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Ipê-rosa florido na Vila Iolanda, em Presidente Prudente (SP)
Leonardo Jacomini/g1
A chegada do inverno anuncia um espetáculo da natureza: a florada dos ipês começou, encantando os olhos e colorindo o caminho das pessoas que passam pelas ruas e praças de Presidente Prudente (SP).
A reportagem do g1 circulou na tarde desta terça-feira (4) por bairros em todas as regiões da cidade e fez o registro fotográfico das belas árvores.
A vez é do ipê-rosa. A cada parada, uma cena mais linda do que a outra. Cada lugar com seu encanto e as flores dão o toque charmoso.
É impossível não se impressionar com o impacto da natureza.
O prudentino Orlando Luís, que esperava a filha sair de um curso, na Vila Iolanda, explicou que fica deslumbrado com a espécie.
“É muito lindo. Na minha casa, tinha um, mas caiu um raio e abriu no meio, mas era lindo demais. Eu tenho uma casa com um ipê-branco e um amarelo. É uma obra perfeita. Só Deus para ter uma coisa dessa”, disse ele ao g1.
Florada de ipês encanta Presidente Prudente; VEJA GALERIA DE FOTOS
‘Espécies nativas’
Em entrevista ao g1, nesta terça-feira, o biólogo Luiz Waldemar de Oliveira explicou que os ipês, normalmente, dão uma florada por ano. Apesar disso, o profissional mencionou que já observou alguns ipês-brancos (Tabebuia roseo-alba) florescerem mais de uma vez durante o período.
“Geralmente, o ipê-branco tem uma florada bem robusta e pode ter uma segunda florada menor. Dependendo da espécie, os ipês florescem num determinado período. [O florescimento] ocorre nestes meses, [a partir de] maio. Alguns indivíduos florescem até em outubro. A floração é estimulada pelo fotoperíodo, temperatura e chuvas. O estímulo é por dias mais curtos, temperaturas mais amenas e moderada pluviosidade. Estes fatores são determinados por seleção natural ao longo de milhares de anos”, argumentou ao g1.
De acordo com o biólogo, os ipês são nativos, em sua maioria, de áreas de Cerrado.
“O ipê-roxo [Handroanthus impetiginosus] e o amarelo [Handroanthus albus] são abundantes de nossa região, há uma abundante população, por exemplo, na reserva do [Parque Estadual do] Morro do Diabo. O ipê-branco também é comum no Cerrado. Existe uma espécie de ipê, o ipê-de-el-salvador (Tabebuia rosea), nativo da América Central, também muito abundante em nossa cidade. Este ipê alcança até 20 metros de altura, as flores geralmente se localizam nas extremidades dos galhos, e não perde totalmente suas folhas durante a floração. Suas flores são grandes, com 5 pétalas, e possuem uma tonalidade mais rosa”, acrescentou Oliveira.
Ipê-rosa no Jardim das Rosas, em Presidente Prudente (SP)
Leonardo Jacomini/g1
‘Cada cor tem seu período de florada’
O biólogo e professor André Gonçalves Vieira ressaltou ao g1 que o ipê “é uma árvore de desenvolvimento rápido, que consegue fazer uma regeneração de uma área degradada com maior rapidez”.
“Ele possui uma relação de fundamental importância na fauna devido a várias espécies de animais o usarem como alimento e abrigo, além de ajudarem na polinização de outras plantas”, complementou.
Ipê-rosa no Jardim das Rosas, em Presidente Prudente (SP)
Leonardo Jacomini/g1
Ainda segundo Vieira, “existem mais de 100 espécies de ipês e, dentre essa variedade, existem as espécies que ocorrem em nossa região que possui dois biomas, sendo o bioma de Mata Atlântica e o de Cerrado”.
“Cada cor de ipê tem seu período (mês) de florada no ano. Os ipês florescem neste período devido à adaptação à baixa taxa de umidade no ar. Isto também proporciona uma menor competitividade, porque poucas espécies botânicas florescem neste período”, concluiu Vieira ao g1.
Ipê-rosa na Vila Cláudia Glória, em Presidente Prudente (SP)
Leonardo Jacomini/g1
De acordo com o biólogo Luiz Waldemar de Oliveira, as cores são “determinadas geneticamente, não havendo registro de intercruzamento entre as diferentes espécies na natureza”.
“Dependendo da cor, determinados animais são atraídos. O ipê-amarelo atrai grandes abelhas e beija-flores, sendo um importante recurso alimentar nesta época do ano. O ipê-branco atrai principalmente abelhas nativas sem ferrão. O ipê-roxo também oferece alimentos a várias espécies de aves, como beija-flores e outras aves nectarívoras. É um importante recurso alimentar para abelhas de várias espécies, tanto exóticas quanto nativas”, pontuou ao g1.
