Entenda como são formados os preços do diesel e como impactam o bolso do consumidor

Entenda como são formados os preços do diesel e como impactam o bolso do consumidor

Entre as medidas anunciadas, estão: decreto que zera as alíquotas do PIS/Cofins sobre o diesel — que representa uma redução de R$ 0,32 por litro;aumento do imposto de exportação sobre o petróleo;medida provisória que prevê o pagamento de uma ubvenção (incentivo) aos produtores e importadores de diesel, no valor de R$ 0,32 por litro; enovas medidas para fiscalizar o repasse do custo das medidas ao consumidor. A medida vem em meio a relatos de que o aumento do petróleo no mercado internacional — reflexo do conflito no Oriente Médio — já começou a impactar os preços dos combustíveis nos postos. Uma pesquisa feita pela Edenred Mobilidade, por exemplo, indicou que os preços do diesel dispararam mais de 7% na primeira semana de março em relação aos últimos sete dias de fevereiro. O caso virou alvo de investigação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), após sindicatos do setor indicarem aumento ou previsão de alta nos preços da gasolina e do diesel em várias regiões, mesmo sem mudança nos valores praticados pela Petrobras nas refinarias. Entenda nesta reportagem como são formados os preços do diesel e quais são os possíveis impactos da alta do petróleo na inflação brasileira. Como são formados os preços do diesel? Uma série de fatores influenciam o cálculo dos preços cobrados dos consumidores nas bombas. A maior fatia da composição de preços responde pela parcela de remuneração das refinarias. Veja abaixo como o preço é formado: Como são formados os preços do diesel. — Foto: Arte/g1 Por que os preços do diesel podem impactar a inflação? “Quando há uma alta mais forte no preço do petróleo, é comum que os primeiros efeitos apareçam no diesel. Como ele é o principal combustível do transporte rodoviário de cargas, qualquer aumento de custo tende a se refletir rapidamente nesse mercado”, disse o diretor de frete da Edenred Mobilidade, Vinicios Fernandes. Nas últimas semanas, os preços do petróleo dispararam no mercado internacional com a escalada do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz — rota por onde passa mais de 20% do comércio global da commodity. Na segunda-feira (9), o barril chegou perto de US$ 120, mas acabou recuando nos dias seguintes para a casa dos US$ 90. Nesta quinta-feira, os contratos de abril do barril do Brent, referência internacional, já voltavam a se aproximar dos US$ 100 de novo, com uma alta de mais de 7%. 🤔 E como isso afeta o consumidor? Como consequência, a alta dos combustíveis pode chegar ao consumidor na forma de produtos e serviços mais caros. Além disso, caso os preços do petróleo se mantenham elevados por um período mais prolongado de tempo, outros efeitos também começam a ser vistos na economia — como o aumento das taxas de juros, por exemplo. Segundo o estrategista de ações da XP, Rafael Figueiredo, contou ao g1 ao avaliar os efeitos da alta do petróleo no país, existe uma faixa considerada mais favorável para o desempenho da economia e da bolsa brasileira: quando o barril fica entre US$ 60 e US$ 70, o impacto costuma ser positivo. Já níveis muito acima desse intervalo tendem a gerar preocupação. “Valores acima de US$ 90 ou US$ 100 pioram o desempenho, porque o impacto inflacionário acaba superando os benefícios da balança comercial”, afirmou à época. Como mostrou a reportagem do g1, os efeitos de um petróleo mais caro por mais tempo costumam aparecer primeiro no mercado financeiro. 💰 No mercado: pode haver maior pressão sobre os títulos da dívida pública, manutenção de juros elevados por mais tempo e mais cautela das empresas na hora de investir.👥 Na economia real: se esse ambiente se prolongar, os impactos tendem a chegar de forma indireta ao dia a dia da população, com crédito mais caro, menor geração de empregos e crescimento econômico mais lento. Uma gota de gasolina cai do bico de uma bomba de combustível em um posto de gasolina em Vélizy-Villacoublay, perto de Paris. — Foto: Alain Jocard/AFP

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