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Dólar abre em alta com atenção a desemprego no Brasil e conflito no Oriente Médio

por Redação
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▶️ Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump decidiu estender por dez dias a pausa nos ataques à infraestrutura energética do Irã. Ainda assim, investidores seguem preocupados com possíveis impactos no fornecimento global de petróleo, o que mantém o viés negativo observado nas últimas sessões. ▶️ No cenário internacional, os preços do petróleo continuam em alta, enquanto os contratos futuros das principais bolsas de Nova York registram queda. Na Europa, os mercados acionários também operam em baixa. ▶️ Em meio ao aumento da aversão ao risco, o dólar avança frente a outras moedas. Ao mesmo tempo, os mercados de juros passam por nova reprecificação diante das expectativas em torno dos rumos da política monetária global. ▶️ No Brasil, a agenda econômica desta sexta-feira inclui a divulgação de dados do setor externo e da taxa de desemprego referente a fevereiro, indicadores que podem influenciar as expectativas sobre a atividade econômica. ▶️ Caso os números venham próximos das projeções do mercado, a tendência é que os investidores continuem acompanhando com mais atenção o cenário internacional, que tem direcionado o comportamento dos ativos nos últimos dias. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar Acumulado da semana: -0,99%;Acumulado do mês: +2,38%;Acumulado do ano: -4,24%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +3,70%;Acumulado do mês: -3,21%;Acumulado do ano: +13,41%. Petróleo volta a atingir US$ 100 A reação do mercado ocorre em meio a sinais ainda incertos de negociação entre EUA e Irã. Na quarta-feira (25), os dois países apresentaram propostas diferentes para encerrar o conflito, que completa um mês no próximo sábado (28), mas não chegaram a um entendimento. A Casa Branca enviou ao governo iraniano um plano de paz com 15 pontos. Entre eles estão a proibição do desenvolvimento de armas nucleares, limites para mísseis de longo alcance, o desmonte de instalações de enriquecimento de urânio e o fim do apoio a grupos como Hamas e Hezbollah. O Irã rejeitou a proposta, classificando o plano como “excessivo”, e apresentou uma contraproposta com cinco condições. Entre elas estão o fim das agressões, reparações por danos causados durante a guerra e o controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz. Mesmo com a troca de propostas, autoridades iranianas sinalizaram alguma disposição para negociar. Ao mesmo tempo, os EUA intensificaram a pressão militar e diplomática na região. Prévia da inflação de março O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), indicador considerado uma prévia da inflação oficial do país, subiu 0,44% em março. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice registra alta de 3,90%, abaixo dos 4,1% observados no período anterior. Mesmo assim, o resultado de março ficou acima do esperado por economistas. As projeções indicavam uma alta mensal de 0,29% e um avanço de 3,74% no acumulado de 12 meses. O levantamento do IBGE mostra que todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram aumento de preços em março. Veja a variação mensal dos preços: Alimentação e bebidas: 0,88%Habitação: 0,24%Artigos de residência: 0,37%Vestuário: 0,47%Transportes: 0,21%Saúde e cuidados pessoais: 0,36%Despesas pessoais: 0,82%Educação: 0,05%Comunicação: 0,03% Mercados globais Os mercados globais fecharam em queda nesta quinta-feira, enquanto o preço do petróleo voltou subir. O movimento ocorreu em meio à percepção de que uma redução das tensões na guerra envolvendo o Irã está mais distante, o que aumenta a cautela entre investidores. Nos EUA, os principais índices de Wall Street registraram perdas. O Dow Jones recuou 1,01%, o S&P 500 teve perdas de 1,74% e o Nasdaq despencou 2,38%. Na Europa, o dia também foi de baixa. O índice STOXX 600, que reúne empresas de vários países do continente, caiu 1,13%, aos 580,84 pontos. Entre os principais mercados, o FTSE 100, do Reino Unido, recuou 1,33%, enquanto o CAC 40, da França, caiu 0,98%. Na Alemanha, o índice DAX perdia 1,64%. Na Ásia, o movimento também foi negativo. O índice de Xangai caiu 1,1%, enquanto o CSI300 — que reúne as maiores empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen — recuou 1,3%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng teve queda de 1,9%. No Japão, o Nikkei encerrou o pregão com baixa de 0,3%, aos 53.603,65 pontos. Já o Kospi, da Coreia do Sul, registrou uma queda mais intensa, de 3,2%, fechando em 5.460,46 pontos. Entre outras negociações relevantes do dia, os metais preciosos também registravam perdas. O ouro recuava 2,3%, sendo negociado a US$ 4.446 por onça, enquanto a prata caía 6,2%, para US$ 68 por onça. *Com informações da agência de notícias Reuters.

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