Arborização urbana
Com exceção do ipê-de-el-salvador, que, ainda conforme o biólogo Luiz Waldemar de Oliveira, foi introduzido em Presidente Prudente, as espécies encontradas nos fragmentos de Mata Atlântica da cidade são nativas.
“O ipê, na arborização urbana, é uma espécie relevante. São espécies nativas, adaptadas ao clima, resistentes a doenças e pragas e proporcionam um enriquecimento na paisagem urbana com suas exuberantes florações. As suas sementes são dispersadas pelo vento e várias espécies de aves e abelhas, nesta época do ano, obtêm o alimento para a sua sobrevivência”, finalizou Oliveira ao g1.
Ipê-rosa na Avenida Ana Jacinta, na Cohab, em Presidente Prudente (SP)
Leonardo Jacomini/g1
Ipê-rosa no Conjunto Habitacional Ana Jacinta, em Presidente Prudente (SP)
Leonardo Jacomini/g1
Ipê-rosa no Conjunto Habitacional Ana Jacinta, em Presidente Prudente (SP)
Leonardo Jacomini/g1
Ipê-rosa no Jardim Humberto Salvador, em Presidente Prudente (SP)
Leonardo Jacomini/g1
Ipê-rosa no Jardim Humberto Salvador, em Presidente Prudente (SP)
Leonardo Jacomini/g1
Ipê-rosa na Vila Claudia Glória, em Presidente Prudente (SP)
Leonardo Jacomini/g1
Ipê-rosa no Conjunto Habitacional Ana Jacinta, em Presidente Prudente (SP)
Leonardo Jacomini/g1
Ipê-rosa na Vila Furquim, em Presidente Prudente (SP)
Leonardo Jacomini/g1
Ipê-rosa na Vila Furquim, em Presidente Prudente (SP)
Leonardo Jacomini/g1
Ipê-rosa no Jardim Petrópolis, em Presidente Prudente (SP)
Leonardo Jacomini/g1
Ipê-rosa no Jardim Petrópolis, em Presidente Prudente (SP)
Leonardo Jacomini/g1
Ipê-rosa no Jardim Petrópolis, em Presidente Prudente (SP)
Leonardo Jacomini/g1
Ipê-rosa na Vila Furquim, em Presidente Prudente (SP)
Leonardo Jacomini/g1
Ipê-rosa no Conjunto Habitacional Ana Jacinta, em Presidente Prudente (SP)
Leonardo Jacomini/g1
Ipê-rosa no Jardim Petrópolis, em Presidente Prudente (SP)
Leonardo Jacomini/g1
Ipê-rosa no Jardim Petrópolis, em Presidente Prudente (SP)
Leonardo Jacomini/g1
Ipê-rosa no Conjunto Habitacional Ana Jacinta, em Presidente Prudente (SP)
Leonardo Jacomini/g1
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onca-pintada-jucara-e-flagrada-‘tomando-um-solzinho’-no-parque-estadual-do-morro-do-diabo;-video


Onça-pintada é flagrada às margens do Rio Paranapanema, em Teodoro Sampaio
A onça-pintada Juçara foi flagrada no Parque Estadual do Morro do Diabo, enquanto ‘tomava um solzinho’, às margens do Rio Paranapanema, neste domingo (2), em Teodoro Sampaio (SP)(veja o vídeo acima). Segundo o gestor da reserva florestal, Eriqui Inazaki, a fêmea foi identificada por meio da análise das rosetas, as manchas do animal, que funcionam como uma digital.
Ao g1, Inazaki ainda pontuou, na tarde desta segunda-feira (3), que a imagem foi feita “durante uma fiscalização de guarda-parques da Fundação Florestal (FF)”. Eles gravaram a cena em um vídeo.
Onça-pintada Juçara foi flagrada neste domingo (2), no Parque Estadual do Morro do Diabo, em Teodoro Sampaio (SP)
Rodrigo Alves e Maycon Ferreira/Fundação Florestal
No ano passado, a onça participou de uma enquete, nas redes sociais, para receber um nome. Na ocasião, a votação foi realizada durante dez dias e contou, no total, com mais de 700 votos. Juçara teve 32% dos votos na categoria das fêmeas.
“Onças-pintadas adultas têm o hábito de caminhar em trilhas e descansar ao sol em locais abertos, como visto no vídeo. A espécie é listada pelo ICMBIO (2022) no Brasil como Vulnerável e em São Paulo (2018) como Criticamente Ameaçada”, acrescentou Inazaki ao g1.
