▶️Países da Europa e da Ásia estão resistindo a um pedido do presidente dos EUA, Donald Trump, para enviar navios militares ao Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do petróleo mundial, em meio à guerra entre EUA, Israel e Irã. Apesar da pressão americana, governos como Alemanha, Itália, Espanha, Japão e Austrália recusaram participação, afirmando que o conflito não é deles. ▶️O risco de interrupção no fluxo global de uma das principais commodities da economia voltou a pressionar o petróleo, com a ameaça de ataque à Ilha de Kharg — responsável por cerca de 90% das exportações do Irã — e a tensão no Estreito de Ormuz elevando os preços. 🔎 Por volta das 9h10, o barril do tipo petróleo Brent subia 2,62%, a US$ 102,84, enquanto o WTI avançava 3,10%, a US$ 95,33. ▶️A agenda econômica desta terça traz novos dados de inflação no Brasil, com a divulgação do IGP-10 de março pela manhã. Nos Estados Unidos, os destaques são os números de emprego da ADP, as vendas pendentes de imóveis e os estoques semanais de petróleo, além de um leilão de títulos de 20 anos do Tesouro. À noite, o Japão publica a balança comercial de fevereiro. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar Acumulado da semana: -1,60%;Acumulado do mês: +1,86%;Acumulado do ano: -4,72%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,25%;Acumulado do mês: -4,72%;Acumulado do ano: +11,64%. Petróleo na marca dos US$ 100 Desde o início do conflito, o Brent, padrão internacional já acumula alta superior a 40%, pressionando os mercados e aumentando os temores de inflação global. Ele destacou que os EUA obtêm menos de 1% do seu petróleo pelo estreito, enquanto países como Japão, China, Coreia do Sul e algumas nações europeias dependem muito mais dessa passagem. O presidente americano também afirmou que alguns desses países informaram que estão a caminho para ajudar, enquanto outros não se mostraram muito dispostos. Para Nickolas Lobo, especialista em investimentos da Nomad, a queda do petróleo trouxe alívio aos investidores, com a expectativa de que mais petroleiros atravessem o Estreito de Ormuz. Ele destacou ainda que a liberação de reservas estratégicas por nações desenvolvidas ajudou a reduzir a pressão sobre os preços da commodity, que podem cair para abaixo de US$ 80 nos próximos meses, embora a volatilidade de curto prazo permaneça acima de US$ 100. “Contudo, é importante destacar que, mesmo com algum alívio nos mercados caso o conflito não se agrave, qualquer recuperação nos investimentos de renda fixa e variável pode ser revertida devido à volatilidade e ao sentimento dos investidores diante dos impactos econômicos”, afirma o analista. Guerra no Oriente Médio O termo “operação limitada” também foi utilizado por Israel da última vez que tropas do país invadiram o território do Líbano, em outubro de 2024. À época, o professor de Relações Internacionais da UFF e pesquisador de Harvard Vitelio Brustolin explicou ao g1 que o termo significa uma incursão pontual, que não inclui uma ocupação completa do território que está sendo invadido. A ofensiva ocorre em meio à escalada de tensões no Oriente Médio, após a retomada do conflito entre Israel e Hezbollah no início de março, ligada à guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. Desde então, Israel intensificou bombardeios e ataques no território libanês, enquanto o Hezbollah também tem lançado ofensivas contra Israel. O confronto já deixou centenas de mortos no Líbano e provocou o deslocamento de centenas de milhares de pessoas. Agenda econômica A expectativa é de redução de 0,25 ponto percentual, levando a taxa de 15% para 14,75% ao ano, após a guerra no Oriente Médio elevar os preços do petróleo e aumentar os riscos de pressão inflacionária. Selic (2026): corte para 14,75% nesta reuniãoSelic no fim de 2026: 12,25% ao anoInflação (IPCA) 2026: 4,10%PIB 2026: 1,83% de crescimentoDólar no fim de 2026: R$ 5,40 Prévia do PIB O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), avançou 0,80% em janeiro na comparação com dezembro. O resultado ficou ligeiramente abaixo da expectativa do mercado, que projetava alta de 0,85%, de acordo com pesquisa da Reuters. Na comparação com janeiro do ano passado, o indicador registrou crescimento de 1,0%. Já no acumulado em 12 meses, o avanço chegou a 2,3%, conforme dados sem ajuste sazonal. Imposto de Renda A Receita Federal informou que o prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda 2026 (ano-base 2025) começa em 23 de março e vai até 29 de maio. Quem enviar fora do prazo estará sujeito a multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido. Devem declarar, entre outros casos: contribuintes que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 em 2025; tiveram rendimentos isentos acima de R$ 200 mil;realizaram operações em bolsa acima de R$ 40 mil; ou possuíam bens superiores a R$ 800 mil no fim do ano. As mudanças na faixa de isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil, conforme aprovado no ano passado, só terão efeito nas declarações a partir de 2027. (Veja quem mais é obrigado a declarar). Mercados globais A queda no preço do petróleo em meio à perspectiva de que o Estreito de Hormuz possa ser reaberto trouxe algum alívio aos mercados globais nesta segunda-feira. Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street fecharam em alta, com investidores se posicionando para uma semana potencialmente decisiva para os mercados globais. O Dow Jones avançou 0,83%, o S&P 500 subiu 1,01% e o Nasdaq teve ganhos de 1,22%. Na Europa, os mercados fecharam em alta após a queda no preço do petroleo. O DAX, da Alemanha, subiu 0,50%, enquanto o CAC 40, da França, avançou 0,31%. Na Itália, o FTSE MIB teve alta de 0,07%, e o FTSE 100, de Londres, também operou no campo positivo, subindo 0,55%. Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção única nesta segunda. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,45%, e o CSI300 avançou 0,05%. Já o índice de Xangai recuou 0,26% e o Nikkei, de Tóquio, caiu 0,1%. O mercado foi parcialmente apoiado por notícias de avanços da China na produção de chips, mas a guerra no Irã continua mantendo os investidores cautelosos. Notas de dólar. — Foto: Luisa Gonzalez/ Reuters *Com informações da agência de notícias Reuters.
