▶️ O preço do petróleo voltou a subir com a escalada da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. O barril do Brent chegou a US$ 106 e acumula alta de mais de 40% desde o início do conflito, em meio a incertezas sobre o transporte global da commodity. ▶️ Nesta segunda, o Exército de Israel anunciou o início de “operações terrestres limitadas” no sul do Líbano contra o grupo rebelde libanês Hezbollah. A ação, na prática, é uma invasão de território. Em comunicado, a pasta afirmou que a operação terrestre tem como objetivo “estabelecer e fortalecer uma postura defensiva avançada” com a destruição de infraestrutura do Hezbollah na região. ▶️No domingo, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o país pode fechar em breve um acordo com Cuba ou adotar outras medidas. “Cuba também quer fazer um acordo, e acho que muito em breve vamos fechar um acordo ou fazer o que for necessário”, disse. ▶️No Brasil, a agenda econômica desta semana tem como destaque a divulgação do IBC-Br, considerado uma prévia do PIB, e a atualização das projeções do mercado no Boletim Focus. A semana é marcada por decisões importantes sobre juros no Brasil e nos EUA, com investidores atentos à reunião do Federal Reserve e do Comitê de Política Monetária (Copom). ▶️A Receita Federal divulga hoje as regras da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2026. Milhões de contribuintes terão de prestar contas à Receita sobre rendimentos e despesas referentes ao ano de 2025. As normas serão apresentadas em coletiva de imprensa às 10h, em Brasília. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar Acumulado da semana: +1,34%;Acumulado do mês: +3,51%;Acumulado do ano: -3,18%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -0,95%;Acumulado do mês: -5,94%;Acumulado do ano: +10,36%. Petróleo na marca dos US$ 100 Os preços do petróleo seguem elevados e voltaram a se aproximar da marca de US$ 100 por barril, em meio às tensões no Oriente Médio e ao temor de interrupções no fornecimento global de energia. Nesta sexta-feira, o barril do Brent avançava 2,12% perto das 16h (horário de Brasília), negociado a US$ 102,59. Já o WTI, referência nos EUA, era cotado a US$ 97,84. Desde o início do conflito na região, o petróleo já acumula valorização de cerca de 40%. No começo de 2026, o barril era negociado próximo de US$ 60, patamar que agora ficou bem distante, com os preços voltando a níveis que não eram vistos desde meados de 2022. Na tentativa de aliviar a pressão no mercado de energia, o Tesouro dos EUA concedeu uma licença temporária de 30 dias — válida até 11 de abril — permitindo que países comprem carregamentos de petróleo e derivados russos que já estavam embarcados até quinta-feira (12). Mesmo com esse alívio pontual, investidores continuam acompanhando de perto a evolução da guerra e o risco de interrupções no fluxo de petróleo no Oriente Médio. A escalada das tensões na região — incluindo ameaças de fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio mundial de petróleo — tem aumentado a volatilidade dos preços no mercado internacional. Governo brasileiro anuncia medidas para conter preços dos combustíveis A alta do petróleo no mercado internacional já levou o governo brasileiro a agir. Na quinta-feira (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um pacote de medidas para tentar evitar que a disparada da commodity se transforme em aumentos expressivos no preço do diesel no país. Entre as medidas, o governo decidiu zerar os tributos federais PIS e Cofins que incidem sobre o diesel. Também foi anunciado um apoio financeiro a produtores e importadores do combustível, como forma de reduzir o impacto da alta internacional. Segundo estimativas do próprio governo, essas ações podem diminuir em cerca de R$ 0,64 por litro o preço do diesel. Para compensar a perda de arrecadação com a redução dos tributos, o governo também anunciou a criação de um imposto de 12% sobre a exportação de petróleo. A ideia é capturar parte dos ganhos extras obtidos pelos produtores com a valorização do petróleo no mercado internacional. A principal preocupação do governo é que o aumento do diesel acabe pressionando a inflação. Isso porque o combustível é amplamente usado no transporte de cargas no Brasil, o que influencia diretamente o custo de alimentos e de outros produtos. Nesse cenário, a Petrobras informou na noite de quinta-feira que seu conselho de administração aprovou a adesão da empresa ao pacote de medidas anunciado pelo governo. De acordo com a companhia, como o programa é opcional e