Onça-pintada Juçara foi flagrada neste domingo (2), no Parque Estadual do Morro do Diabo, em Teodoro Sampaio (SP)
Rodrigo Alves e Maycon Ferreira/Fundação Florestal
Onças no Morro do Diabo
De acordo com gestor Eriqui Inazaki, os animais “não moram em uma Unidade de Conservação em específico, e sim trafegam por grandes corredores ecológicos do Estado”.
“O Projeto MonitoraBioSP, programa de monitoramento da biodiversidade da Fundação Florestal, identificou no último ano, por meio das câmeras trap, armadilhas fotográficas instaladas dentro das matas, cerca de 11 diferentes animais, identificados por meio de suas rosetas, as manchas que são como uma impressão digital”, argumentou ao g1.
Por se tratar de uma espécie do topo da cadeia alimentar, a presença das onças, ainda segundo Inazaki, é um indicador de outros animais da floresta e sua escassez indica o declínio da saúde da floresta.
“Um dos principais motivos para sua ausência é a supressão da vegetação e a caça. Muitas vezes, quando as onças não encontram alimento na mata, buscam animais domésticos, ampliando os riscos que estão levando a espécie à extinção: os proprietários dos animais as consideram como uma ameaça econômica. Além disso, em rodovias que cortam áreas de preservação, é importante respeitar os limites de velocidade e redobrar a atenção com relação à passagem de fauna”, concluiu.
Onça-pintada fêmea recebeu o nome de Juçara com 32% dos votos
Fundação Florestal
A espécie
A onça-pintada (Panthera onca) é o maior felino do continente americano. Tem até 1,90 metro de comprimento e 80 centímetros de altura. Os machos pesam cerca de 20% a mais do que as fêmeas, podendo chegar a 135 quilos.
A onça-pintada pode viver em vários tipos de hábitats, desde que uma parte da vegetação seja densa. É um animal solitário e territorial. Tem hábitos noturnos. Pode ocupar áreas de 22 km² a mais de 150 km² (dependendo da disponibilidade de presas). A espécie era encontrada desde o sudoeste dos Estados Unidos até o norte da Argentina. Mas está oficialmente extinta nos Estados Unidos e já é uma raridade no México.
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Na onça-pintada, ocorre também o fenômeno do melanismo, comum em outros felinos. A coloração amarela é substituída por uma pelagem preta. Dependendo da luz em que o animal se encontra, percebem-se as rosetas. O animal na forma melânica é chamado de onça-preta.
As populações vêm diminuindo devido ao confronto com atividades humanas, como a pecuária. A espécie é classificada pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) e pelo Ibama como vulnerável e está no Apêndice I da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies de Fauna e Flora Selvagem Ameaçadas de Extinção (Cites).
Ou seja, o risco de extinção está associado ao comércio e sua comercialização só é permitida em casos excepcionais, mediante autorização expressa.
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pesquisadores-estudam-interferencia-de-ruidos-de-fernando-de-noronha-no-comportamento-de-golfinhos


Pesquisadores estudam interferência de ruídos na comunicação de golfinhos em Noronha
Pesquisadores Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), em Minas Gerais, instalaram um hidrofone no Porto de Santo Antônio, em Fernando de Noronha, para analisar os sons emitidos pelos golfinhos na área (veja vídeo acima). O objetivo é analisar a interferência do barulho faz na comunicação desses mamíferos.
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Os estudiosos vão a comparar a comunicação dos animais nessa região com os sons emitidos pelos cetáceos na Baía dos Golfinhos, que também é monitorada por equipamentos de áudio
“Na Baía dos Golfinhos, que é uma área protegida, não há presença humana. O Porto de Santo Antônio tem características naturais similares. A diferença dos dois locais é que no porto tem uma grande atividade humana”, explicou o professor e pesquisador da UFJF, Raul Ribeiro.
O estudioso, que é especialista em bioacústica de cetáceos, também é coordenador da organização não governamental Ocean Sound. Ribeiro afirmou que a atividade humana provoca uma poluição invisível, o chamado ruídos antrópico.
“Esse ruído interfere na comunicação dos golfinhos. No médio e longo prazo, esse barulho exige que os animais se adaptem para fazer as atividades cotidiana, como se comunicar, encontrar alimentos e fugir de predadores. Isso exige um custo biológico para essa adaptação ao ruído nesses locais”, disse o pesquisador.
Equipamento foi colocado na Baía dos Golfinhos
Ismael Escote/Atlantis
Para Raul Ribeiro, o comportamento dos animais muda por conta da maior quantidade de barulho. Por isso é importante realizar as gravações.
“Nós vamos gravar desde a comunicação íntima entre mãe e filhote, reações agonísticas e até a comunicação nas relações de reprodução. Sabemos que os barcos fazem muitos ruídos e queremos saber qual é o impacto desses sons na comunicação dos animais”, falou o estudioso.
