Governo decide se entra na Opep+ e qual será o futuro de Angra 3 nesta terça; entenda

Governo decide se entra na Opep+ e qual será o futuro de Angra 3 nesta terça; entenda

Na manhã desta terça, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) se reúne para decidir sobre a adesão do país ao grupo. Também está em pauta o destino da usina nuclear de Angra 3. 🔎 Criada em 1960, a Opep reúne hoje 13 grandes países ofertantes de óleo no mundo como Arábia Saudita, Irã, Iraque, Emirados Árabes Unidos e Venezuela. Tecnologia para medir carbono, entrada na OPEP+: especialistas falam sobre Brasil e meio ambiente 💡A sigla “Opep+”, com o símbolo de adição, inclui também os chamados “países aliados” — que não integram a organização propriamente, mas atuam de forma conjunta em algumas políticas internacionais ligadas ao comércio de petróleo e na mediação entre membros e não membros. É nesse grupo que o Brasil deve entrar. O CNPE, por sua vez, é um órgão de aconselhamento atrelado à Presidência da República, do qual participam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os ministros de Estado. A Opep+ corteja o Brasil há alguns anos, mas, em novembro de 2023, o governo confirmou que analisa o convite para entrar no grupo, durante uma viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Arábia Saudita. Se aprovada, a adesão será feita no ano em que o Brasil sediará a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30). Belém se prepara para a COP30 com obras de mobilidade urbana Angra 3 A decisão sobre a retomada das obras da usina nuclear de Angra 3 foi adiada em dezembro por um pedido de vistas coletiva dos ministros reunidos no CNPE. O tema volta à pauta nesta terça-feira (18). Angra 3 — Foto: Eletronuclear O conselho deve analisar dois estudos sugeridos pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira: melhorias na governança da Eletronuclear, estatal que controla as usinas. A análise será elaborada pela Casa Civil;novas fontes de financiamento para a conclusão das obras, em análise pelos ministérios da Fazenda e Planejamento. De acordo com o modelo atual, os custos de conclusão de Angra 3 seriam pagos no valor de venda da energia ao mercado regulado. Ou seja, estariam embutidos na conta de luz do consumidor residencial e rural, além de comércios e empresas menores. A conclusão de Angra 3 demanda mais R$ 20 bilhões em investimentos.

Postagens relacionadas

Mortos em acidente de ônibus no interior de SP terão velório coletivo

Quem são as vítimas de acidente com 12 mortes no interior de SP

Fila do SUS coloca vida da população em risco, diz pesquisa