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Dólar tem leve alta com mercado à espera de plano do governo sobre ‘tarifaço’ e declarações de Galípolo

por Redação
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▶️ Após uma semana de tensões entre os Estados Unidos e o Brasil, o governo Lula deve alinhar os últimos detalhes do plano de contingência em resposta à taxação de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A expectativa é que as medidas sejam anunciadas até amanhã. ▶️No Brasil, o mercado acompanha a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em evento da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), em busca de pistas sobre o próximo corte da Selic. Nesta semana, também será divulgado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho. ▶️ No exterior, os índices futuros em Nova York registram leves altas, em meio a uma semana de divulgação de indicadores que podem definir os rumos dos juros nos próximos meses. Veja abaixo como esses fatores impactam o mercado. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair 💲Dólar Acumulado da semana: -1,96%;Acumulado do mês: -2,95%; Acumulado do ano: -12,04%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +2,62%;Acumulado do mês: +2,14%; Acumulado do ano: +12,99%. Governo prepara plano após ‘tarifaço’ A equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem discutido adotar um plano de contingência para evitar danos à economia brasileira e às empresas afetadas pelo decreto do presidente americano, Donald Trump, que elevou para 50% a alíquota sobre exportações brasileiras. As medidas estudadas por ministérios devem ser apresentadas a Lula nesta segunda-feira (11). A expectativa é que o pacote seja anunciado até amanhã, terça (12). Nos próximos dias, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, irá conversar por telefone com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O governo brasileiro vê nessa nova aproximação uma de suas apostas para tentar encerrar a disputa comercial. Agenda econômica No calendário econômico brasileiro, os investidores acompanham neste início de semana as novas projeções do Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central (BC). O relatório é feito com base em pesquisa realizada com mais de 100 instituições financeiras na última semana. Na pesquisa divulgada hoje, economistas reduziram, pela décima primeira semana consecutiva, a estimativa de inflação para este ano. A projeção para 2026 também recuou. Além disso, a expectativa do mercado para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 recuou de 2,23% para 2,21%. Já a projeção para a Selic em 2025 permanece em 15% ao ano — atual nível da taxa básica de juros. Nesta semana, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho será divulgado na terça-feira (12) e pode sustentar a postura cautelosa do Banco Central diante da inflação acima da meta. Na quarta e quinta, saem os dados de vendas no varejo e do setor de serviços, respectivamente. Mercados Globais Nos mercados globais, os olhares se voltam aos Estados Unidos. Nesta manhã, os índices futuros das ações americanas em Wall Street operavam em alta, em uma semana marcada por indicadores econômicos que podem influenciar a trajetória dos juros nos próximos meses. O mundo também estará de olho nos dados de inflação da maior economia do mundo com o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês). A inflação e o mercado de trabalho são os principais fatores para as decisões do Federal Reserve (Fed). A aposta é de que a desaceleração no mercado de trabalho dos EUA leve o Fed a cortar os juros na reunião de setembro. Por outro lado, a inflação ainda está acima da meta de 2%, gerando preocupação de que novos estímulos possam aumentar a pressão inflacionária na economia americana. Outro destaque é a Nvidia, que teria aceitado repassar 15% da receita com vendas de inteligência artificial na China ao governo dos EUA. Segundo a imprensa, o CEO Jensen Huang se reuniu com Trump na Casa Branca na semana passada para fechar o acordo. Dólar vive disparada nos últimos dias — Foto: Cris Faga/Dragonfly/Estadão Conteúdo *Com informações da agência de notícias Reuters

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