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Ele e ELA, juntos partiram pra uma nova jornada

por admin
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“(…) Eu voltei agora pra ficar, porque aqui, aqui é meu lugar. Eu voltei pras coisas que eu deixei, eu voltei (…)”.

 
Reparou como Roberto Carlos pode ser “entoado” em qualquer situação? Rei é rei. Desculpa aí! Bom, depois de alguns dias de molho devido a mais uma fratura que tive… tô de voooooooolta caro leitor. Confesso que bateu uma “bad” de não poder conversar como você aqui no “Mão na Roda”. Mas enfim…
 
Ontem (14/03) o mundo lamentou a morte de Stephen Hawking, um brilhante físico britânico que manteve uma linda jornada e carreira prolífica. Um homem que com suas singularidades desvendou importantíssimas polêmicas na física contribuindo pra a divulgação científica que, o fez construir uma carreira prolífica, conquistando e compartilhando conhecimentos teóricos e também astronômicos.
 
Bom… é de conhecimento público que Stephen Hawking era diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). Ele recebeu essa “sentença” quando tinha 21 anos, contudo, Stephen fazendo “stephenissice” não se entregou ao abatimento, incertezas e demais sentimentos quando os médicos lhe sentenciaram a pouco tempo de vida.
 
Vinte anos depois de descobrir a “ELA”, Stephen publicou seu primeiro livro acadêmico. Em meados da década de 70 e 80, a “ELA” o evoluiu definitivamente para a cadeira de rodas.
 
Mas quem disse que cadeira de rodas, “ELA” ou qualquer diagnóstico significa que devemos parar nossas vidas? Pô coleguinha… SQN. O próprio Stephen aconselhou aos deficientes do mundo assim ó: “My advice to other disabled people would be concentrate on things your disability doesn’t prevent you doing well, and don’t regret the things it interferes with. Don’t be disabled in spirit, as well as physically.” (Stephen Hawking). TRADUÇÃO: Meu conselho para outras pessoas com deficiência seria que se concentrem nas coisas que sua deficiência não lhe impede de fazer bem, e não se lastime sobre as coisas nas quais ela interfere. Não seja deficiente de espírito, assim como fisicamente.
 
Homenzinho esperto hein! Pouquíssimo tempo depois de se adaptar a nova vida sobre rodas, ele assumiu o cargo de professor da cátedra de matemática lucasiana na Universidade de Cambridge – Inglaterra. Ah só pra citar mesmo, esse “carguinho” mega “hómilde” foi ocupado por ninguém nada mais nada menos que o “Niltão” gente! Como assim quem é Niltão? Caro leitor não me decepcione! Uai gente, “Niltão” ou “Niltin”mais conhecido como Isaac Newton foi um astrônomo, alquimista, filósofo natural, teólogo e cientista inglês, mais reconhecido como físico e matemático. Lembrou?
 
Pois bem, continuando a falar do Stephen… Entre 1985 e 1990 ele perdeu a capacidade de falar. E mais uma vez o Sr. Hawking não se limitou integralmente. Com o desenvolvimento de uma “máquina” ele conseguia verbalizar suas brilhantes teorias através do movimento de seus olhos.
 
Agora pense comigo… Aos 21 anos o jovem rapaz descobre que tem Esclerose Lateral Amiotrófica, uma doença sem cura (até o momento) que acometeria todo o seu sistema nervoso o incapacitando das habilidades como movimentar-se, controle e funcionalidade das mãos, uma doença que afetou toda a musculatura do corpo… Ano após ano lidou com a evolução de suas limitações físicas levando-o para uma cadeira de rodas, perdendo a voz, a capacidade de deglutir, e progressivamente foi paralisado pelas consequências da doença neuromotora. A descoberta desse diagnóstico tornpu-se um grande “evento” que mudou radicalmente a vida do Hawking. Independentemente do tempo que se descobre e evolui o diagnóstico, sempre existirá o sentimento de medo, preocupação e perda, lutos diários como o provado em 1979, quando foi eleito professor de Matemática onde existia um enorme livro que todos os professores da universidade deviam assinar, mas dentro de um ano perceberam  que Stephen  não o havia assinado nenhuma vez. A fim de solucionarem o “erro” levaram o livro até ele e solicitaram que o assinasse, prontamente e não se opondo pegou uma caneta e com bastante dificuldade escreveu seu nome pela última vez.
 
Complicado, não? Eu também concordo… Masssss não impossível. Prova disso? Stephen Hawking estava “preso” a matéria, mas completamente livre pra compreender a vastidão do Universo desafiando a noção de espaço-tempo.
 
Como ele mesmo dizia: “Meu objetivo é simples. É ter uma compreensão completa do universo, por que ele é como é, e por que tudo existe”. Pensando e agindo assim, Hawking escreveu diversos livros que ampliaram e colaboraram pra divulgação de diversas e complexas teorias cosmológicas, abordando uma didática de fácil compreensão a leigos e doutores, sempre detalhando seu esforço em reaprender o verbo aprender, em comunicar-se através de novos meios de comunicação, ele viveu baseado em sua própria conclusão de que quando temos que enfrentar a possibilidade de uma morte prematura, nos damos conta de quanto viver vale a pena.
 
Valeu tanto a pena que ele não se conformou em ser um dos cientistas vivos mais admirados pela sociedade em geral. Em parceria com o diretor de cinema Errol Morris, o ilustríssimo Hawking decidiu imergir nas águas da popularidade através da telonas. Trabalhando arduamente desenvolveu o autêntico filme de sua vida. E quando falo trabalhou, estou falando no sentido literal da coisa, após três longos e promissores anos de trabalho somados a centenas de horas, ele mesmo foi quem supervisionou toda a rodagem e filmagem do documentário baseado em sua biografia.
 
Com ELA ou sem ELA… O mundo perdeu um dos principais protagonistas que mudou nossas concepções sobre Universo. Um protagonista que não tinha medo da morte, mas não tinha nenhum “pinguinho” de pressa para morrer. Em 2011 ao ceder uma entrevista pra um tabloide britânico ele afirmou: Eu quero fazer muita coisa antes de morrer!
 
E fez né caro leitor?! Ô se fez. Que o universo receba de braços abertos esse grande astro que iluminou nossas mentes através de sua singular inteligência e que com ELA ganhou o mundo!

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