Home » Dólar cai e Ibovespa sobe com atenção à crise na Venezuela e a dados no Brasil e nos EUA

Dólar cai e Ibovespa sobe com atenção à crise na Venezuela e a dados no Brasil e nos EUA

por Redação
0 comentário

Os mercados continuam reagindo às tensões políticas na Venezuela e aos sinais da economia global. Além disso, investidores aguardam a divulgação de dados e discursos no Brasil e nos Estados Unidos, que podem influenciar as projeções econômicas para 2026. ▶️ No Brasil, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços divulga à tarde os dados da balança comercial de dezembro, com um panorama das exportações e importações no fechamento do ano. O vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin participa de coletiva para comentar os números. ▶️ No cenário externo, além da divulgação do PMI de dezembro dos EUA — indicador que ajuda a medir o ritmo da atividade econômica —, investidores acompanham o discurso de Tom Barkin, presidente do Federal Reserve de Richmond, que pode dar pistas sobre o futuro dos juros americanos. 💲Dólar Acumulado da semana: -0,34%;Acumulado do mês: -1,52%;Acumulado do ano: -1,52%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,83%;Acumulado do mês: +0,46%;Acumulado do ano: +0,46%. EUA x Maduro A prisão de Nicolás Maduro pelo governo dos EUA trouxe bastante volatilidade aos mercados ontem (5), e deve continuar influenciando o humor dos investidores. 🔎 A produção venezuelana despencou nas últimas décadas, restringida pela má administração e pela falta de investimentos estrangeiros após a nacionalização das operações petrolíferas nos anos 2000. Com a ação dos EUA, a expectativa de alguns agentes do mercado é a de que o petróleo venezuelano seja liberado e disponibilizado, aumentando a oferta da commodity no mercado internacional. O republicano afirmou que os EUA estão em conflito com traficantes, e não necessariamente com a Venezuela. Ele voltou a dizer que outros países estariam enviando criminosos e dependentes químicos para território norte-americano. Ao ser questionado sobre uma possível transição de poder na Venezuela, o presidente disse que o país precisará ser “consertado” antes da realização de novas eleições. Segundo ele, não há condições de organizar um pleito neste momento. “Vai levar um tempo. Precisamos cuidar para que o país se recupere”, afirmou. Enquanto isso, Trump disse que um grupo de autoridades irá supervisionar o governo da Venezuela. Segundo ele, entre os integrantes da equipe estarão: o secretário de Estado, Marco Rubio; o secretário de Defesa, Pete Hegseth; o vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller; e o vice-presidente, JD Vance. Bolsas globais Os principais índices de Wall Street abriram com pouca variação nesta terça-feira, com os investidores dando uma pausa depois de eles terem registrado os maiores ganhos intradiários em semanas na sessão anterior, enquanto os mercados se preparam para uma semana carregada de dados sobre o mercado do trabalho dos EUA. O Dow Jones Industrial Average ganhava 0,02% na abertura, para 48.987,36 pontos. O S&P 500 avançava 0,09%, a 6.908,03 pontos​, enquanto a Nasdaq Composite subia 0,22%, para 23.446,959 pontos. Os mercados da Europa encerraram o pregão em alta, impulsionados pelo desempenho do setor de defesa, em meio ao aumento das tensões geopolíticas. A perspectiva de elevação nos orçamentos militares sustentou a valorização das ações do segmento, que atingiram o maior nível em quase três meses. No fechamento, o índice pan-europeu STOXX 600 avançou 0,94%, aos 601,76 pontos, superando pela primeira vez a marca dos 600 pontos. Entre as principais bolsas, Londres teve alta de 0,54%, com o FTSE 100 aos 10.004,57 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 1,34%, para 24.868,69 pontos, enquanto em Paris o CAC 40 avançou 0,20%, aos 8.211,50 pontos. Já as bolsas asiáticas fecharam em forte alta, impulsionadas pelo setor de defesa. Em Tóquio, ações de fabricantes como IHI Corp e Mitsubishi Heavy Industries dispararam, enquanto o Kospi, na Coreia do Sul, renovou recorde histórico pelo segundo pregão consecutivo, apoiado também por papéis de tecnologia. No fechamento, o Nikkei subiu 2,97%, a 51.832,80 pontos; o Kospi avançou 3,43%, a 4.457,52 pontos; e o Taiex, em Taiwan, ganhou 2,57%, a 30.105,04 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng ficou praticamente estável, com alta de 0,03%, a 26.347,24 pontos. Na China continental, o Xangai Composto subiu 1,38%, a 4.023,42 pontos, e o Shenzhen Composto avançou 2%, a 2.581,52 pontos. Notas de dólar. — Foto: Rick Wilking/Reuters *Com informações da agência de notícias Reuters

você pode gostar