Os investidores continuaram atentos aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio. A trégua anunciada entre Estados Unidos e Irã enfrenta episódios de violação e novas tensões, o que mantém o mercado em alerta. Ainda assim, o cenário é de otimismo. ▶️ O cessar-fogo anunciado há dois dias é visto como frágil. Teerã disse que ilhas foram atingidas e denunciou ataques de Israel no Líbano. Outros países do Golfo, como Arábia Saudita e Kuwait, relataram ataques com mísseis e drones atribuídos ao Irã. ▶️ Esse cenário eleva o temor de interrupções na oferta global de petróleo, já que o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais da commodity, voltou a ser fechado durante as tensões. Por volta das 16h, o barril do Brent subia 2,59%, a US$ 97,20. ▶️ O movimento levou as ações da Petrobras, de grande peso no Ibovespa, a subir quase 3% nesta quarta-feira, puxando o índice para cima. ▶️ Nos EUA, os pedidos de seguro-desemprego aumentaram em 16 mil na primeira semana de abril em relação à semana anterior, passando de 203 mil para 219 mil. O dado ficou acima da expectativa de analistas, que projetavam cerca de 210 mil solicitações. 🔎 O avanço reforça sinais de moderação no mercado de trabalho, o que pode aliviar pressões inflacionárias. O indicador é acompanhado de perto pelo Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, para decisões sobre os juros do país. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar Acumulado da semana: -1,87%;Acumulado do mês: -2,24%;Acumulado do ano: -7,76%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +2,23%;Acumulado do mês: +2,55%;Acumulado do ano: +19,31%. Incertezas sobre o cessar-fogo Os investidores seguem atentos à situação no Oriente Médio, já que ainda há dúvidas sobre a continuidade do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. A trégua anunciada há dois dias vem sendo marcada por episódios de tensão e relatos de ataques durante o próprio período de pausa nos combates. Na quarta-feira (8), houve registros de ofensivas de ambos os lados. O Irã afirmou que ilhas iranianas foram atingidas e denunciou ataques de Israel no Líbano. Ao mesmo tempo, países do Golfo, como Arábia Saudita e Kuwait, relataram disparos de mísseis e drones iranianos mesmo após o início da trégua. Nesta quinta-feira (9), Israel voltou a bombardear alvos no Líbano. Diante desse cenário, cresce o receio de impactos na oferta de petróleo, especialmente após o fechamento do Estreito de Ormuz. Por volta das 8h45 (horário de Brasília), o barril do Brent subia 3,82%, a US$ 98,57. Mercados globais Os principais índices de Wall Street fecharam em alta nesta quinta-feira (9), de olho nos desdobramentos da guerra. O Dow Jones subiu 0,58%, aos 48.185,80 pontos. O S&P 500 avançou 0,62%, aos 6.824,63 pontos, enquanto o Nasdaq teve ganhos de 0,83%, aos 22.822,42 pontos. Já as bolsas europeias fecharam em queda, devolvendo parte dos ganhos registrados na véspera. O índice pan-europeu STOXX 600, por exemplo, recuou 0,15%. Entre os principais mercados da região, o CAC 40, da França, teve queda de 0,22%, enquanto o DAX, da Alemanha, caiu 1,14%. O FTSE 100, do Reino Unido, registrou baixa de 0,05%. Nas bolsas asiáticas, o clima também foi de cautela. Mercados da China e de Hong Kong fecharam em queda, refletindo a preocupação com o conflito. O índice de Xangai recuou 0,72%, enquanto o CSI300 caiu 0,64%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, teve baixa de 0,54%. Outros mercados da região também operaram sem direção única. O índice Nikkei, no Japão, caiu 0,73%, e o Kospi, na Coreia do Sul, recuou 1,61%. Por outro lado, a bolsa da Austrália subiu 0,24%. Notas de dólar. — Foto: Murad Sezer/ Reuters
