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Exército israelense bombardeia periferia de cidade histórica no Líbano

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A National News Agency (NNA) afirmou que aviões de guerra israelenses atacaram três prédios nos arredores de Tiro que haviam sido identificados como alvos. Imagens da Agence France-Presse (AFP) mostram densas colunas de fumaça preta subindo de edifícios que Israel alega serem usados pelo grupo xiita libanês Hezbollah. Algumas horas antes, Tel Aviv havia orientado os moradores daquele bairro a deixarem a área, ao mesmo tempo em que ordenou que todos os cidadãos abandonassem o território libanês ao sul do Rio Litani, onde ficam cidades como Tiro, Sidon, Nabatiye e Jezzine. Em uma ofensiva militar contra o Hezbollah, grupo aliado do Irã, a força aérea israelense já havia atacado na sexta-feira a cidade de Tiro, considerada uma das mais antigas cidades do mundo continuamente habitadas e que possui sítios arqueológicos classificados como UNESCO Patrimônio Mundial. Hoje, o ministro da Cultura do Líbano, Ghassan Salameh, denunciou que os bombardeios israelenses causaram danos materiais no perímetro de um complexo de ruínas romanas em Tiro, inscrito na lista de patrimônio protegido. Apesar de essa ofensiva ocorrer no contexto da guerra conjunta de Israel e Estados Unidos contra o Irã, Tel Aviv realizou nos últimos meses dezenas de bombardeios contra o Líbano, violando o cessar-fogo alcançado em novembro de 2024. Nesses ataques, Israel — que mantém cinco postos no território do país vizinho — alegou estar agindo contra atividades do Hezbollah, em ações que foram condenadas pelas autoridades libanesas e pelas Nações Unidas. Ao mesmo tempo em que Israel continua seus ataques contra movimentos pró-iranianos, Teerã afirmou hoje que também continuará seus ataques contra locais em países vizinhos que tenham sido usados para atacar o país. Correspondentes da Agence France-Presse relataram hoje explosões em Doha, no Qatar, e em Manama, no Bahrein. Já os Emirados Árabes Unidos anunciaram ter enfrentado uma nova onda de drones e mísseis “originários do Irã” no sábado. Hoje, o presidente dos Emirados Árabes Unidos afirmou que o país sairá “mais forte” da guerra, enquanto o Irã continua seus ataques de retaliação nos estados do Golfo. Os Emirados estão em “estado de guerra”, declarou o xeque Mohammed bin Zayed Al Nahyan em uma rara declaração televisionada. “Mas sairemos mais fortes”, acrescentou. Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irã, durante o qual foi morto o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989. Atualmente, o Conselho de Liderança Iraniano assumiu a direção do país. O Irã lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registrados em Chipre e na Turquia. Leia Também: Polícia dos EUA mata brasileiro com quatro tiros após família pedir ajuda

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