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Orçamento: líderes reclamam de redução de R$ 11 bilhões em emendas e prometem reação

por Redação
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Outros R$ 11,5 bilhões foram carimbados como despesas do governo que poderiam ser alocadas conforme indicação do parlamento. É esta última fatia que foi alvo do corte. Lula decidiu vetar R$ 393 milhões em emendas, deve remanejar R$ 7 bilhões e travar outros R$ 3,3 bilhões. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O objetivo é usar parte do montante para recompor a verba de políticas sociais do governo como Pé de Meia e Auxílio Gás, e cumprir o arcabouço fiscal. Um líder do Centrão avalia que a tendência é que deputados e senadores derrubem o veto das emendas e recomponha pelo menos parte – R$ 393 milhões – do montante barrado. O parlamentar acredita que o humor do Congresso será ditado pelo presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), e que uma reação terá um caráter estratégico e não de demonstração de força. Por isso, a pauta da Casa não deve ser obstruída em protesto, principalmente porque os projetos do governo, como o Gás do Povo, têm caráter popular, o que pesa em ano eleitoral. O líder do Solidariedade, Áureo Ribeiro (SD-RJ), disse que os recursos são importantes para estruturar o sistema de saúde nos municípios e afirmou que o Congresso é soberano ao avaliar a derrubada dos vetos. “É um ano em que a gente espera que os recursos possam chegar na ponta, principalmente na infraestrutura das cidades. Sabemos como a saúde nos municípios vem sofrendo. O que salva muitos municípios é a parceria que é fechada com as representações. O Congresso é a casa soberana. Ainda vamos avaliar se o é o caso de derrubar os vetos”, disse. O líder da oposição, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), disse que a decisão de Lula é equivocada e que os congressistas trabalharão pela derrubada do veto. “Eu sei muito mais o que a Paraíba precisa do que o governo Lula e seus ministros. Então nós iremos derrubar esse veto, pode ter certeza absoluta disso. As emendas são fundamentais para o parlamentar desenvolver o seu estado”, afirmou. O líder do PDT, Mario Heringer (PDT-MG), afirmou que o veto às emendas terá impacto negativo para o governo neste ano no Congresso, mas contribui para o governo como forma de propaganda em relação à população. “Em relação à sociedade, o governo está jogando no ‘nós contra eles’. Está criando situações de constrangimento para dar ao governo credibilidade quando sobre austeridade os gastos”, disse. Segundo o deputado, o veto, assim que pautado, será derrubado pelos parlamentares. “Não tenho dúvida nenhuma que vai para o plenário rapidamente e vai ser derrubado. Isso será trazido para a discussão e a maioria vai votar para derrubar. O governo nao tem maioria para segurar”, afirmou.

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