Dólar opera em alta, de olho em dados de inflação dos EUA e balanços corporativos; Ibovespa cai

Dólar opera em alta, de olho em dados de inflação dos EUA e balanços corporativos; Ibovespa cai

▶️ O destaque da sessão fica com os novos dados de inflação ao consumidor nos Estados Unidos. O índice subiu 0,2% no mês passado, em uma desaceleração em relação à taxa não revisada de dezembro, de 0,3%. O número também veio abaixo do previsto pelo mercado, de 0,3%. Em 12 meses o índice aumentou 2,4%, também abaixo do observado no mês anterior (2,7%). O resultado foi divulgado com atraso por conta da paralisação de três dias do governo federal americano na última semana. Mesmo em desaceleração, o resultado ainda representa uma inflação acima da meta do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), indicando que as taxas de juros do país podem permanecer elevadas por mais tempo. ▶️ Na agenda econômica brasileira, o Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) de fevereiro caiu 0,42%, após alta de 0,29% no mês anterior, em resultado mais fraco do que o esperado. Com isso, o índice passou a acumular deflação de 2,25% em 12 meses, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). As vendas no varejo brasileiro também ficam no radar. O indicador recuou 0,4% em dezembro na comparação com o mês anterior e subiram 2,3% sobre um ano antes, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). ➡️ Já no ambiente corporativo, o mercado acompanha o resultado da Usiminas (USIM5) e a teleconferência da Vale (VALE3), que encerrou o quarto trimestre no vermelho. Também segue no radar o calote de R$ 3,6 bilhões informado pelo Banco do Brasil em seu balanço financeiro. Os papéis do BB registram forte queda nesta sexta. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar Acumulado da semana: -0,39%;Acumulado do mês: -0,91%;Acumulado do ano: -5,26%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +2,63%;Acumulado do mês: +3,53%;Acumulado do ano: +16,53%. Agenda econômica No exterior, os investidores acompanham de perto a divulgação do CPI, índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos referente a janeiro, prevista para as 10h30. O dado deve trazer novos sinais sobre o ritmo dos cortes de juros pelo Federal Reserve, após o Payroll acima do esperado divulgado na quarta-feira. Índice Geral de Preços no Brasil O IGP-10, índice que mede a variação de preços no Brasil, caiu 0,42% em fevereiro, acima do esperado pelo mercado, que projetava uma queda de 0,12%. A principal razão foi a queda nos preços no atacado, puxada por produtos como soja e minério de ferro, o que ajudou a compensar a alta no custo de vida das famílias. Com isso, o índice acumula queda de 2,25% em 12 meses, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). Já os preços ao consumidor subiram, influenciados principalmente pelos reajustes em educação no início do ano letivo e por aumentos em gasolina, transporte e moradia. STF e o caso Master No cenário político, o assunto do dia é a saída do ministro Dias Toffoli das investigações sobre o Banco Master no Supremo Tribunal Federal. Apesar disso, os ministros afirmaram que não há prova de irregularidade por parte de Toffoli e disseram apoiar pessoalmente o colega. Ele nega qualquer relação financeira com o banqueiro e afirma que não cometeu ilegalidades. Temporada de balanços Por causa desse calote, a taxa de inadimplência do banco subiu para 5,17%, quando poderia ter ficado em 4,88% sem esse caso. O banco diz que o problema já era conhecido e vinha sendo provisionado há anos, e que a dívida foi repassada a outro credor no início de 2026. O episódio veio a público junto com a divulgação do balanço do banco, que mostrou lucro de R$ 20,7 bilhões em 2025, apesar da piora na inadimplência. Na prática, isso não significa que a empresa vendeu menos: as vendas de minério de ferro e cobre foram boas, e o resultado operacional melhorou. Sem esses ajustes, a companhia teria registrado lucro no período. No ano inteiro, porém, o lucro caiu em relação a 2024. Bolsas globais Em Wall Street, os mercados começaram o dia em leve queda com os investidores às espera da divulgação do índice de inflação (CPI). Na véspera, as bolsas caíram forte, principalmente as ações de tecnologia: o Nasdaq caiu 2%, o S&P 500 perdeu cerca de 1,6% e o Dow Jones recuou 1,3%. Agora, o mercado espera o dado de inflação para tentar prever as próximas decisões de juros do Federal Reserve, o banco central americano. Se a inflação vier alta, cresce a chance de os juros continuarem elevados, o que costuma derrubar as bolsas. Enquanto isso, o preço do ouro subiu, por ser visto como proteção em momentos de incerteza, e o petróleo ficou quase estável. Na Ásia, as bolsas fecharam em queda nesta sexta-feira, em um dia de pouco movimento por causa do feriado do Ano Novo Lunar na China e da preocupação com a inflação nos Estados Unidos. Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 1,72%. Na China continental, o índice de Xangai recuou 1,26% e o CSI300 caiu 1,25%. No Japão, o Nikkei perdeu 1,21%. Em Seul, o Kospi caiu 0,28%. Em Cingapura, o Straits Times recuou 1,65%, e na Austrália, o S&P/ASX 200 caiu 1,39%. Taiwan não teve negociação. Mulher segura notas de dólar, dinheiro — Foto: Karolina Grabowska/Pexels

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