“Acho que a guerra está praticamente concluída. Eles não têm Marinha, não têm comunicações, não têm Força Aérea”, disse o republicano. Em entrevista coletiva, Trump também indicou que poderá adotar medidas em três frentes principais para conter os preços da commodity: aliviar sanções sobre o petróleo;assumir o controle do Estreito de Ormuz (por onde passa cerca de 20% do petróleo global);utilizar o petróleo venezuelano. Segundo Trump, 100 milhões de barris de petróleo da Venezuela foram levados para refinarias em Houston, no Texas, e outros 100 milhões ainda seguirão para os EUA. 🔎 As iniciativas refletem a preocupação da Casa Branca de que a alta do petróleo prejudique empresas e consumidores americanos. Os EUA terão eleições legislativas em novembro, e aliados republicanos de Trump esperam manter o controle do Congresso. Pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta segunda reforça os temores do governo Trump: 67% dos americanos acreditam que os preços da gasolina vão subir no próximo ano devido à guerra. O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa durante uma coletiva de imprensa no Trump National Doral Miami — Foto: REUTERS/Kevin Lamarque Petróleo russo e conversa com Putin O afrouxamento das sanções poderia aumentar a oferta de petróleo e, assim, ajudar a conter a alta de preços. A medida, no entanto, ainda não foi detalhada. Nesta segunda-feira, o presidente americano participou de uma ligação com Putin para discutir as guerras no Irã e na Ucrânia, informou o governo russo. O telefonema durou cerca de uma hora. O Kremlin afirmou que a conversa foi construtiva e franca, que Putin apresentou propostas para encerrar rapidamente o conflito no Irã e que Trump reiterou seu interesse em que a guerra na Ucrânia termine em breve. Em entrevista a jornalistas, Trump disse apenas ter tido uma “conversa muito boa” com Putin sobre a guerra na Ucrânia. Segundo fontes ouvidas pela Reuters, o alívio das sanções à Rússia poderia incluir uma flexibilização ampla ou medidas específicas que permitiriam a certos países comprar petróleo russo sem risco de punições dos EUA. Na semana passada, o governo Trump concedeu uma autorização temporária para que a Índia comprasse certos carregamentos de petróleo russo, ajudando o país a compensar a perda de fornecimento do Oriente Médio. Liberação do Estreito de Ormuz é alternativa Analistas e representantes da indústria americana afirmam que a Casa Branca tem poucas ferramentas realmente eficazes para reduzir rapidamente os preços do petróleo. “O problema é que as opções variam do marginal ao simbólico ou chegam a ser profundamente imprudentes”, disse à Reuters uma das fontes envolvidas nas discussões com a Casa Branca. Uma das alternativas viáveis, porém, seria restabelecer o fluxo de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, passagem marítima entre Irã e Omã por onde circula cerca de um quinto do petróleo mundial. O Irã afirma que a rota está fechada desde a semana passada e ameaça atacar navios que passarem pela região. Os EUA negam que a via esteja bloqueada. Ainda assim, o fluxo de embarcações diminuiu nos últimos dias. “Se o Irã fizer qualquer coisa que interrompa o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, será atingido pelos Estados Unidos da América VINTE VEZES MAIS FORTE do que foi até agora”, publicou. “Além disso, eliminaremos alvos facilmente destruíveis, o que tornará virtualmente impossível que o Irã volte a se reconstruir, como nação, novamente — Morte, Fogo e Fúria cairão sobre eles — Mas espero, e rezo, para que isso não aconteça!”, acrescentou o republicano.
