Quatro países do Oriente Médio reduzem produção de petróleo por conta da guerra, diz agência

Quatro países do Oriente Médio reduzem produção de petróleo por conta da guerra, diz agência

Quatro países do Oriente Médio farão reduções significativas na produção diária de petróleo em meio à guerra travada entre os EUA, Israel e Irã, revelou a agência de notícias norte-americana Bloomberg nesta terça-feira (10). Segundo fontes da agência, Arábia Saudita, Iraque, Emirados Árabes Unidos e Kuwait reduziram sua produção conjunta em até 6,7 milhões de barris por dia. Isso corresponderia a cerca de 6% da oferta mundial de petróleo. Veja as reduções que cada um desses países fará, segundo a Bloomberg: Iraque: cerca de 2,9 milhões de barris de petróleo por dia;Arábia Saudita: de 2 a 2,5 milhões de barris de petróleo por dia;Emirados Árabes Unidos: de 500 a 800 mil de barris de petróleo por dia;Kuwait: cerca de 500 mil de barris de petróleo por dia. Esses cortes representam entre 20% e 25% da produção de barris de petróleo em relação a números de fevereiro na Arábia Saudita, Emirados Árabes e Kuwait, segundo a Bloomberg. Já o Iraque “foi forçado aos cortes mais profundos, de quase 60%”, acrescentou a agência. Os cortes na produção de petróleo têm a ver com o fechamento do Estreito de Ormuz, na saída do Golfo Pérsico, pelo Irã por conta da guerra contra os EUA e Israel. Cerca de 20% do petróleo mundial passa pela região, e o escoamento da commodity ficou prejudicado com a interrupção do fluxo de petroleiros. Preço do petróleo pode aumentar a inflação Segundo a Bloomberg, os cortes na produção de petróleo desses quatro países são a resposta mais concreta na oferta de petróleo desde o início da guerra. Isso porque esses quatro países estão entre os maiores produtores de petróleo do mundo. A Arábia Saudita produz de nove a dez milhões de barris por dia, o Iraque produz até 4,5 milhões, os Emirados Árabes, 3,5 milhões e, por fim, o Kuwait produz até 2,8 milhões de barris diariamente. O preço do petróleo, vital para atividades econômicas ao redor do mundo, está disparando e virou preocupação mundial em meio à guerra no Oriente médio. Atualmente, países pensam em alternativas para reabrir o Estreito de Ormuz. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse avaliar tomar o controle do local. Já o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que avalia “operação defensiva” para escoltar petroleiros pelo estreito. O CEO da Aramco, estatal saudita de petróleo, Amin Nasser, disse nesta terça-feira apoiar “qualquer ação ou medida que contribua para garantir a entrega de nossos produtos aos nossos clientes e ao mercado global”.

Postagens relacionadas

STF julga deputados do PL por suspeita de propina em emendas

Mega-Sena sorteia nesta terça-feira prêmio acumulado em R$ 60 milhões

Rio recebe encontro internacional sobre proteção dos oceanos