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Quem é Augusto Lima, dono do Banco Pleno e ex-sócio de Daniel Vorcaro

por Redação
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A liquidação extrajudicial do Banco Pleno, decretada nesta quarta-feira (18) pelo Banco Central do Brasil (BC), voltou a chamar atenção para Augusto Ferreira Lima, controlador da instituição desde julho de 2025 e ex-sócio de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo o blog do Valdo Cruz, o banqueiro é próximo a petistas da Bahia — como o ministro Rui Costa (Casa Civil) e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) — e passou a ganhar notoriedade após comprar a rede de supermercados Cesta do Povo, durante a privatização da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal). Com a compra, Lima também adquiriu o Credcesta — um cartão de benefícios voltado a servidores públicos municipais e estaduais, que começou na Bahia e depois teve sua operação expandida para todo o país em parceria com o Banco Master. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo um requerimento da CPMI do INSS para a quebra de sigilo bancário de Lima, a ampliação do Credcesta transformou o cartão em um produto de crédito consignado “que se disseminou pelo país e passou a integrar carteiras negociadas com fundos de investimento e outras instituições financeiras”. Ainda segundo o documento, uma parte relevante desses créditos oferecidos a aposentados e pensionistas não foi informada às autoridades ou não possuía recursos e estrutura suficientes para operar dentro das regras. Lima também foi CEO do Banco Master e adquiriu o controle do Banco Pleno em 2025. A autorização do Banco Central foi concedida em julho do ano passado. Segundo o blog do Valdo Cruz, foi Augusto Lima quem procurou Ricardo Lewandowski para contratá-lo como consultor jurídico do Banco Master, com a intermediação do líder do governo, Jaques Wagner. Lima também participou da reunião de Daniel Vorcaro com o presidente Lula no fim de 2024. Liquidação do Banco Pleno A liquidação extrajudicial do Banco Pleno e da Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM) foi decretada pelo Banco Central do Brasil (BC) nesta quarta-feira (18). Segundo o BC, o conglomerado tinha uma participação muito pequena no sistema financeiro brasileiro. Até setembro do ano passado, concentrava cerca de 0,04% de todos os ativos do setor, que somavam mais de R$ 18 trilhões — o equivalente a aproximadamente R$ 7,6 bilhões. Nas captações, a participação era de 0,05% do total de mais de R$ 13 trilhões, o equivalente a cerca de R$ 6,5 bilhões. 🔎 Os ativos são tudo o que o banco possui ou tem a receber, como empréstimos e investimentos. Já as captações são os recursos que ele recebe de clientes e investidores, por meio de depósitos, CDBs e outros produtos. Segundo o BC, a liquidação do Banco Pleno foi adotada após o agravamento da situação econômico-financeira da instituição, que passou a ter dificuldades para cumprir suas obrigações no dia a dia. O órgão também apontou descumprimento de normas e de determinações da própria autoridade reguladora. “A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil.” 🔎 A liquidação extrajudicial ocorre quando o Banco Central encerra as atividades de um banco que não tem mais condições de operar. Um liquidante assume o controle, encerra as operações, vende os bens e paga os credores na ordem prevista em lei, até a extinção da instituição. O banco também deixa de integrar o sistema financeiro nacional. O BC informou que continuará apurando responsabilidades. As investigações podem resultar em sanções administrativas e no envio de informações a outras autoridades. Com a liquidação, os bens dos controladores e administradores ficam indisponíveis.

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