Fundador do Agibank, brasileiro entra na lista de bilionários após IPO em Nova York

Fundador do Agibank, brasileiro entra na lista de bilionários após IPO em Nova York

As ações do Agibank fecharam o primeiro dia com queda de cerca de 10%, depois que a empresa reduziu, de última hora, o preço e o número de papéis ofertados. Mesmo assim, a fatia de 63% de Testa passou a valer cerca de US$ 1,1 bilhão (aproximadamente R$ 5,6 bilhões), considerando o preço de fechamento de US$ 10,75. Apesar disso, segundo William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, o valor captado no IPO não reflete o tamanho total da empresa. As ações de classe A foram vendidas a US$ 12 cada, levantando cerca de US$ 240 milhões, mas esse montante corresponde apenas aos novos papéis colocados no mercado, e não ao conjunto de ações existentes do banco. “Como o CEO tem cerca de 63% do banco, considerando o fechamento da ação a US$ 10,75, essa participação vale aproximadamente US$ 1,1 bilhão. Esse valor está principalmente em ações de classe B, que não são listadas e não têm liquidez. Então, teoricamente, sim, ele se tornou bilionário.” Natural do Rio Grande do Sul, Testa, de 49 anos, começou no setor financeiro ao criar a Agiplan, que deu origem ao Agibank. Sob sua liderança, a instituição uniu atendimento digital e pontos físicos e cresceu com foco no crédito consignado e em serviços voltados a clientes de renda mais baixa. Além do banco, ele é cofundador e presidente do Instituto Caldeira, iniciativa privada voltada a acelerar a transformação digital no Rio Grande do Sul. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Formado em Ciências Econômicas pela Unisinos, com especialização em Finanças, Testa também participou do Executive Program da Singularity University e do programa Owner/President Management (OPM), da Harvard Business School. No ano passado, Testa ficou em 97º lugar na lista de bilionários brasileiros (em reais) da Forbes, com patrimônio estimado em R$ 4,1 bilhões. Segundo grande IPO desde 2021 O IPO da fintech Agibank marca a segunda entrada de uma empresa brasileira na bolsa de valores desde 2021, em um movimento que indica a retomada das ofertas de companhias ligadas à maior economia da América Latina. Apesar da redução de sua participação após a oferta, Testa manteve o controle do Agibank por meio de ações especiais da classe B, que concentram quase todo o poder de voto. Essas ações não são negociadas em bolsa, mas podem ser convertidas em ações ordinárias caso o fundador decida vender parte da participação. O Agibank opera com uma plataforma digital combinada a mais de 1 mil pontos físicos e tem mais de 6,4 milhões de clientes ativos, segundo o site oficial da empresa. O foco da instituição é oferecer crédito consignado a aposentados, com parcelas descontadas diretamente dos benefícios do INSS. Agibank — Foto: Divulgação/Agibank

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