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Guilherme Mello se diz lisonjeado por indicação ao Banco Central e se coloca à disposição para assumir cargo

por Redação
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O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, afirmou nesta sexta-feira (6) que ainda não foi convidado presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a diretoria do Banco Central, mas informou que seu nome está à disposição caso isso aconteça no futuro. Mello se disse “lisonjeado” pela lembrança de seu nome e “feliz pela confiança do ministro”. Mas acrescentou que não recebeu nenhum convite até o momento, e que, por isso, não tem comentários a fazer. “Estou à disposição do presidente e do ministro para cumprir as tarefas que eles julgam pertinentes, e que eu tenha capacidade de realiza-las, como eu acho que mostramos bons resultados aqui na fazenda em projeções, estudos, proposições legislativas. Estou sereno e fico feliz que o ministro tenha confiança no meu nome”, declarou Guilherme Mello a jornalistas. Divulgada neste fim de semana pela imprensa, a informação de que o atual secretário de Política Econômica da pasta, Guilherme Mello, foi indicado ao BC repercutiu mal entre analistas do mercado financeiro, receosos de que seu perfil considerado desenvolvimentista (a favor de um corte mais rápido dos juros) possa prejudicar o controle da inflação. Guilherme Mello tem graduação em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP) e Ciências Econômicas pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Também é mestre em Economia Política pela PUC-SP, e doutor em Ciência Econômica pela Universidade Estadual de Campinas. Perguntado sobre a possibilidade de corte de juros em março, conforme indicação do Copom e expectativa do mercado financeiro, ele disse que não tem os instrumentos necessários para julgar neste momento, pois não faz parte do BC. “Tenho consciência que o BC tem feito um trabalho importante. É um trabalho técnico, informado. É um tema que o copom tem de decidir. Iniciou que vai iniciar o movimento de flexibilização. Qual magnitude, eles que vão informar com base nas melhores informações que tiverem”, afirmou Mello. Mello afirmou ainda ser amigo desde os tempos da faculdade do presidente do BC, Gabriel Galípolo, mas disse que não conversou ainda sobre esse tema com ele, pois o assunto ainda não foi definido pelo presidente Lula. Mudanças no BC A atual diretoria do Banco Central já conta com maioria de integrantes indicada pela atual gestão petista desde o início de 2025. No fim do ano passado, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo não quis fazer comentários sobre as indicações dos futuros diretores do Banco Central. “Tenho por orientação não entrar na prerrogativa do presidente [Lula, responsável por indicar os nomes]. Perfil, quando, o presidente vai comunicar isso. Não cabe ao BC falar sobre prerrogativa do presidente. Mesmo que a gente participe [do debate], quem vai falar sobre isso é o presidente”, informou Galípolo, na ocasião. Diretoria de Política Econômica O cargo de diretor de Política Econômica, cuja vaga foi aberta no começo deste ano, é considerado chave na fixação da taxa básica de juros da economia, que está no maior nível em quase 20 anos. O diretor de Política Econômica tem o papel de apresentar, nas reuniões do Copom, a situação macroeconômica do país, cenários e projeções, e, também, recomendações sobre as diretrizes de política monetária e propor diretamente um nível para a taxa de juros.

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