
Pesquisadores estão mapeando as onças-pintadas no Estado de São Paulo
Pesquisadores da Fundação Florestal (FF) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) estão mapeando onças-pintadas no Estado de São Paulo. Este trabalho dos especialistas é importante para a conservação dessa espécie, que é ameaçada de extinção.
Onça-pintada que morreu atropelada, na manhã deste domingo (23), já tinha sido vista pelas câmeras de monitoramento do Parque Estadual do Morro do Diabo, em Teodoro Sampaio (SP).
Pesquisadores da Fundação Florestal (FF), em Teodoro Sampaio (SP), nomearam esta onça-pintada como ‘Sarado’
Reprodução/TV Fronteira
Pesquisadores nomearam esta onça-pintada como ‘Sarado’ (imagem acima). Se trata de um macho, adulto, que pode pesar mais de 100 quilos. Além dele, uma parceria entre a FF e o ICMBio está mapeando as onças-pintadas em todo o Estado de São Paulo.
Participam deste mapeamento todas as onças que já foram identificadas no Pontal do Paranapanema, Contínuo de Paranapiacaba, Serra do Mar e Vale da Ribeira.
Câmeras de monitoramento auxiliam no mapeamento das onças-pintadas no Estado de São Paulo
Reprodução/TV Fronteira
A pesquisadora da FF, Andrea Pires, em entrevista à TV Fronteira, explicou que o trabalho funciona como um de ‘guia das onças’.
“Juntando informações, conhecimento, nós pensamos ‘por que não fazer um guia das onças para o Estado de São Paulo?’. Porque cada onça tem como se fosse sua digital. Nós pensamos neste guia para auxiliar outros pesquisadores, que fizerem registros, ou até a população em geral, quando vai para o rio pescar e vê uma onça nadando ou uma onça em algum lugar do estado. A gente consegue ter essa identificação, porque traz informação para o monitoramento também”, argumentou.
Pesquisadora da Fundação Floresta, Andrea Pires, explica sobre o mapeamento das onças-pintadas
Reprodução/TV Fronteira
O mapeamento é feito através das rosetas, que são as pintas das onças. Funcionam como uma espécie de ‘impressão digital’ destes animais. Cada uma delas tem a sua marca única e, assim, elas são batizadas com o nome e todas as suas informações vão sendo armazenadas.
O Chico, por exemplo, é um macho flagrado várias vezes pelas armadilhas fotográficas no Oeste Paulista e é acompanhado pelos pesquisadores desde filhote.
Mapeamento é feito com a partir das rosetas das onças-pintadas
Reprodução/TV Fronteira
“Essas armadilhas captam essas imagens, a gente traz para o escritório, descarrega nos computadores e identifica as onças, dá um nome, batiza com a população, faz essa ação também. E cada uma delas a gente mapeia, roseta a roseta, para ter esse banco de dados grande de cada bicho, então a gente trabalha os dois lados, a cauda, o rosto, a cabeça, então tem esse perfil todo do animal para a gente poder identificar em qualquer ângulo que ele apareça”, complementou a pesquisadora.
A cada 60 dias os pesquisadores mudam as câmeras de monitoramento de lugar, dentro da mata. Estas alterações colaboram para que os profissionais consigam entender como os animais ocupam a área.
No Parque Estadual do Morro do Diabo, a observação das onças-pintadas é feita em 40 pontos diferentes dentro da floresta.
‘Chico’ é acompanhado pelas armadilhas de monitoramento desde quando era filhote
Reprodução/TV Fronteira
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Armadilhas fotográficas monitoram as onças-pintadas no Estado de São Paulo
Reprodução/TV Fronteira
O biólogo e monitor da biodiversidade, Fabrício Cecotti de Souza Maria, ressalta a importância do acompanhamento dos animais com as armadilhas fotográficas.
“Dá para saber se ela passou aqui em tal período, se ela passou nessa região em outro período, então a gente consegue fazer uma linha temporal e a ocupação destes animais aqui no parque. É bem interessante quando você faz a análise dessas imagens, a gente acaba pegando umas imagens muito legais, comportamentos que acho que só pela câmera a gente conseguiria observar”, disse o monitor.
“Tem o Chico, que a gente pegou ele desde filhote, acompanhando a mãe, e agora ele é adulto. Nas câmeras duplas, a gente conseguiu pegar mãe e filho adulto andando juntos, que é uma coisa um pouco rara”, acrescentou Fabrício.
