Operação da PF combate transmissão clandestina de rádio no Norte de Minas

Operação da PF combate transmissão clandestina de rádio no Norte de Minas


Mandado de busca foi cumprido em Ninheira
Polícia Federal/ Divulgação
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (24), a Operação Sintonia Alternativa, de combate à prática de atividade clandestina de radiodifusão, em Ninheira, no Norte de Minas. Além de mandado de busca e apreensão, foi cumprido mandado de prisão preventiva contra um homem, de 37 anos, que já era reincidente na conduta criminosa. A ação foi realizada com o apoio de servidores da Anatel.
“As investigações apontaram risco concreto à segurança do tráfego aéreo, a partir de denúncias encaminhadas pelo CINDACTA III, que identificou interferências em comunicações aeronáuticas provenientes de sinais captados em coordenadas compatíveis com a localização da emissora clandestina. Tais interferências colocavam em risco a integridade de tripulações e passageiros de aeronaves que operam na região”, informou a PF em nota enviada à imprensa.
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Ainda de acordo com a Polícia Federal, a Anatel registrou, ao menos três vezes entre o fim de 2025 e o início de 2026, interferências prejudiciais em radiofrequências regularmente destinadas às comunicações aeronáuticas, todas atribuídas a transmissões de origem clandestina.
A PF informou que o investigado já havia sido alvo de fiscalizações e procedimentos administrativos desde 2016, após a identificação de diversas operações ilegais de radiodifusão. Em setembro de 2025, ele foi ouvido pela Polícia Federal e advertido sobre a irregularidade. O mandado de prisão foi decretado pela Justiça em razão da reincidência.
“A conduta é tipificada como desenvolvimento clandestino de atividades de telecomunicações, crime cuja pena pode chegar a até quatro anos de detenção, além de multa”.
Serviço de radiodifusão
O serviço de radiodifusão (rádio e televisão) no Brasil é de competência exclusiva da União, conforme estabelece a Constituição Federal de 1988.
A Polícia Federal destacou que a regulação do uso do espectro de radiofrequências é indispensável para evitar interferências em serviços essenciais, como comunicações aeronáuticas, de emergência, policiais e hospitalares.
“Emissoras que operam sem autorização podem comprometer esses sistemas e colocar vidas em risco, razão pela qual a fiscalização é fundamental para garantir segurança, ordem e o adequado funcionamento dos serviços públicos”.
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