🚚A Tabela do Frete, oficialmente chamada de Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, é uma norma que estabelece o valor mínimo que deve ser pago pelo serviço de transporte de cargas no Brasil. O objetivo é impedir que o frete seja negociado por valores que não paguem nem o custo da viagem. Segundo o governo, a fiscalização tem gerado autuações em cerca de 20% das abordagens, revelando um cenário de irregularidade no setor. Somente nos dois primeiros meses de 2026, 40 mil infrações foram registradas. A lista das empresas que acumulam os maiores valores em multas por descumprimento da tabela inclui companhias do setor de alimentos, bebidas e logística. Novas Medidas O ministro Renan Filho destacou que o objetivo agora é transformar a multa, que hoje é vista por muitas empresas apenas como um “custo operacional” ou “passivo regulatório”, em uma punição com impacto real. Para isso, o governo prepara um instrumento jurídico para aumentar a capacidade de aplicação da lei (“enforcement”) do ambiente regulatório. A principal mudança será o impedimento de contratar frete. Caso a empresa seja reincidente ou apresente um volume alto de irregularidades, tanto o embarcador – quem vende o produto – quanto o transportador poderão ser proibidos de operar. “O cumprimento da tabela do frete é fundamental para que os custos da entrega estejam compensados. Muitos caminhoneiros sentem um achatamento no valor recebido, o que compromete a renda, a segurança e a sustentabilidade da atividade”, afirmou o ministro Renan Filho. Segundo o governo, o pacote de medidas prevê: suspensão imediata do registro de empresas que descumprirem a tabela;cassação do registro em caso de reincidência;fiscalização permanente e integral (100% das operações) sobre as transportadoras que forem identificadas como reincidentes. Atualmente, a ANTT não possui instrumento legal para suspender as atividades de transporte como forma de sanção direta por multas de tabela. Com a nova regulamentação, a ideia é que a irregularidade deixe de ser vantajosa financeiramente. A responsabilidade será estendida a toda a cadeia, garantindo que o contratante também responda pelo valor justo do serviço prestado ao caminhoneiro. Motoristas de caminhão têm demonstrado insatisfação com a elevação do preço do diesel, uma consequência da guerra no Irã. O governo já anunciou medidas para conter impactos do conflito no Oriente Médio nos preços, e tenta fazer com que as ações sejam refletidas nas bombas dos postos de combustíveis. Ministro dos Transportes, Renan Filho — Foto: Reprodução/RPC Motta diz que alta de preços ‘preocupa’ O presidente da Câmara, Hugo Motta (União-PB), disse que a alta no preço dos combustíveis é motivo de preocupação por parte do parlamento, mas que o governo tem adotado medidas para tentar equilibrar os valores e evitar o impacto para o consumidor. “O que posso garantir é que a Câmara estará atenta, como esteve também quando tivemos as tarifas impostas ao Brasil”, argumentou. Nesse contexto, o presidente da Câmara disse que não descarta a adoção de medidas para auxiliar na manutenção da estabilidade dos preços, entretanto ele não detalhou que tipo de medidas seriam essas. “Penso que o momento é de união. Não queremos desequilíbrios nos preços do país, queremos que a estabilidade seja mantida. Não queremos que os caminhoneiros sejam prejudicados pela alta do petróleo”, afirmou.