‘Chico’ é acompanhado pelas armadilhas de monitoramento desde filhote, quando era flagrado andando com a mãe
Reprodução/TV Fronteira
A bióloga Beatriz Beisiegel, do ICMBio, monitora há anos as onças-pintadas no Estado de São Paulo e principalmente no Contínuo de Paranapiacaba. No local, desde 2016, já foram identificadas 35 onças através deste monitoramento, que é feito com o auxílio das armadilhas fotográficas e com o acompanhamento dos animais através de colares com GPS instalados nos mesmos.
“Um dos objetivos é atualizar a estimativa populacional da espécie aqui no Contínuo de Paranapiacaba. Nestes 10 anos aconteceram alguns fatos positivos para as onças e alguns fatos negativos. Entre os fatos positivos, está o aumento da população de uma das principais presas delas, que são as queixadas, e a criação e ampliação das unidades de conservação”, pontuou Beatriz.
Câmeras de monitoramento auxiliam no mapeamento das onças-pintadas no Estado de São Paulo
Reprodução/TV Fronteira
A especialista conta que isso possibilita a inferência de histórias de vidas dos indivíduos e a conservação da espécie. Mas, apesar deste trabalho, tem-se notado a diminuição das onças-pintadas no território paulista.
“Estamos falando de uma facilitação muito grande do acesso às armas, de uma glamourização muito grande da figura do caçador, e a caça é uma ameaça importantíssima, e é uma das piores ameaças para uma população tão pequena quanto a nossa. Uma perda de um bicho, adulto, com dois terços da vida reprodutiva pela frente ainda, numa população tão pequena, é um fato que aumenta muito a probabilidade de extinção dessa população, então parece ‘poxa, um bicho adulto morto aqui, outro bicho adulto morto ali, que diferença isso faz para a espécie, né?’, mas em uma população pequena, isso pode aumentar para 100% a probabilidade de extinção dessa espécie aqui, em 100 anos”, finalizou a bióloga.
Câmeras de monitoramento auxiliam no mapeamento das onças-pintadas no Estado de São Paulo
Reprodução/TV Fronteira
Para os pesquisadores, o mapeamento é um trabalho importante para acompanhar a conservação deste felino, que é considerado o maior das Américas.
“É uma espécie que a gente chama de guarda-chuva, porque conservando o ambiente que ela está, a gente conserva toda uma cadeia de interações de animais abaixo, porque ela é um topo de cadeia trófica, então quando eu conservo um ambiente, eu conservo para todo mundo. Essa é a importância do Parque Estadual do Morro do Diabo ter uma população de onça-pintada, porque mostra o quanto ele está conservando uma espécie tão ameaçada”, concluiu Andrea.
Mapeamento é feito com a partir das rosetas das onças-pintadas
Reprodução/TV Fronteira
Rosetas funcionam como uma espécie de ‘impressão digital’ das onças-pintadas
Reprodução/TV Fronteira
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Operação especial captura 24 peixes-leão em Fernando de Noronha

Mergulhadores realizaram a captura em Noronha
Pamella Rech/Barracudas
Uma operação especial foi realizada no final de semana, em Fernando de Noronha, pela operadora Sea Paradise e foram capturados 24 peixes-leão, espécie invasora e venenosa. Com novos dados, o Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio) divulgou, nesta segunda-feira (24), que já foram capturados um total 154 peixes-leão desde que o primeiro animal da espécie foi pego na ilha, em dezembro de 2020.
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O nome científico do peixe é Pterois volitans. Essa espécie tem espinhos que contêm uma toxina que pode causar febre, vermelhidão e até convulsões nos seres humanos.
O animal é predador e pode consumir espécies endêmicas, que só ocorrem nessa região, além de causar um desequilíbrio ecológico.
Peixe-leão é invasor e venenoso
Fábio Borges/Acervo pessoal
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A bióloga Clara Buck, integrante da equipe de pesquisa do ICMBio em Fernando de Noronha, informou que após a captura, os animais são encaminhando para estudo na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na Universidade Federal Fluminense (UFF) e na California Academy, nos Estados Unidos.
“Nós encaminhamos o material para entendermos melhor a biologia da espécie em Fernando de Noronha, com análise do que o peixe se alimenta, tamanho, reprodução e velocidade que ocorre o crescimento populacional, além de genética dos indivíduos”, declarou Clara Buck.
