhões em janeiro; estatais federais registram piora com rombo de R$ 3,33 bilhões

por Redação
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🔎 O superávit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam acima das despesas do governo. Se o contrário acontece, o resultado é de déficit primário. 🔎O resultado não leva em conta o pagamento dos juros da dívida pública, e abrange o governo federal, os estados, municípios e as empresas estatais. Na comparação com janeiro do ano passado, houve pequena piora, uma vez, que o saldo positivo, no início de 2025, foi de R$ 104,1 bilhões (sem correção pela inflação). Veja os vídeos que estão em alta no g1 ➡️Houve forte piora, porém, no resultado das empresas estatais federais, em um momento no qual os Correios passam por forte crise contábil (veja mais abaixo nessa reportagem). Veja abaixo o desempenho que levou ao superávit das contas em janeiro deste 2026: governo federal registrou saldo positivo de R$ 87,3 bilhões;estados e municípios tiveram saldo superavitário de R$ 21,3 bilhões;empresas estatais apresentaram déficit de R$ 4,9 bilhões. Vista aérea da Esplanada dos Ministérios — Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados Após despesas com juros Quando se incorporam os juros da dívida pública na conta – no conceito conhecido no mercado como resultado nominal, utilizado para comparação internacional –, houve superávit de R$ 40,1 bilhões nas contas do setor público em janeiro. ➡️No acumulado em 12 meses até janeiro, porém, foi registrado um resultado negativo (déficit) de R$ 1,09 trilhão, ou 8,5% do PIB. 🔎Esse número é acompanhado com atenção pelas agências de classificação de risco para a definição da nota de crédito dos países, indicador levado em consideração por investidores. Segundo o BC, as despesas com juros nominais somaram R$ 1,03 trilhão (8,1% do PIB) em doze meses até janeiro deste ano. Dívida pública Apesar do alto superávit primário de janeiro, a dívida do setor público consolidado permaneceu estável em 78,7% do PIB — o equivalente a R$ 10,1 trilhões. A proporção com o PIB é considerada por especialistas como o conceito mais apropriado para medir e comparar a dívida das nações. E o formato de cálculo do Fundo Monetário Internacional (FMI) é adotado internacionalmente. ➡️Este é o maior nível para a dívida pública desde novembro de 2025, quando a dívida somava 79% do PIB (valor revisado). Dívida Bruta % em relação ao PIB (conceito brasileiro) Fonte: Banco Central ➡️No acumulado do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ou seja, em pouco mais de três anos, a dívida já avançou 7,1 pontos percentuais. A alta na dívida está relacionada, principalmente, com o aumento de gastos públicos. ➡️Para o Fundo Monetário Internacional (FMI), conceito internacional — que considera os títulos públicos na carteira do BC —, o endividamento brasileiro foi bem maior em janeiro: 92,7% do PIB. ➡️Acima de 90% do PIB, o patamar da dívida brasileira está bem acima de nações emergentes e de países da América do Sul, ficando maior, também, do que a média das nações da Zona do Euro (segundo dados do FMI). DÍVIDA POR BLOCOS ECONÔMICOS NO FIM DE 2025 % DO PIB (CONCEITO DO FMI) Fonte: BC (REALIZADO EM 2025) E *ESTIMATIVAS DO FMI Empresas estatais federais Apesar do bom desempenho das contas públicas no começo deste ano, o resultado das estatais federais apresentou forte piora: foi registrado um rombo de R$ 3,33 bilhões em janeiro. Este é o pior resultado da série do Banco Central, que tem início em dezembro de 2001. Entretanto, os valores não foram corrigidos pela inflação, algo que prejudica a comparação histórica. Na proporção do Produto Interno Bruto (PIB), um indicador que permite um exame retrospectivo mais adequado, o déficit das estatais, em janeiro deste ano, somou 0,33%, e foi o maior desde maio de 2009 — quando totalizou 0,36% do PIB. ➡️O BC não detalha o resultado por empresas, mas o resultado ruim das estatais acontece em um momento de forte crise nos Correios, com piora do seu resultado financeiro. Os Correios possuem monopólio em serviços como o recebimento, transporte e entrega de cartões-postais e correspondência, além da fabricação de selos. A série do Banco Central das estatais federais, que tem início em dezembro de 2001, não considera a Petrobras, a Eletrobras e nem as empresas do setor financeiro (bancos públicos).O BC lembra que a Petrobras e a Eletrobras foram excluídos do cálculo das estatais federais em 2009, mas explica que a série histórica de anos anteriores foi revisada com base na nova metodologia — sendo válida, portanto, de 2002 em diante.Entram nesse cálculo empresas como Correios, a Emgepron, a Hemobrás, a Casa da Moeda, a Infraero, o Serpro, a Dataprev e a Emgea.O conceito do Banco Central considera apenas a variação da dívida, conceito amplamente utilizado em análises fiscais internacionais, enquanto o governo se utiliza do conceito conhecido por “acima da linha” (receitas menos despesas, sem contar juros da dívida).

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