Os equipamentos instalados têm bateria de longa duração. O hidrofone vai realizar gravações no Porto de Santo Antônio por um mês e meio, e na Baía dos Golfinhos por quatro meses.
“Vamos coletar informações 24 horas por dia e traduzir isso em dados científicos, para contribuir com a conservação marinha em Fernando de Noronha. O tempo é suficiente para fazer esse tipo de avaliação”, disse o pesquisador Raul Ribeiro.
A pesquisa tem o acompanhamento do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio). O trabalho na ilha conta com o apoio da operadora Atlantis.
Raul Ribeiro mostrou o hidrofone
Ana Clara Marinho/TV Globo
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adolescente-e-baleado-nas-costas-enquanto-trabalhava-em-barbearia-em-pirapora


Material apreendido pela PM
Polícia Militar/Divulgação
Um adolescente de 17 anos foi baleado nas costas enquanto trabalhava em uma barbearia em Pirapora, no Norte de Minas. Durante a ocorrência, três pessoas foram detidas, e a Polícia Militar apreendeu drogas e armas.
A vítima relatou aos policiais que cortava o cabelo de um cliente quando o atirador entrou no estabelecimento com o rosto coberto e usando roupas de frio. Ele efetuou seis disparos em direção ao adolescente, que foi atingido nas costas.
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A proprietária do salão confirmou a versão e informou que o suspeito fugiu de bicicleta.
Após levantamento de informações, dois suspeitos do crime, ambos de 17 anos, foram localizados em uma casa no bairro São João. No imóvel, os policiais apreenderam maconha, um revólver, um simulacro de arma de fogo e uma balança de precisão.
Segundo a PM, um dos adolescentes confessou ter efetuado os disparos, alegando que agiu sob ordens do outro menor devido a desavenças entre grupos rivais. Um terceiro envolvido, de 20 anos, foi preso por auxiliar na ocultação das roupas usadas pelo suspeito no momento do crime. Na casa dele, os policias também encontraram uma barra de maconha.
A vítima foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e pelo Samu e encaminhada ao hospital. Os três detidos foram levados à Delegacia de Polícia Civil.
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‘periodo-de-reflexao-e-renovacao-espiritual’:-fieis-relatam-rotina-de-oracao-em-lives-com-frei-gilson-que-atraem-milhoes


Patrícia Luciana acompanha o rosário de Januária, no Norte de Minas
Reprodução
Há três anos, os dias de Quaresma para a vendedora Patrícia Luciana, de 31 anos, começam de forma diferente. Moradora de Januária, ela faz parte de mais de um milhão de pessoas espalhadas pelo país que acordam de madrugada, durante os quarenta dias, para a oração do Santo Rosário, conduzida por Frei Gilson. (Leia abaixo mais informações sobre as lives)
Em entrevista ao g1, ela explicou que foi convidada por um colega de trabalho para participar e, desde então, vive uma transformação em sua vida.
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“Jesus saía de madrugada para orar no monte, então é um sacrifício para ele, é uma forma de retribuir. É um período de reflexão, na live estamos sempre refletindo sobre tudo que Jesus passou por nós. […] Já consegui vários milagres rezando o rosário, como a cura de pessoas próximas com câncer e com alcoolismo”, contou.
🔍 A Quaresma — período litúrgico de 40 dias que antecede a celebração da Páscoa no cristianismo, é um tempo de reflexão, arrependimento e renovação espiritual.
Assim que termina o rosário, Patrícia realiza algumas tarefas domésticas e segue para o trabalho, onde entra às 8h30. Apesar da rotina cansativa, a vendedora garante que vale muito a pena acordar de madrugada para viver o momento de oração.
“É muito bom, transforma a vida da gente. Acordar com saúde já é um milagre muito grande, a nossa vida é um milagre. Quando a gente dobra o joelho no chão, Deus abençoa ainda mais”.
Ângela Maria Ramos de Almeida acompanha a live todos os dias
Arquivo pessoal
Assim como Patrícia, a servidora pública Ângela Maria Ramos de Almeida também mantém o hábito de acordar de madrugada para rezar o Rosário com Frei Gilson. As duas fazem parte do mesmo grupo de WhatsApp criado em Januária, onde os links das lives são divulgados diariamente.
“Nós criamos o grupo no ano passado no período da Quaresma de São Miguel e vamos compartilhando e chamando as pessoas para participarem. Todos os dias eu acordo 3h45 e já coloco o link da live do dia no grupo”.
Casada e mãe de duas filhas, de 6 e 12 anos, Ângela conta que, mesmo com o cansaço do dia a dia, não deixa de montar seu altar com vela, santos de devoção e crucifixo para viver o momento de oração.
