Justiça Operação Apertem os cintos A investigação que levou à prisão de um piloto da Latam no Aeroporto de Congonhas revelou detalhes brutais sobre o funcionamento de uma rede de exploração infantil em São Paulo. No centro do inquérito está o depoimento de uma adolescente que relatou um episódio de extrema violência ocorrido em 2023: ela teria sido submetida a um estupro coletivo, envolvendo três homens simultaneamente, com a conivência e organização da própria avó. [Legenda]© Divulgação- Polícia A Conexão entre o “Tio” e a Avó O piloto Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, foi detido pela Polícia Civil dentro de uma aeronave prestes a decolar. Segundo as investigações do DHPP, ele não era apenas um cliente, mas um articulador que utilizava sua condição financeira para manter proximidade com a família das vítimas. Apresentado às crianças como “Tio Sérgio”, ele criava um laço de falsa confiança, custeando despesas e chegando a solicitar que as netas da comparsa apresentassem outras colegas de escola para o esquema. O “Comércio” Familiar A peça-chave para o acesso às vítimas era Denise Moreno, de 55 anos. Ex-inspetora de uma escola estadual, ela detinha a guarda das netas e, segundo a polícia, transformou a vida das meninas em um negócio rentável por pelo menos uma década. Venda das netas: Denise é acusada de negociar abusos contra três netas (de 10, 12 e 14 anos). Controle e Coação: Relatos de vizinhos indicam que as meninas eram arrastadas e entregues a homens sob protestos e choro, enquanto a avó geria a logística dos encontros. Silenciamento: O esquema era garantido por uma mistura de dependência financeira provida pelo piloto e ameaças diretas às menores para que não denunciassem os crimes. Operação apertem os cintos A ofensiva policial, que resultou em oito mandados de busca e apreensão, revelou uma estrutura criminosa organizada e profissional. Além do piloto e da avó, uma terceira mulher, Simone da Silva, foi presa em flagrante por posse de pornografia infantil. O grupo é investigado por uma extensa lista de crimes, incluindo: Estupro de vulnerável e estupro coletivo.Favorecimento da prostituição infantil.Produção e compartilhamento de material pornográfico.Stalking e coação no curso do processo. As autoridades reforçam que a rede operava com habitualidade e divisão clara de tarefas, explorando a vulnerabilidade das crianças sob o pretexto de auxílio financeiro familiar. Posicionamento da LATAM: A LATAM Airlines Brasil confirma que está ciente do ocorrido na manhã de segunda-feira (9/2) durante os procedimentos de embarque do voo LA3900 (São Paulo/Congonhas–Rio de Janeiro/Santos Dumont), no qual um de seus tripulantes foi detido pelas autoridades policiais. O voo operou normalmente, decolando e pousando no horário previsto. A LATAM está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. A companhia repudia veementemente qualquer ação criminosa e reforça que segue os mais elevados padrões de segurança e conduta. Piloto da Latam é preso dentro de avião por suspeita de abuso infantil Investigação da Polícia Civil aponta que o comandante da Latam usava documentos falsos para levar menores a motéis. Operação também mira uma mulher acusada de aliciar as próprias netas e cumpre mandados no interior paulista Notícias ao Minuto | 08:50 – 09/02/2026
Piloto preso: menina disse ter sofrido estupro coletivo aos 11 anos
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