Além de compartilhar conteúdos produzidos pela campanha de Lula, os fã-clubes criam materiais próprios para divulgação nas plataformas digitais. Entre as publicações estão vídeos curtos e os chamados “edits”, montagens feitas por fãs que combinam imagens, músicas e textos. A movimentação busca atingir o eleitor jovem. Juntas, as páginas estimam alcançar cerca de 20 milhões de seguidores. Agora no g1 O blog ouviu Breno Scarpate Hochileitner, 20, que é administrador do “Katy Cats Updates”, um dos portais participantes do movimento. Segundo ele, a organização surgiu de forma espontânea, sem uma convocação inicial da campanha de Lula. De acordo com Breno, a motivação está ligada à defesa dos direitos das minorias e da cultura. Nesta terça-feira (6), o presidente Lula enviou um áudio agradecendo a iniciativa dos fã-clubes. “Ei, ‘fandoms’ desse Brasil, vim agradecer por esse movimento que vocês estão fazendo pelo nosso país e pela democracia. Nós temos 19 dias para ganhar essas eleições. Vamos embora, gente, vamos ganhar essas eleições, conto com vocês!”, diz o presidente. 🔎“Fandoms” é o termo usado para designar comunidades de fãs de um determinado artista, grupo, obra ou universo cultural. Na ocasião, Lula assinou um decreto que estabeleceu novas regras para a comercialização e a transferência de ingressos, com medidas para combater a compra em massa e a revenda especulativa. O texto também determinou a distribuição gratuita de água em grandes eventos e permitiu a entrada de garrafas com água potável. Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em pronunciamento após o 1º turno das eleições — Foto: Foto: Ricardo Stuckert Estratégia digital Fazem parte desse novo núcleo da campanha candidatos eleitos para a Câmara dos Deputados, como Guilherme Cortez (PSOL-SP), Ana Elisa (PT-MG) e Ana Júlia Ribeiro (PT-PR). Críticas da oposição A mobilização também foi alvo de críticas da oposição. O deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL-SP), um dos políticos de direita com maior alcance nas redes, afirmou que “páginas de fofoca estariam alinhando o discurso para atacar a imagem de Flávio Bolsonaro e favorecer Lula”. Em uma publicação nas redes sociais, Pavanato questionou se a articulação poderia ser comparada a um “gabinete do ódio” e perguntou se haveria remuneração para a disseminação desse conteúdo. A campanha de Lula afirma que o movimento foi orgânico e partiu dos próprios perfis.
Fã-clubes de artistas pop se mobilizam para reforçar presença de Lula nas redes sociais
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