A pesquisadora informou que o manejo do peixe-leão na ilha é realizado com apoio dos mergulhadores das operadoras. Os profissionais foram treinados e atuam no dia a dia no mar.
Uma vez por mês os instrutores de mergulho também participam de uma ação conjunta com o ICMBio em pontos onde não ocorrem mergulhos comerciais, na área do Parque Nacional Marinho.
“Além disso, duas expedições com mergulho técnico foram realizadas com a finalidade de identificar e capturar indivíduos em áreas profundas. A primeira expedição, em janeiro, contou com nove indivíduos capturados; a segunda expedição, em abril, contabilizou 24 capturas”, disse a pesquisadora do ICMBio.
Peixes capturados foram entregues ao ICMBio
ICMBio Noronh/Divulgação
Clara Buck informou que essas expedições em áreas profundas são de grande importância para o manejo.
O peixe-leão pode ser encontrado em regiões com até 300 metros de profundidade. Os indivíduos das áreas mais profundas podem contribuir com o aumento populacional e a ocupação das áreas rasas.
A biólogo ressaltou que todos os mergulhadores e empresas que contribuem para a execução do plano de manejo têm autorização especial para portar o equipamento de captura do peixe-leão.
A caça submarina é proibida nas unidades de conservação de Fernando de Noronha, que são o Parque Nacional Marinho e a Área de Proteção Ambiental (APA).
A expectativa dos pesquisadores é que população do peixe-leão siga em crescimento.
“Esperamos que a população continue aumentando nos próximos anos. A espécie tem grande capacidade reprodutiva; esse peixe pode colocar até 30 mil ovos por mês”, falou Clara Buck.
Em Fernando de Noronha ainda não são aplicadas outras alternativas do plano de manejo da espécie. A pesquisadora informou que não está descartada a aplicação de medidas como a introdução do peixe-leão na alimentação dos moradores, testes com armadilhas específicas em áreas profundas, entre outras.
“Essas medidas de manejo, quando aplicadas em conjunto, são muito efetivas e fundamentais para o controle populacional do peixe-leão. As alternativas são aplicadas em outros locais do [Oceano] Atlântico que passaram pela situação que estamos passando “, revelou Clara Buck.
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Golfinhos-pintados são registrados em Fernando de Noronha; veja vídeo

Golfinhos-pintados são registrados em Fernando de Noronha
Um grupo de golfinhos-pintados foi avistado em Fernando de Noronha (veja vídeo acima). A espécie não é comum na ilha, já que, no arquipélago, o mais comum é encontrar golfinhos-rotadores, Stenella longirostris.
Eles nadavam na área conhecida como mar de dentro, entre a Praia da Cacimba do Padre e a Baía de Santo Antônio. Segundo os pesquisadores, esse é o primeiro registro de golfinho-pintado-pantropical em Fernando de Noronha no período chuvoso.
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“Nós estávamos pescando atum e encontramos esse grupo de golfinhos-pintados. Eles estavam na região e foi possível fazer o registro”, afirmou o marinheiro Ian Chacal, que fez o registro.
O oceanógrafo José Martins, do Projeto Golfinho Rotador, disse que a instituição recebeu informações de tripulantes de embarcações da ilha que também avistaram os golfinhos-pintados-pantropicais, que tem nome científico Stenella attenuata.
“O grupo visto conta com cerca de 30 golfinhos-pintados-pantropicais predominantemente adultos, com no mínimo dois juvenis”, relatou José Martins.
Golfinhos-pintados em Fernando de Noronha
Reprodução/WhatsApp
O pesquisador informou que o Arquipélago de Fernando de Noronha é uma espécie de oásis no meio do oceano, tanto na região mais profunda, conhecida como paredes, como em águas protegidas de ventos e correntes.
Esta situação propicia o avistamento de animais pelágicos (que vivem em mar aberto), como os golfinhos-pintados-pantropicais.
Apesar de não ser a espécie mais encontrada no dia a dia de Noronha, o golfinho-pintado-pantropical é a quinta espécie de cetáceo mais avistada no arquipélago.
Os cetáceos mais vistos são o golfinho-rotador, a baleia-jubarte, o golfinho-nariz-de-garrafa e a baleia-piloto.
O Projeto Golfinho Rotador identificou grupos mistos de rotadores de Noronha e golfinhos-pintados nas áreas de alimentação, na região do chamado mar de fora (área voltada para a África) em 32 ocasiões, provavelmente com a função de proteção.
