Home » Dólar sobe e fecha a R$ 5,30 com escalada da tensão no Oriente Médio; Ibovespa tem forte queda

Dólar sobe e fecha a R$ 5,30 com escalada da tensão no Oriente Médio; Ibovespa tem forte queda

por Redação
0 comentário
dolar-sobe-e-fecha-a-r$-5,30-com-escalada-da-tensao-no-oriente-medio;-ibovespa-tem-forte-queda

O dia foi marcado por maior cautela nos mercados, com investidores em busca de ativos considerados mais seguros, como a moeda americana. ▶️ O cenário segue elevando a instabilidade nos mercados e impulsionando os preços do petróleo. Após atingir US$ 119 na quinta-feira e registrar leve queda, a commodity voltou a subir nesta sexta-feira. 🔎 O Brent — referência global — era negociado a US$ 111,97 por volta das 17h. Já o gás natural na Europa, que chegou a subir 35% na quinta, recuava 4,20% no mesmo horário. ▶️O dia foi de poucos indicadores no cenário local. O principais bancos centrais — Federal Reserve, Banco Central Europeu, Banco da Inglaterra, Banco Nacional Suíço e Banco do Japão — optaram por manter os juros estáveis, enquanto monitoram os impactos econômicos do conflito. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar Acumulado da semana: -0,11%;Acumulado do mês: +3,40%;Acumulado do ano: -3,28%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -0,81%;Acumulado do mês: -6,66%;Acumulado do ano: +9,37%. Trump nega um cessar-fogo no Irã Trump disse nesta sexta-feira que não quer um cessar-fogo no Irã. A guerra entrará na quarta semana neste sábado, sem qualquer sinal de negociação para encerrar o conflito. “Podemos dialogar, mas não quero um cessar-fogo”, disse Trump a repórteres. “Não se faz um cessar-fogo quando se está literalmente aniquilando o outro lado. (…) Não é isso que queremos.” Questionado se Israel estaria disposto a encerrar a guerra assim que os EUA concluírem sua ação militar, Trump respondeu: “Acho que sim”. O presidente também falou sobre o Estreito de Ormuz. Segundo ele, “seria bom” se China e Japão ajudassem a garantir a segurança no canal marítimo. O estreito de Ormuz, controlado por Teerã, está fechado desde o início dos ataques de EUA e Israel. A passagem é essencial para o escoamento de 20% do petróleo e gás mundial, e seu bloqueio tem afetado o preço do combustível e derivados de petróleo no mundo — inclusive nos EUA, onde uma inflação alta pode impactar na popularidade de Trump e nas eleições legislativas de novembro. Bancos centrais mantêm taxas de juros após a guerra Os principais bancos centrais de países ricos mantiveram os juros estáveis nesta semana, mas deixaram claro que podem voltar a subir as taxas caso a inflação aumente por causa da guerra e da alta nos preços da energia. Com o conflito no Oriente Médio, investidores passaram a acreditar menos em cortes de juros no curto prazo e até começaram a considerar novas altas em algumas economias, como Reino Unido e zona do euro. Na contramão, o banco central da Rússia reduziu os juros para 15% ao ano, após sinais de desaceleração da inflação e de maior equilíbrio na economia. Ainda assim, alertou que o cenário externo ficou mais incerto e que novos cortes dependerão do comportamento dos preços. 👉Na prática, o cenário é de incerteza: se a guerra continuar pressionando os preços, os bancos centrais podem manter juros altos por mais tempo ou até aumentar as taxas para tentar controlar a inflação. Haddad entra na disputa pelo governo de São Paulo O evento para o lançamento da candidatura aconteceu no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Além do ex-ministro, também subiram ao palco o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice, Geraldo Alckmin (PSB), e o presidente nacional do PT, Edinho Silva. Haddad destacou que não vê a candidatura como “sacrifício” e defendeu seu projeto político, com foco em sintonia com o governo federal. Mercados globais Em Wall Street, as principais bolsas fecharam em queda, refletindo a cautela dos investidores. O índice Dow Jones caiu 0,97%, aos 45.576,83 pontos, enquanto o S&P 500 recuou 1,51%, aos 6.506,67 pontos. O Nasdaq, por sua vez, teve perdas de 2,01%, aos 21.647,61 pontos. As bolsas da China tiveram uma semana negativa e registraram a maior queda desde novembro, pressionadas pelas tensões no Oriente Médio e pelo clima de incerteza no mercado global. Os principais índices fecharam em queda, com destaque para Xangai (-1,24%), CSI300 (-0,35%) e Hang Seng (-0,88%). No acumulado da semana, as perdas foram mais intensas, refletindo a cautela dos investidores. *Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar e real — Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas

você pode gostar