pode trazer benefícios adicionais, a participação foi considerada compatível com os interesses da empresa. Agenda econômica Nos EUA, o índice de preços de gastos com consumo (PCE) — indicador de inflação mais acompanhado pelo banco central americano — subiu 0,3% em janeiro na comparação com o mês anterior, após ter avançado 0,4% em dezembro. O resultado ficou em linha com a previsão dos economistas. Na comparação com janeiro do ano passado, o indicador acumulou alta de 2,8%, levemente abaixo dos 2,9% registrados em dezembro. O Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, utiliza esse índice como uma das principais referências para avaliar o comportamento da inflação e buscar sua meta de 2% ao ano. Ao desconsiderar os preços mais voláteis, como alimentos e energia, o chamado núcleo do PCE subiu 0,4% em janeiro, repetindo o ritmo observado em dezembro — também em linha com o esperado pelos analistas. No acumulado de 12 meses, o núcleo registrou alta de 3,1%, um pouco acima dos 3,0% observados no mês anterior. Com esses dados, a expectativa predominante é de que o Fed mantenha a taxa básica de juros entre 3,50% e 3,75% na próxima reunião, marcada para quarta-feira. Economistas avaliam que o espaço para cortes de juros pode estar diminuindo, e o mercado financeiro projeta apenas uma redução neste ano, possivelmente em setembro. O crescimento da economia americana também mostrou sinais de desaceleração no final do ano passado. Segundo a segunda estimativa divulgada pelo Departamento do Comércio nesta sexta-feira (13), o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu 0,7% no quarto trimestre, em ritmo anualizado. O resultado veio abaixo da expectativa de analistas de mercado, que projetavam crescimento de 1,5% no período. Além disso, o dado foi revisado para baixo em relação à estimativa anterior, que indicava expansão de 1,4%. A revisão refletiu ajustes menores para alguns componentes importantes da economia, como exportações, consumo das famílias, gastos do governo e investimentos. Ao mesmo tempo, as importações recuaram menos do que havia sido estimado inicialmente. Setor de serviços no Brasil No Brasil, o setor de serviços — que reúne atividades como transporte, tecnologia, turismo e serviços prestados às famílias — começou 2026 em crescimento. Em janeiro, o volume de serviços avançou 0,3% na comparação com dezembro, resultado acima das expectativas do mercado, que projetava alta de 0,1%. Com isso, o setor voltou ao maior nível já registrado na série histórica. Na comparação com janeiro de 2025, o crescimento foi de 3,3%, também acima da previsão de economistas, que esperavam avanço de 2,8%. Entre as atividades pesquisadas, três registraram crescimento no início do ano: outros serviços (3,7%), informação e comunicação (1,0%) e transportes (0,4%). Já os serviços prestados às famílias tiveram queda de 1,2%, enquanto os serviços profissionais, administrativos e complementares ficaram estáveis no período. Mercados globais Os mercados globais seguiram influenciados pelo avanço das tensões na região aumenta o temor de interrupções no fornecimento de energia e de novas altas no preço do petróleo. Esse cenário preocupa investidores porque pode pressionar a inflação e afetar o ritmo de crescimento da economia mundial. Na Ásia, as bolsas fecharam em queda. O clima de incerteza ganhou força depois que o Irã intensificou ataques na região e ameaçou manter fechado o Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o transporte de petróleo no mundo. Com esse cenário, o índice de Xangai (SSEC) caiu 0,82%, enquanto o CSI300 — que reúne grandes empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen — recuou 0,39%. Em Hong Kong, o Hang Seng teve queda de 0,98%. No Japão, o índice Nikkei caiu 1,2%, fechando aos 53.819 pontos Na Europa, as bolsas também recuaram, diante do ambiente de cautela. O índice STOXX 600, que reúne empresas de vários países do continente, recuou 0,50%. Entre os principais mercados, o CAC 40, de Paris, teve perdas de 0,91%, o DAX, da Alemanha, registrou queda de 0,65%, e o FTSE 100, de Londres, caiu 0,43%. Em Wall Street, além da instabilidade causada pelo conflito, os investidores reagiram de forma negativa aos dados de crescimento econômico e de inflação. O índice Dow Jones recuou 0,25%, o S&P 500 caiu 0,60% e a Nasdaq perdeu 0,93%. Notas de dólar. — Foto: Luisa Gonzalez/ Reuters *Com informações da agência de notícias Reuters.
Dólar abre com foco na guerra no Oriente Médio e na “prévia” do PIB
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