Os pesquisadores informaram que existe a possibilidade de cruzamento dos pintados com os rotadores, que são muito próximos geneticamente.
“Um subsídio a esta hipótese é a existência de um golfinho presumidamente híbrido entre golfinho-rotador e o golfinho-pintado-pantropical. Este híbrido foi avistado pela primeira vez ainda filhote, em agosto de 2000, e depois reavistado em 16 ocasiões até agosto de 2002”, informou Martins.
O projeto realiza trabalhos de pesquisa e monitoramento dos golfinhos em Fernando de Noronha desde 1990 e conta com apoio do Programa Petrobras Socioambiental.
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Cinco pessoas ficam feridas após motorista ser ‘fechado’ por carreta durante ultrapassagem e carro atingir árvore

VÍDEO: Carro bate em árvore na MG-181, em Bonfinópolis de Minas
Cinco pessoas ficaram feridas após o carro em que estavam atingir uma árvore de grande porte na MG-181, em Bonfinópolis de Minas, nesta terça-feira (17).
Quando a equipe da PM chegou ao local, as vítimas já haviam sido socorridas pelo Samu e por uma ambulância do município. Os policiais se deslocaram até o hospital e conseguiram colher a versão de um dos passageiros sobre a dinâmica do acidente.
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Segundo a PM, ele contou que o motorista iniciou uma ultrapassagem a uma carreta e foi ‘fechado’ pelo veículo. Nesse momento, perdeu o controle da direção, saiu da pista por alguns metros e atingiu a árvore. Ainda de acordo com o passageiro, o condutor da carreta fugiu sem prestar socorro.
Carro bateu em uma árvore na MG-181
Montagem/g1
Os ocupantes conseguiram anotar a placa do veículo, que foi repassada aos policiais, mas, até o momento, o caminhoneiro não foi localizado.
Ainda segundo a PM, o motorista do carro e duas passageiras sofreram ferimentos graves e, após receberem os primeiros atendimentos em Bonfinópolis de Minas, foram transferidos para Paracatu. As vítimas seguiam no sentido Santa Fé de Minas no momento do acidente.
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Bombeiros fazem buscas por dois jovens que se afogaram enquanto estavam com amigos em cachoeira e lagoa no Norte de Minas

Jovem se afogou na Cachoeira do Rio Pandeiros
Corpo de Bombeiros/Divulgação
O Corpo de Bombeiros faz buscas por dois jovens que se afogaram nos municípios de Januária e Varzelândia, nesta terça-feira (17).
A primeira ocorrência foi registrada na Cachoeira do Rio Pandeiros, em Januária, a cerca de 600 metros de um ponto onde era realizada prevenção aquática, área de grande concentração de banhistas.
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Testemunhas contaram aos bombeiros que um jovem, de 19 anos, que estava acompanhado de três amigos, submergiu nas águas e desapareceu. As buscas começaram durante a tarde e foram interrompidas ao anoitecer, por causa da baixa visibilidade.
Jovem desapareceu em lagoa em Varzelândia
Corpo de Bombeiros/Divulgação
A outra ocorrência também foi registrada no período da tarde, em uma lagoa na Fazenda Macaúbas, em Varzelândia. Segundo os bombeiros, testemunhas relataram que um jovem, com idade entre 19 e 20 anos, nadava com um grupo de amigos quando desapareceu na lagoa.
As buscas pelas duas vítimas foram retomadas no início da manhã desta quarta-feira (18).
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Suspeito de estelionato, sertanejo Eduardo Costa presta depoimento em Belo Horizonte

Suspeito de estelionato, sertanejo Eduardo Costa presta depoimento em Belo Horizonte
O sertanejo Eduardo Costa prestou depoimento, nesta quarta-feira (18), no Departamento Estadual de Investigação de Fraudes, em Belo Horizonte. De acordo com o delegado Vinícius Dias, o músico é suspeito de estelionato em um inquérito que investiga a venda de uma casa no balneário de Escarpas do Lago, em Capitólio, no Sul de Minas, avaliada entre R$ 6,5 milhões e R$ 7 milhões. Novas testemunhas serão ouvidas no caso. Após depor à polícia, Eduardo Costa conversou com os jornalistas e negou qualquer tipo de crime.