“É cansativo porque temos nossas obrigações diárias, mas o espiritual supera o cansaço físico. Todos os dias renovamos o nosso espiritual através da oração, e o alimento espiritual não passa. […] O tempo da graça é agora e não podemos desistir porque o mundo é passageiro. Então temos que buscar e deixar as coisas desse mundo para alcançarmos o céu”.
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Sobre a live de Frei Gilson
Frei Gilson em rosário da madrugada.
Divulgação
O sacerdote católico Frei Gilson reuniu quase 1,5 milhão de fiéis para orar o Santo Rosário, de forma simultânea, na madrugada da última quarta-feira (18), data que marcou o início da Quaresma para os católicos.
Ao g1 Vale do Paraíba e Região, o religioso explicou que a oração nas primeiras horas do dia ajuda os fiéis a enfrentarem a ansiedade e as incertezas, além de proporcionar um momento de reconstrução interior.
“Vivemos em um mundo marcado por ansiedade, pressões sociais e incertezas. Nesse contexto, a Quaresma pode ser um tempo muito forte de abastecimento espiritual. Especialmente a experiência de rezar o Rosário na madrugada é um momento em que a pessoa se refaz interiormente. É o momento de escutar o Senhor, de buscar direção para a própria vida, de colocar as angústias diante de Deus”, afirmou.
O rosário começa às 4h e segue até por volta das 6h10. Antes disso, às 3h50, Frei Gilson realiza a oração de São João Paulo II à Nossa Senhora de Guadalupe. Ao longo da transmissão, há momentos de louvor, testemunhos, estudo bíblico e oração pelos enfermos.
O Santo Rosário ganhou força durante a pandemia, quando Frei Gilson passou a conduzir a oração diariamente.
Nas transmissões, fiéis de diferentes partes do país fazem pedidos e comentam as bênçãos recebidas.
“Hoje venho em agradecimento pelo dom da vida, ano passado estava orando pedindo para engravidar, e esse ano estou com meu bebê de dois meses e três dias”, disse uma internauta, durante a live deste sábado (21).
“Mãe Santíssima, Nossa Senhora de Guadalupe, obrigada pela graça alcançada. Minha filha está grávida depois de tantos anos de espera”, comentou outra internauta.
Quem é Frei Gilson?
Quem é Frei Gilson, que reúne milhares de fiéis em transmissões ao vivo
O sacerdote, cantor e influenciador tem um dos canais cristãos com mais seguidores no Brasil. Frei Gilson pertence ao Instituto dos Freis Carmelitas Mensageiros do Espírito Santo, em São Paulo, e comandou, durante nove anos, a Paróquia Nossa Senhora do Carmo da Diocese de Santo Amaro, em São Paulo.
No Instagram, o Frei acumula 12 milhões de seguidores. Em plataformas de streaming como o Spotify, possui 1,7 milhões de ouvintes mensais e hits cristãos como ‘Eu Seguirei’ e ‘Acalma Minha Tempestade’.
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mudanca-no-comportamento-de-cachorro-ajuda-a-salvar-idosa-que-caiu-em-cisterna-de-13-metros-em-mg


VÍDEO: Idosa é resgatada por bombeiros após cair em cisterna de 13 metros
Uma idosa de 66 anos foi resgatada pelo Corpo de Bombeiros após cair em uma cisterna com cerca de 13 metros de profundidade, em Montes Claros. (Veja vídeo acima) A ocorrência foi registrada nesta quinta-feira (19).
A mulher foi encontrada no buraco depois que a irmã percebeu um comportamento incomum do cachorro de estimação da vítima. Segundo os bombeiros, a idosa mora em Padre Carvalho e visitava a irmã no Bairro Jardim Alegre quando decidiu ir até uma casa de sua propriedade, localizada ao lado.
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Idosa foi encontrada após o cachorro perceber que ela havia caído no buraco
Corpo de Bombeiros/ Divulgação
Como demorou para retornar, a irmã saiu à procura dela e só a encontrou após notar a atitude estranha do cão.
“No local, o cachorro da vítima passou a apresentar comportamento incomum, indo repetidamente até o local do poço desativado, como se tentasse chamar atenção. Ao se aproximar, a irmã ouviu a vítima gritando por socorro, momento em que percebeu o que havia acontecido e acionou imediatamente o Corpo de Bombeiros”, disse a corporação em nota enviada à imprensa.
Os bombeiros isolaram a área e montaram um sistema de redução de forças com o uso de cordas e tripé, além de equipamentos de salvamento em altura e proteção respiratória. Em entrevista ao g1, o tenente Isaias Oliveira Mourão explicou que um militar desceu pela cisterna, enquanto outros sete bombeiros deram suporte do lado de fora.
