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EUA flexibilizam sanções e permitem que petrolíferas globais retomem operações na Venezuela

por Redação
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Além disso, as novas regras permitem que outras companhias negociem contratos de investimento em projetos energéticos. O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, ligado ao Departamento do Tesouro, emitiu uma licença geral que autoriza Chevron, BP, Eni, Shell e Repsol a retomar operações de petróleo e gás na Venezuela. A segunda licença autoriza empresas de todo o mundo a firmar contratos para novos investimentos no setor de petróleo e gás da Venezuela. O texto proíbe transações com companhias da Rússia, do Irã ou da China, bem como com entidades pertencentes ou controladas por joint ventures ligadas a pessoas desses países. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 A medida representa a maior flexibilização das sanções contra a Venezuela desde que forças norte-americanas capturaram e destituíram o presidente Nicolás Maduro no mês passado. Os EUA mantêm sanções contra a Venezuela desde 2019, quando o presidente Donald Trump as impôs durante seu primeiro mandato. Trump agora busca US$ 100 bilhões em investimentos de empresas do setor de energia na indústria petrolífera venezuelana. O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou na quinta-feira (12), durante seu segundo dia de viagem à Venezuela, que as vendas de petróleo do país desde a captura de Maduro somaram US$ 1 bilhão e podem alcançar outros US$ 5 bilhões nos próximos meses. Wright afirmou que os EUA controlarão os lucros das vendas até que a Venezuela tenha um “governo representativo”. Desde o mês passado, o Tesouro emitiu diversas licenças gerais para facilitar exportações, armazenamento, importações e vendas de petróleo da Venezuela. Também foi autorizado o fornecimento de bens, tecnologia, software e serviços dos EUA para exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás na Venezuela. O governo venezuelano confiscou os ativos da Exxon Mobil e da ConocoPhillips em 2007, durante a gestão do então presidente Hugo Chávez. A administração Trump tenta agora atrair essas empresas de volta para investimentos no país. Em reunião na Casa Branca com Trump no mês passado, o presidente-executivo da ExxonMobil, Darren Woods, afirmou que a Venezuela era “inviável para investimentos” no momento. Wright afirmou na quinta-feira que a Exxon está em negociações com o governo venezuelano e coletando dados sobre o setor petrolífero. A empresa não comentou o assunto.

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