Segundo a polícia, o sertanejo negociou o imóvel com um casal em troca de uma casa na Região da Pampulha, na capital mineira. A diferença de valores – a casa em Belo Horizonte vale R$ 9 milhões – seria paga com uma lancha, uma carro de luxo e uma moto aquática. O delegado afirma que o casal, ao tentar registrar o imóvel de Escarpas, de cerca de 4 mil metros quadrados, percebeu que ele era alvo de uma ação civil pública, em que o Ministério Público Federal (MPF) pedia a demolição parcial porque o terreno estaria em uma área de preservação permanente.
O sertanejo afirmou que não agiu com má-fé. Segundo Costa, o casal sabia que o terreno estava em área de preservação permanente, assim como ele também tinha conhecimento do fato quando adquiriu o imóvel. O artista afirmou, ainda, que toda a negociação foi feita com a presença dos advogados dele e também do casal. “A gente tomava café enquanto os advogados cuidavam do negócio”, afirmou.
“Todos nós estamos sujeitos a passar por situações constrangedoras e eu jamais levaria uma pessoa a passar por isso”, afirmou o sertanejo.
As investigações começaram em outubro do ano passado e, de acordo com o delegado, estão em fase de finalização. O crime de estelionato qualificado por alienação onerosa de bens em litígio tem pena prevista de um a quatro anos de reclusão.
O delegado Vinícius Dias disse que, até esta quarta, não encontrou indícios para indiciar o cantor, mas que a investigação continua. Com os novos elementos, ele afirmou não ver condições de indiciamento.
Segundo o delegado, caso fique comprovado ao final do inquérito que o casal sabia da situação imóvel, ele estará sujeito a sanções penais.
Edson Vander da Costa Batista, o Eduardo Costa, é natural de Belo Horizonte e lançou o primeiro CD da carreira solo na década de 1990. Com Leonardo, ele tem dois projetos: “Cabaré”, de 2014, e “Cabaré Night Club”, de 2016.
Polícia investiga cantor Eduardo Costa por suspeita de estelionato qualificado
Eduardo Costa chega para prestar depoimento na tarde desta quarta, em BH
Raquel Freitas/G1 Minas
Quarta-feira de Cinzas marca início da Campanha da Fraternidade; veja programação de missas em Montes Claros

Celebrações são marcadas pela imposição das cinzas
Divulgação
A Quarta-feira de Cinzas marca a abertura da Campanha da Fraternidade e o início da Quaresma para os católicos, período de 40 dias em que a Igreja se prepara para celebrar a Páscoa, que recorda a trajetória da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo.
Em Montes Claros, a Arquidiocese divulgou a programação de missas para celebrar a Quarta-feira de Cinzas. (Veja abaixo)
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Na Catedral Metropolitana de Montes Claros, a Santa Missa presidida por Dom José Carlos será às 19h, e marcará oficialmente a abertura do tempo quaresmal e da Campanha da Fraternidade, que neste ano traz como tema “Fraternidade e Moradia” e como lema “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14).
As celebrações são marcadas pela imposição das cinzas, sinal de humildade, conversão e renovação da vida.
“Ao receber as cinzas, os fiéis são convidados a recordar a fragilidade da condição humana e a necessidade constante de voltar o coração para Deus. O gesto, que no passado estava ligado à penitência pública, tornou-se expressão comunitária de arrependimento e sincero desejo de mudança. As cinzas, tradicionalmente preparadas a partir dos ramos do Domingo de Ramos do ano anterior, recordam que a vida cristã é um contínuo caminho de conversão”, diz um trecho da nota divulgada pela Arquidiocese.
Veja a programação das missas:
Catedral Metropolitana
7h, 12h e 19h (Presidida por Dom José Carlos)
Santuário Bom Jesus
9h
Comunidade São José
10h30
Paróquia Nossa Senhora Rosa Mística
9h, 18h e 20h
Paróquia Sagrado Coração de Jesus
7h, 9h, 17h e 19h
Paróquia Nossa Senhora do Pérpetuo Socorro e Todos os Santos
8h e 18h30
Paróquia São Sebastião
7h, 9h e 19h
Clique aqui e confira a programação completa divulgada pela Arquidiocese.
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Falha geológica pode ter causado tremor em Poços de Caldas, segundo UnB

Tremor de terra de magnitude 2.2 atinge Poços de Caldas, MG
O Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UNB) confirmou ainda na noite de terça-feira (17), a ocorrência de um tremor de terra de magnitude 2.2, sentido por moradores de Poços de Caldas (MG) durante a tarde. A região, segundo o observatório, tem atividade sísmica relativamente frequente. O setor de geofísica da universidade afirma que o tremor pode ter sido causado por uma falha geológica da região.