“O militar que desceu fez amarrações com um fraldão e fez uma atadura de peito com fitas tubulares para firmar o tronco da vítima na corda. E em seguida, ela foi içada do local”.
A idosa estava consciente e se queixava de fortes dores no braço. Ela foi imobilizada em uma prancha e encaminhada para a Santa Casa. Ainda de acordo com o tenente, a cisterna estava seca, mas havia lama no fundo, o que pode ter contribuído para que ela não sofresse ferimentos mais graves.
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Cantor sertanejno Amaraí morre de enfarto aos 77 anos e é sepultado em Alfenas (MG)
O cantor Amaraí, da dupla Belmonte e Amaraí, faleceu de infarto aos 77 anos, na noite de sábado (21), em Alfenas (MG). O sepultamento aconteceu neste neste domingo (22), no Cemitério Municipal. Domingos Sabino da Cunha, conhecido como Amaraí, era natural da Bahia, mas morava no Sul de Minas. O artista deixa a esposa e quatro filhos.
A dupla Belmonte e Amaraí ficou conhecida pela música ‘Saudades de Minha Terra’, lançada em 1966. Logo em seguida, a canção ficou consagrada nos programas de rádio e tornou-se o hino da música sertaneja do Brasil. Mais tarde, a música foi regravada por cantores consagrados como Chitãozinho e Xororó, Milionário e José Rico e Sérgio Reis.
Amaraí mudou-se para Alfenas há quase um ano para morar com o filho e parceiro de dupla, Francis Douglas da Cunha, o atual Belmonte. Francis mora em Alfenas há 12 anos e faz dupla com o pai há 17 anos. “Após a morte do Belmonte, Paschoal Todarelli, em um acidente de carro, no auge da carreira, em 1972, meu pai continuou cantando e fiz dupla com ele há 17 anos dando continuidade a marca e a história”, relembra.
O filho e parceiro Belmonte (à esquerda) ao lado do cantor Amaraí.
Redes Sociais
O parceiro deixou um recado para os fãs da dupla.
“Minha eterna gratidão a todos os fãs que consagraram a história dele. A todos que eternizaram essa história, tal como a ‘Saudade de Minha Terra’ que ficou gravada no coração do povo brasileiro”, agradece.
Com o disco ‘Saudade da Minha Terra’, a dupla atingiu a marca de 2 milhões de cópias vendidas. Ao todo, somam 30 milhões de cópias entre discos, cds e lps.
O corpo foi velado e sepultado às 17hs deste domingo (22), em Alfenas.
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Enem 2016 foi realizado nos meses de novembro e dezembro
Divulgação/Ari de Sá
Uma perícia realizada no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) analisou avaliações do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2016, realizado em duas datas, e constatou fragilidades no processo de pontuação das medidas da prova.
O motivo da perícia, contratada pelo Ministério Público Federal (MPF) em Uberlândia (MG) após ação judicial, foi verificar se o fato de as duas aplicações do Enem 2016 terem números muito diferentes de candidatos influenciou no resultado final, e se isso prejudicou os alunos da segunda aplicação.
Em 2016, por causa das ocupações estudantis, o exame foi aplicado duas vezes: a primeira em 5 e 6 de novembro, com a participação de 5,8 milhões de alunos, e a segunda em 3 e 4 de dezembro, em que fizeram as provas menos de 170 mil candidatos.
Em nota, o Inep informou ao G1 que não foi notificado oficialmente sobre qualquer resultado a respeito da perícia, que foi realizada entre os dias 5 e 9 de fevereiro deste ano, nas dependências do instituto.
“O Inep conta com a consultoria de diversos especialistas de destacada atuação em análise estatística e psicométrica de avaliações e exames em larga escala e tem total segurança quanto à metodologia que, desde 2009, é adotada no Enem – reconhecida nos âmbitos nacional e internacional, e se pronunciará quando for devidamente notificado”, diz o texto.
“Vale registrar que, independentemente do seu conteúdo, o referido laudo representa uma opinião isolada”, concluiu a assessoria de comunicação do instituto.
Em laudo, perícia relata fragilidades em Enem 2016
Reprodução/MPF
Resultado da perícia
A perícia foi realizada por Tufi Machado Soares que é professor do Departamento de Estatística e do Programa de Doutorado e Mestrado em Educação, e coordenador da Unidade de Pesquisa do Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (Caed) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).
O perito, que atuou como membro do conselho científico do Enem e é especialista em Teoria da Resposta ao Item (TRI), metodologia usada no exame, teve acesso a informações sigilosas no Inep e produziu um laudo com 207 páginas.
Neste documento, enviado à reportagem pelo MPF, o perito relata fragilidades no processo de pontuação das medidas do Enem que poderiam prejudicar a comparabilidade dos resultados produzidos para duas provas diferentes.
