A mudança, divulgada pelo Escritório de Gestão de Pessoal (Office of Personnel Management), cumpre uma promessa de campanha de retirar garantias trabalhistas de servidores que, na avaliação da equipe do presidente, estariam “influenciando” decisões do governo. Essa é a maior mudança nas regras do funcionalismo público americano em mais de um século. Durante seu primeiro mandato, o presidente Donald Trump se referiu a essa reformulação como “Schedule F”. Segundo o comunicado, caberá a ele decidir quais cargos do governo perderão essas garantias. Trump conversa com repórteres no Salão Oval da Casa Branca, em 3 de fevereiro de 2026 — Foto: Evelyn Hockstein/Reuters “Uma Única Voz” O texto, intitulado “Uma Única Voz para as Relações Exteriores dos EUA”, estabelece que o Departamento de Estado promova uma reforma no Serviço Diplomático americano “para garantir uma força de trabalho comprometida com a implementação fiel da política externa do Presidente”. De acordo com a ordem, funcionários que falharem na aplicação das diretrizes impostas por Trump serão investigados por descumprimento da disciplina profissional e poderão, inclusive, ser demitidos. O decreto determina ainda que todas as agências relacionadas à política externa criem mecanismos para garantir que os servidores implementem “fielmente” as ordens de Trump. Pela ordem, caberá ao secretário de Estado, Marco Rubio, desenvolver novos critérios de recrutamento, avaliações de desempenho e padrões que assegurem o cumprimento das políticas presidenciais. Embaixadas sob aviso No ano passado, antes da assinatura da ordem executiva, a emissora americana ABC News reportou que embaixadas dos EUA ao redor do mundo foram instruídas a se prepararem para cortes de servidores. O governo também exigiu que os diplomatas entreguem listas com os nomes de todos os funcionários que trabalham nas missões dos EUA em outros países, segundo a reportagem. Desde o primeiro mandato, entre 2017 e 2021, Trump afirma que suas políticas são prejudicadas pelo chamado “deep state” — uma suposta rede de burocratas que permaneceriam no governo para minar sua agenda. Durante a campanha presidencial de 2024, ele prometeu reformular profundamente o funcionalismo público, removendo servidores que considera desleais. O decreto assinado nesta quarta-feira se alinha a essa promessa. *Com informações da agência de notícias Reuters
Governo Trump finaliza mudança que permite demissão de 50 mil servidores de carreira
Governo Trump finaliza mudança que permite demissão de 50 mil servidores de carreira