Escala 6×1: governo pode mandar novo projeto com urgência ao Congresso caso tema não avance na ‘velocidade desejada’

Escala 6×1: governo pode mandar novo projeto com urgência ao Congresso caso tema não avance na ‘velocidade desejada’

Informação foi divulgada pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho. Projetos com urgência trancam pauta do Congresso caso não seja analisado em até 45 dias pela Câmara e, posteriormente, em até 45 dias pelo Senado. O ministro do Trabalho e do Emprego, Luiz Marinho, informou nesta terça-feira (3) que o governo pode enviar um projeto de lei com urgência ao Congresso Nacional, sobre o fim da jornada 6 por 1, se julgar que o tema não está caminhando com a “velocidade desejada” nos textos em análise pelo Legislativo. 🔎Projetos com urgência de autoria do presidente da República trancam a pauta do Congresso caso não seja analisado em até 45 dias pela a Câmara e, posteriormente, em até 45 dias pelo Senado. “Motta [presidente da Câmara dos Deputados] se comprometeu a tocar as PECs que estavam lá, mas que trabalharia também os projetos de lei vigentes. PL pode ter uma velocidade maior do que as PECs. Mas o governo não descarta, a depender da conversa com o Hugo Motta e Alcolumbre [presidente do Senado], mandar um projeto de lei com urgência se perceber que as coisas não irão caminhar na velocidade desejada”, disse o ministro do Trabalho, Luiz Marinho. Principal bandeira de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na economia em sua busca por uma nova reeleição no fim deste ano, o projeto que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais sofre resistência do setor produtivo. O principal argumento é que haverá aumento de custos, o que tende a ser repassado ao consumidor. Veja os vídeos que estão em alta no g1 De acordo com o ministro Luiz Marinho, o debate sobre a redução da jornada de trabalho é uma necessidade cobrada pela sociedade brasileira. Ele afirmou, porém, que já há empresas que vem antecipando esse debate, reduzindo voluntariamente a jornada de seus trabalhadores. Segundo ele, há necessidade de enquadramento das empresas que não desejam. “Aí é lei, não haverá um acordo coletivo que leve à redução da jornada máxima. A partir da jornada máxima, empresas podem fazer adequações para menos, mas não podem para mais”, explicou. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado — Foto: Geraldo Magela/Agência Senado Ops!

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