“O que a gente tem como suspeita é uma zona de falha geológica que se movimenta, que pode estar se acomodando. Acomodação muito mínima que libera essa energia de pequena magnitude”, explica o geofísico da UnB, George Sand França.
Observatório da UNB confirma tremor de terra em Poços de Caldas
Reprodução UNB
A UnB monitora os abalos sísmicos e, segundo estudos, desde 2010, a região de Poços de Caldas já registrou 10 tremores. O mais intenso foi em janeiro de 2017, quando o fenômeno de 3.2 de magnitude foi sentido na cidade.
“Este tipo de magnitude não é uma preocupação grande. As pessoas vão sentir, mas em regiões no máximo 150 km da região de atividade. Mas não é pra causar rachaduras ou outros tipos de estrago. Não é pra sentir nada nesses casos, só uma tontura, um pequeno tremor”, comenta o geofísico.
Moradores de Poços de Caldas (MG) sentiram tremor de 2.2 de magnitude
Arquivo/EPTV
Ainda segundo o pesquisador, os tremores em Poços de Caldas são eventos únicos, ou seja, não há mais eventos nas horas seguintes. “Então, a gente estuda o evento que aconteceu, mas quando vai na localidade ele diminui muito rápido. Isso até certo ponto pode ser bom, porque ele não aumenta”.
Para ter uma resposta exata, seria preciso um estudo mais detalhado, o que não deve ser aplicado na região. “É preciso ter uma estação local, com equipe estudando a atividade. O custo é muito alto para uma rede de estações na região. O mais importante é continuar monitorando e percebendo se há eventos maiores”.
Região vulcânica
O geofísico descarta qualquer relação do tremor em Poços de Caldas com a formação vulcânica da região. “O vulcanismo é extinto nessa região do Brasil, não tem atividade vulcânica. O tremor certamente não é consequência disso, está ligado à falha geológica”, explica.
“A terra de uma forma geral é muito difícil entender. As regiões no extremo dos continentes sentem mais abalos, é onde tem terremoto. Em uma região central também tem pressão na terra, como no Brasil, que é no meio de placas. E só vai movimentar onde tem rachaduras, ou falhas, como deve ser o caso de Poços de Caldas”.
O tremor
Moradores de bairros como Quissisana e Jardim Kennedy teriam sentido o tremor. Nas redes sociais, moradores relataram terem ouvido um barulho semelhante a um trovão. “Minha mãe escutou um barulho grande e estranho, tipo trovão, aqui no Córrego Dantas”, disse uma pessoa. “Ouvi um forte estrondo, o chão tremeu”, disse outra pessoa.
O Corpo de Bombeiros recebeu algumas ligações relatando o ocorrido, mas nenhum incidente foi registrado. A Polícia Militar informou que não recebeu nenhum chamado.
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MPF abre processo seletivo para serviço voluntário em Uberlândia
O Ministério Público Federal (MPF) abriu processo seletivo para serviço voluntário na unidade em Uberlândia. São oito vagas. As inscrições começam nesta quarta-feira (18) e vão até o dia 10 de agosto.
São ofertadas quatro vagas para a área de Direito, uma para Administração, uma para Engenharia Civil, uma para Medicina e outra para Medicina Veterinária. Uma das vagas é para a Procuradoria Regional do Município (PRM) de Ituiutaba, que fica localizada na cidade de Uberlândia.
Para se inscrever no processo seletivo, os candidatos devem ter mais de 18 anos e cursar ou ter concluído graduação em uma das áreas com vagas abertas. O edital está disponível no site do MPF.
Os candidatos devem encaminhar para o e-mail PRMG-Udi-Adm@mpf.mp.br o formulário preenchido, cópia digitalizada do documento de identidade com foto e do CPF, currículo e certificado de conclusão de curso ou declaração de frequência expedida pela faculdade.
O serviço voluntário é uma atividade não remunerada, que não gera vínculo funcional ou empregatício e nem obrigações trabalhistas, previdenciárias ou de qualquer outra natureza.
