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Desemprego sobe a 5,8% no trimestre terminado em fevereiro, diz IBGE

por Redação
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O resultado ficou acima dos 5,4% registrados no trimestre até janeiro e dos 5,2% no período encerrado em novembro. Ao todo, 6,2 milhões de pessoas buscaram trabalho sem conseguir uma vaga — 600 mil a mais na comparação com o trimestre anterior. Ainda assim, essa é a menor taxa de desemprego para um trimestre encerrado em fevereiro desde o início da série histórica do IBGE, em 2012. A alta no começo do ano é explicada por fatores sazonais. Após um período mais aquecido no fim do ano, há uma redução natural nas contratações. Setores como educação e saúde são especialmente afetados, já que muitos trabalhadores têm contratos temporários, principalmente no setor público, que se encerram na virada do ano. Esse movimento também acontece em setores como construção civil e indústria, segundo Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE. “Atividades ligadas a edificações e reparos, tanto em imóveis residenciais quanto comerciais, costumam ganhar força no segundo semestre. Já no início do ano, período de férias, há uma retração natural, e vemos novamente esse movimento nesses segmentos”, afirma. Apesar disso, o rendimento médio do trabalhador voltou a bater recorde, chegando a R$ 3.679, com alta de 2% no trimestre e de 5,2% em relação ao ano anterior. Veja os destaques da pesquisa: Taxa de desocupação: 5,8%Taxa de subutilização: 14,1%População desocupada: 6,2 milhõesPopulação ocupada: 102,1 milhõesPopulação fora da força de trabalho: 66,6 milhõesPopulação desalentada: 2,7 milhõesEmpregados com carteira assinada: 39,2 milhõesEmpregados sem carteira assinada: 13,3 milhõesTrabalhadores por conta própria: 26,1 milhõesTrabalhadores informais: 38,3 milhões Segundo o instituto, a população ocupada chegou a 102,1 milhões. O total representa uma queda de 0,8% no trimestre anterior, com 874 mil pessoas e menos no mercado de trabalho. Com isso, o nível de ocupação — que mede a parcela da população em idade de trabalhar que está empregada — ficou em 58,4%, com queda de 0,6 no trimestre (59,0%) 0,4 acima do registrado um ano antes. A população subocupada por insuficiência de horas — pessoas que trabalham menos do que gostariam — somava 4,4 milhões no trimestre encerrado em fevereiro, praticamente estável. Já a população fora da força de trabalho chegou a 66,6 milhões de pessoas. O contingente cresceu 0,9% no trimestre, com o acréscimo de 608 mil pessoas, e 1,4% frente ao mesmo trimestre do ano anterior (mais 942 mil pessoas). Entre os que desistiram de procurar emprego, a chamada população desalentada somava 2,7 milhões. O número ficou estável no trimestre, mas caiu 14,9% em relação a um ano antes, o equivalente a 477 mil pessoas a menos nessa condição. 🔎 Desalentados são pessoas que estão fora da força de trabalho no momento da pesquisa, mas gostariam de trabalhar e estavam disponíveis para assumir uma vaga. Mesmo assim, não procuraram emprego naquele período — geralmente por acharem que não conseguiriam uma oportunidade. Com isso, a taxa de desalento ficou em 2,4%, estável no trimestre e que de 0,4 ponto percentual no ano (2,9%). Formalidade x informalidade No mercado de trabalho formal e informal, os principais tipos de vínculo apresentaram os seguintes resultados no trimestre: 💼 Empregados no setor privado com carteira assinada (exceto domésticos): 39,2 milhões, total estável no trimestre e no ano.📄 Empregados sem carteira no setor privado: 13,3 milhões, com estabilidade tanto no trimestre quanto na comparação anual.🧑‍💻 Trabalhadores por conta própria: 26,1 milhões. O número ficou estável no trimestre, mas aumentou 3,2% em um ano — alta de 798 mil pessoas.🏠 Trabalhadores domésticos: 5,5 milhões. O contingente ficou estável no trimestre e na comparação anual. A taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,5 milhões de trabalhadores informais. 💰 Já o rendimento real habitual de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.679, com alta de 2% no trimestre e de 5,2% no ano. Segundo o IBGE, o número atingiu novamente patamar recorde 💵 A massa de rendimento real habitual — que representa a soma de todos os salários pagos no país — chegou a R$ 371,1 bilhões, ficando estável em relação ao trimestre anterior e crescimento de 6,9% (R$ 24,1 bilhões) em um ano. A força de trabalho no país — que reúne pessoas ocupadas e aquelas que estão procurando emprego — somou 108,4 milhões no trimestre de dezembro de 2025 a fevereiro de 2026. O total ficou estável frente ao trimestre comparável anterior e ante o mesmo trimestre móvel do ano anterior. Ao analisar a ocupação por setores da economia, a pesquisa mostra que, na comparação com o trimestre anterior, os principais movimentos foram: 💻Informação, comunicação e atividades financeiras: alta de 4,0% (mais 504 mil pessoas)🏛️Administração pública, educação, saúde e serviços sociais: alta de 4,5% (mais 808 mil pessoas)🏠Outros setores ficaram estáveis, sem mudanças relevantes.

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