No laudo, os pontos de fragilidade encontrados, por ordem de importância, foram:
Número de itens comuns previamente calibrados nos pré-testes e fixados na prova regular do Enem;
Tamanho das amostras de calibração em alguns pré-testes;
Precisão com que os resultados do Enem são reportados ao público;
Ausência de informações para o público sobre a qualidade dos testes e das medidas.
Além disso, o laudo mostra que ambos os testes nas disciplinas de Ciências Humanas e Ciências da Natureza apresentam mesmos níveis de precisão em praticamente todos os níveis de proficiência. Nesse sentido, então, os testes foram praticamente equivalentes, embora a prova da segunda aplicação de Ciências da Natureza tenha sido um pouco mais fácil.
O perito diz no texto que a maioria das diferenças encontradas ocorreu nas disciplinas de Linguagens e Códigos e na de Matemática, sendo que na primeira houve vantagem dos candidatos da 1ª prova e, na segunda, dos candidatos da 2ª prova. As menores diferenças observadas ocorrem em Ciências da Natureza.
No entanto, o Tufi Soares ressalva que não é possível realizar uma análise de comparabilidade para todos os casos, individualmente, nas dimensões do Enem.
“Cada caso precisaria ser analisado individualmente e, provavelmente, não se chegaria a uma conclusão definitiva na maioria”, diz o perito no laudo.
No documento, o professor também faz sugestões de mudanças na forma de confecção e divulgação da prova.
O G1 entrou em contato com o perito nesta sexta-feira (20), para saber mais informações sobre o resultado da perícia. Por telefone, ele disse que não pretende se manifestar até a realização de uma audiência pública, qu ainda será agendada pelo MPF.
Alunos reclamam de incoformismo com as notas resultantes da primeira e da segunda aplicação do exame de 2016
Roberto Araujo/G1
Próximos passos
O procurador da República, Leonardo Macedo, responsável pelo inquérito civil que apura irregularidades referentes à adoção de diferentes critérios de correção das provas do Enem 2016, informou que encaminhou o resultado da perícia para o Inep e para estudantes que manifestaram que foram lesados pelo teste.
“O laudo é extenso e não tem uma conclusão única. O primeiro passo foi encaminhar essa perícia aos principais interessados e vamos dar um prazo para análise de todos. Depois disso, vamos marcar uma audiência pública onde todos poderão colocar o ponto de vista referente ao assunto e só depois o MPF vai analisar como agir”, explicou o procurador.
Segundo o MPF, ainda não há previsão para realização desta audiência. “Estamos lidando com um elefante de porcelana. Vamos agir com cautela e, depois da audiência, analisar se vamos pedir uma indenização, aumentar a nota de estudantes ou outras opções”, concluiu Macedo.
Aplicações do Enem
Normalmente, o adiamento do Enem ocorre todos os anos, mas afeta apenas alguns milhares de estudantes, por motivos externos que impedem a aplicação do exame, como queda de energia no local de provas. Nesses casos, os candidatos ganham o direito de participar de uma nova aplicação durante a semana. É a mesma prova para pessoas privadas de liberdade, por isso a aplicação é conhecida como Enem PPL.
Em 2016, porém, a onda de ocupações estudantis em escolas públicas em 23 estados e no Distrito Federal fez o Ministério da Educação adiar a aplicação do Enem para mais de 270 mil candidatos, o que inviabilizaria uma segunda aplicação durante a semana. Por isso, o Enem 2016 teve três aplicações. Na época, o Ministério da Educação (MEC) assegurou que haveria isonomia nas avaliações dos candidatos, independentemente do momento em que fizessem as provas.
Apesar do grande número de candidatos afetados pelo adiamento, o total deles representou menos de 5% dos mais de 8 milhões de inscritos. Na primeira aplicação, pouco menos de 6 milhões de candidatos fizeram as provas, com uma abstenção de 30%. Já na segunda aplicação, do Enem adiado, a abstenção subiu para 40%.
Enem 2016 foi realizado em duas datas devido ocupações nas várias escolas de todo país
Denny Cesare/ Estadão Conteúdo
Reclamação dos candidatos afetados
A investigação do MPF sobre o Enem 2016 teve início após a divulgação dos resultados das provas em janeiro de 2017. Na ocasião, estudantes de todo país procuraram o Ministério Público relatando inconformismo com as notas resultantes da primeira e da segunda aplicações do exame. Eles haviam feito a segunda aplicação da prova.
De acordo com o MPF, uma análise das notas dos candidatos que fizeram a reclamação mostrou grande diferença, quando os resultados eram comparados com os de candidatos da primeira aplicação. O procurador Leonardo Macedo explicou que alunos que fizeram a primeira prova tiveram notas maiores. Ele alega que o motivo suspeito é a metodologia da TRI.