Tarifaço de Trump: entenda as mudanças e como ficam as cobranças para o Brasil
A política tarifária do republicano ganhou novos contornos no sábado (21), quando ele anunciou que a alíquota subiria de 10% para 15%, dentro do limite da Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que permite tarifas por até 150 dias antes de avaliação do Congresso. As novas taxas, previstas para entrar em vigor às 00h01 (horário de Washington) da terça-feira (24), atingem todos os países que mantêm relações comerciais com os EUA. Há, no entanto, exceções para determinados produtos, como minerais críticos, produtos agrícolas e componentes eletrônicos. Mas como ficam as tarifas para o Brasil? Na prática, a decisão da Suprema Corte, na última sexta-feira (20), anulou todas as tarifas aplicadas por Trump com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). O especialista em comércio exterior Jackson Campos explica que, após a decisão do tribunal e o novo anúncio de Trump no sábado, o resultado final é uma sobretaxa de 15% sobre produtos brasileiros. “Para a maioria dos produtos, permanece a tarifa normal do item [ou seja, as taxas já em vigor antes do tarifaço de 2025], acrescida do novo adicional temporário global de 15%”, afirma. Campos lembra ainda que a entrada de aço e alumínio brasileiros nos EUA continua com alíquotas de 50%, que se somam aos 15% recém-anunciados, mantendo o custo desses insumos elevado. Veja a cronologia do tarifaço de Trump: Em abril de 2025, ao anunciar as chamadas tarifas recíprocas, Trump aplicou uma taxa adicional de 10% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA.Em junho, o republicano elevou as taxas sobre aço e alumínio para 50%, com base na Seção 232 — instrumento separado do IEEPA. Em julho, o republicano impôs um novo aumento de 40%, elevando a alíquota total de diversos itens para 50%. A medida, no entanto, veio acompanhada de uma extensa lista de exceções.Já em novembro, após Trump iniciar negociações diretas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os EUA retiraram a tarifa de 40% de novos itens, incluindo café, carnes e frutas. Em 20 de fevereiro de 2026, a Suprema Corte invalidou o uso da IEEPA para tarifas amplas. Caíram, assim, a taxa “recíproca” de 10% e a sobretaxa de 40% sobre o Brasil. Aço e alumínio não foram afetados, pois se baseiam na Seção 232.No mesmo dia, Trump anunciou uma tarifa global temporária de 10% por 150 dias, com base em um dispositivo da lei comercial de 1974, que se soma às tarifas já existentes.Em 21 de fevereiro, o republicano anunciou o aumento da taxa para 15%, com o objetivo de corrigir, segundo ele, “décadas de práticas comerciais injustas” que prejudicaram a economia americana. Brasil e China são os mais beneficiados O Brasil e a China são os países mais beneficiados pelas mudanças nas tarifas anunciadas por Trump, segundo a Global Trade Alert, organização independente que monitora políticas de comércio internacional. Relatório da entidade aponta que o Brasil terá a maior redução nas tarifas médias — incluindo as já vigentes — com queda de 13,6 pontos percentuais. Em seguida vêm a China, com recuo de 7,1 pontos, e a Índia, com diminuição de 5,6 pontos. Com a reconfiguração das tarifas, aliados importantes dos EUA, como Reino Unido (+2,1 pontos), União Europeia (+0,8 ponto) e Japão (+0,4 ponto), passarão a enfrentar encargos mais altos com a nova alíquota, segundo a Global Trade Alert. Veja abaixo: Brasil e China são os mais beneficiados com derrubada de tarifaço pela Suprema Corte e nova alíquota global de Trump, diz estudo. — Foto: Arte/g1 Governo brasileiro comemora a decisão O vice-presidente Geraldo Alckmin, que também chefia o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, comemorou na sexta-feira a decisão da Suprema Corte. Para ele, a derrubada do tarifaço coloca o Brasil em condições de competitividade equivalentes às de seus concorrentes. “Mesmo com a alíquota de 15%, como é igual para todo mundo, não perdemos competitividade. Em alguns setores, ela zerou. Zerou para combustível, carne, café, celulose, suco de laranja, aeronaves”, declarou o vice-presidente. “Foi positivo. Acho que tem uma avenida de negociação com a ida do presidente Lula agora em março aos EUA para a gente conseguir abordar ainda questões não tarifárias”, acrescentou. O ministro também explicou que, antes da decisão da Suprema Corte, 22% das exportações brasileiras estavam sujeitas a uma sobretaxa de 40%. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante encontro na Casa Branca em 9 de janeiro de 2026 — Foto: REUTERS/Kevin Lamarque
