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Dólar sobe e fecha a R$ 5,19 com IPCA e falas de Haddad; Ibovespa recua

por Redação
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🔎 O resultado reforçou a percepção de investidores de que o Banco Central (BC) pode ser mais cauteloso nas decisões sobre cortes de juros, o que pressionou o Ibovespa. ▶️ A participação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em um evento promovido pelo BTG Pactual também ficou no radar. Em seu discurso, Haddad defendeu um novo desenho para os gastos sociais e fez comentários sobre o caso Master. O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent também esteve presente no evento. ▶️ Nos EUA, investidores avaliaram uma série de indicadores econômicos e falas recentes de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). A presidente da distrital do Fed em Cleveland, Beth Hammack, afirmou nesta terça que os juros do país devem permanecer inalterados “por um bom tempo”. ▶️ Entre os indicadores americanos, as vendas no varejo permaneceram inalteradas em dezembro, conforme as famílias reduziram gastos com veículos e outros itens de alto valor. Dados de preços de importados e dos estoques de empresas e do petróleo também ficam no foco, em meio à espera pelo relatório de empregos (payroll), previsto para amanhã (11). Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar Acumulado da semana: +1,50%;Acumulado do mês: 2,38%;Acumulado do ano: 15,24%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,63%;Acumulado do mês: +2,52%;Acumulado do ano: +15,39%. De olho no Haddad Durante evento promovido pelo banco BTG Pactual nesta terça-feira, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu uma reformulação dos gastos sociais do governo, especialmente os voltados à assistência social. Segundo Haddad, estudos técnicos estão sendo conduzidos para “repensar” esses gastos de forma “mais moderna”. O ministro ainda citou a possibilidade de um molde semelhante ao feito no Bolsa Família, que unificou uma série de benefícios. “Talvez estejamos em uma situação que permita [um novo formato] dos gastos sociais”, completou o ministro, reiterando que o novo modelo precisaria ser mais eficiente e moderno, mas sem necessariamente diminuir os gastos, uma vez que o crescimento da economia também permite uma trajetória mais sustentável das despesas públicas. O ministro também afirmou que o caso Master mostrou que a legislação atual não foi “suficientemente robusta” para evitar uma fraude de R$ 12 bilhões e que uma reforma “mais estrutural” do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) está sendo discutida após o episódio. “Ninguém quer passar por esse aperto outra vez. A legislação não se mostrou suficientemente robusta para evitar uma operação como essa, que colocou muita coisa em risco. Felizmente não foi um risco sistêmico, mas ele ganhou proporções e envolveu mais de uma instituição”, comentou o ministro durante participação no CEO Conference, promovido pelo banco BTG Pactual. Agenda econômica No primeiro Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do ano, o IBGE mostrou que os preços subiram 0,33% em janeiro, resultado levemente acima das projeções do mercado. No acumulado de 12 meses, a inflação chegou a 4,44%, maior que os 4,26% registrados no período anterior. O principal impacto veio do grupo Transportes, que avançou 0,60%, puxado pela alta dos combustíveis — especialmente a gasolina, que subiu 2,06% — e por reajustes nas tarifas de ônibus em diversas capitais. Em contrapartida, passagens aéreas e transporte por aplicativo tiveram queda. Também pesaram no índice os grupos Comunicação (0,82%) e Saúde e cuidados pessoais (0,70%). Já Habitação recuou 0,11%, influenciada pela queda da energia elétrica com a mudança da bandeira tarifária para verde. Na alimentação, houve desaceleração: os preços subiram 0,23%, com quedas no leite e nos ovos, mas forte alta do tomate. Entre as capitais, Rio Branco registrou a maior variação mensal, enquanto Belém teve a menor. Outro destaque ficou com as vendas no varejo dos Estados Unidos, que permaneceram inalteradas em dezembro, conforme as famílias reduziram os gastos com veículos e outros itens de alto valor, o que pode levar o consumo e a economia americana a um crescimento mais lento no início deste ano. As vendas aumentaram 2,4% em dezembro em comparação ao mesmo período do ano anterior. Os números de vendas de outubro foram revisados, passando a apresentar uma queda de 0,2% em vez da estimativa anterior de 0,1%. A revisão dos dados de outubro sugerem, ainda, uma fadiga do consumidor em meio aos crescentes desafios do custo de vida, que foram parcialmente atribuídos aos preços mais altos devido às tarifas de importação. O relatório fraco, juntamente com um aumento marginal nos estoques empresariais , levou os economistas a revisarem para baixo suas estimativas de crescimento econômico para o quarto trimestre. Bolsas globais Nos EUA, os três principais índices de Wall Street fecharam sem direção única, de olho em falas de representantes do governo Trump e dados econômicos americanos. O Dow Jones avançou 0,10% e alcançou seu terceiro recorde consecutivo. Já o S&P 500 e o Nasdaq caíram 0,36% e 0,59%, respectivamente, após a divulgação de dados que indicaram desaceleração nas vendas do varejo, enquanto investidores aguardam o relatório mensal de empregos dos EUA. Na Europa, o índice pan-europeu STOXX 600 fechou estável nesta terça-feira, conforme investidores avaliaram o noticiário corporativo. O índice recuou 0,07%, aos 620,97 pontos. Os principais índices da região fecharam mistos, por sua vez. Entre os destaques, o FTSE 100, de Londres, subiu 0,31%, aos 10.353,84 pontos, enquanto o DAX, de Frankfurt, caiu 0,11%, aos 24.987,85 pontos e o Ibex-35, de Madri, recuou 0,40%, aos 18.122,10 pontos. Na Ásia, as bolsas da China fecharam levemente em alta nesta terça-feira, com as ações de empresas de comunicação e mídia subindo mais do que as perdas das empresas do setor imobiliário. O bom desempenho veio, principalmente, do entusiasmo com uma nova tecnologia de inteligência artificial da ByteDance (dona do TikTok), que animou investidores no setor de mídia e entretenimento. Já as empresas ligadas a imóveis caíram, refletindo dificuldades ainda presentes nesse mercado. O movimento foi fraco porque muitos investidores estão evitando negociar antes do feriado do Ano Novo Lunar, um dos mais importantes da China, que dura cerca de uma semana. Em outros mercados da Ásia, o dia foi de altas na maioria das bolsas. Japão e Taiwan registraram fortes altas, com o Nikkei avançando 2,3% e o Taiex subindo 2,06%. Hong Kong também fechou em alta, com o Hang Seng ganhando 0,58%. A Coreia do Sul teve desempenho praticamente estável, com o Kospi em alta de 0,07%. Já Singapura e Austrália encerraram o dia em leve queda: o Straits Times recuou 0,07% e o S&P/ASX 200 caiu 0,03%. Além disso, notícias de uma possível melhora nas relações entre Estados Unidos e China ajudaram a reduzir a tensão no mercado. Cédulas de dólar — Foto: bearfotos/Freepik

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