Recuperação extrajudicial não afetará operação nas unidades, diz Raízen

Recuperação extrajudicial não afetará operação nas unidades, diz Raízen

A Raízen opera em unidade administrativa e usina em Piracicaba (SP), além de outras usinas em Rio das Pedras (SP), Rafard (SP) e outras cidades do interior de São Paulo. 🔎 A recuperação extrajudicial é um acordo em que a empresa renegocia parte das dívidas diretamente com alguns credores, sem a mediação da Justiça, em busca de maior prazo ou melhores condições de pagamento para reorganizar as finanças e evitar problemas mais graves, como a falência. O objetivo é criar um ambiente jurídico mais seguro para negociar e reorganizar as dívidas financeiras do grupo, além de valores devidos entre empresas do próprio grupo, de acordo com a empresa. “Todas as operações da companhia continuam sendo conduzidas normalmente, incluindo o atendimento a clientes, a relação com fornecedores e a execução de seus planos de negócios”, informou a Raízen. Plano para recuperação Dívida de R$ 65,1 bilhões leva Raízen à recuperação extrajudicial Em comunicado, a empresa informou que o pedido foi protocolado na Justiça de São Paulo e foi estruturado em acordo com seus principais credores quirografários — aqueles que têm valores a receber da empresa, mas não contam com garantias, como imóveis ou máquinas. Nessa categoria de credores podem estar bancos, investidores ou fornecedores que concederam crédito sem exigir garantias. Segundo a companhia, o plano já conta com a adesão de credores que representam mais de 47% dessas dívidas, percentual suficiente para apresentar o pedido de recuperação extrajudicial. A partir de agora, a empresa terá até 90 dias para obter o apoio mínimo necessário para que o plano seja aprovado pela Justiça e passe a valer para todos os credores incluídos na negociação. O plano pode incluir aporte de dinheiro pelos acionistas, transformação de parte das dívidas em ações da empresa, troca de débitos por novos prazos de pagamento, mudanças na estrutura da companhia e venda de ativos. O que diz a empresa A Raízen afirmou que a renegociação envolve apenas parte das dívidas financeiras e não afeta as operações da companhia. Leia a nota na íntegra: “A Raízen informa que protocolou nesta quarta-feira (11) pedido de homologação de um plano de recuperação extrajudicial, voltado à reorganização de parte de suas obrigações financeiras junto a credores da companhia. A proposta foi estruturada em diálogo com esses credores e tem como objetivo estabelecer um ambiente jurídico adequado para a negociação e implementação de ajustes em determinadas obrigações financeiras, no âmbito da estratégia da companhia de otimização de sua estrutura de capital. A empresa ressalta que o escopo da recuperação extrajudicial é estritamente financeiro e não envolve dívidas ou obrigações operacionais. Dessa forma, permanecem integralmente preservadas as relações da Raízen com clientes, fornecedores, revendedores e demais parceiros de negócios, que seguem regidas normalmente pelos respectivos contratos. Todas as operações da companhia continuam sendo conduzidas normalmente, incluindo o atendimento a clientes, a relação com fornecedores e a execução de seus planos de negócios. O plano apresentado prevê prazo de até 90 dias para a obtenção das adesões necessárias à sua homologação, nos termos da legislação aplicável. A Raízen manterá seus acionistas e o mercado informados acerca de quaisquer desdobramentos relevantes relacionados a este tema.”

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