“Nessa TRI, é considerado o número de candidatos. É necessário levar em conta as diferenças do percentual de ‘treineiros’ participantes de cada aplicação, na maior abstenção da segunda aplicação em relação à primeira e no tipo de candidato participante dos locais das provas da segunda aplicação”, explicou o MPF na ação.
O Enem 2016 teve uma aplicação extra devido às ocupações estudantis; na segunda aplicação, abstenção foi maior e número total de alunos que fizeram a prova foi menor
G1 
Cronologia do caso
3 de outubro de 2016: Uma onda de ocupações estudantis em escolas e universidades começou no Paraná e se espalhou pelo Brasil. Os estudantes protestavam contra uma série de medidas, principalmente a reforma do ensino médio e a PEC 241. O Enem 2016 estava marcado para os dias 5 e 6 de novembro, e parte dessas escolas ocupadas seria usada pelo governo federal como locais de provas.
19 de outubro de 2016: Um levantamento do MEC afirmou que ocupações em 181 escolas do Brasil comprometiam o Enem para 95 mil alunos.
27 de outubro de 2016: Um levantamento divulgado pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) mostra que havia 1.154 ocupações em escolas, institutos e universidades estaduais, federais e municipais em pelo menos 21 estados e no Distrito Federal.
4 de novembro de 2016: Na véspera da primeira aplicação do Enem 2016, o MEC anunciou o adiamento do exame em 364 locais de prova. Segundo o governo, esses alunos fariam o exame nos dias 3 e 4 de dezembro.
5 e 6 de novembro de 2016: A primeira aplicação do Enem 2016 é realizada com abstenção de cerca de 30%. Cerca de 5,8 milhões de pessoas fizeram essas provas.
3 e 4 de dezembro de 2016: O Inep realiza a segunda aplicação do Enem. No total, 277.657 pessoas estavam inscritas para essas provas (273.524 porque foram afetadas pelas ocupações e 4.133 porque, em seus locais de prova, houve algum imprevisto que impediu a aplicação do Enem). A abstenção dessa aplicação foi de cerca de 40%, o que quer dizer que o universo de estudantes que realizou estas provas foi de cerca de 166 mil.
18 de janeiro de 2017: O Inep divulga os resultados do Enem 2016. Porém, estudantes que fizeram a segunda aplicação reclamaram que não tiveram acesso à nota. No dia seguinte, o Inep afirmou que um erro técnico fez com que o resultado de 20 mil candidatos ainda não tivesse sido inserido no sistema.
janeiro de 2017: Procurado por diversos candidatos da segunda aplicação do Enem, que se sentiram prejudicados por notas que eles consideraram mais baixas que a de candidatos da primeira aplicação, o Ministério Público Federal começou a investigar a suspeita de que a discrepância no número total de estudantes fazendo cada versão da prova pudesse ter prejudicado o grupo menos numeroso. De acordo com a ação civil pública protocolada em dezembro, o MPF passou meses em contato com o Inep e o MEC para avaliar a denúncia. Segundo o MPF, o Inep considera que a isonomia do exame não foi ferida pela existência de duas aplicações do Enem em 2016.
setembro de 2017: Ainda de acordo com o Ministério Público Federal, o Inep aceitou conceder a um especialista na metodologia da Teoria de Resposta ao Item o acesso aos dados sigilosos dos desempenhos dos estudantes para realizar uma perícia e verificar se de fato o número total de candidatos afetou o resultado deles no exame. A ação afirma, porém, que o perito viajou até Brasília para realizar a perícia, mas foi barrado pelo Inep.
7 dezembro de 2017: Sem conseguir acesso aos dados para realizar a perícia, o Ministério Público Federal ingressou na Justiça com uma ação civil pública para solicitar o acesso, e com outra ação na qual denuncia diretoras do Inep por improbidade administrativa. O motivo da segunda ação é o desperdício de dinheiro público com a viagem realizada pelo perito até Brasília. A Justiça julgou o processo extinto, pois o MPF não conseguiu demonstrar nenhum indício de má-fé na hipótese sob análise.
15 de dezembro de 2017: O Inep afimou em nota que não negou o acesso aos dados sigilosos para uma perícia solicitada pelo MPF sobre os resultados da edição 2016 do Exame Nacional do Ensino Médio. Segundo o Inep, o perito não apresentou as identificações necessárias para que pudesse ter acesso aos dados.
Entre 5 e 9 de fevereiro de 2018: a perícia contratada pelo MPF foi realizada em dados sigilosos do Inep.
Outras ações
A aplicação do Enem 2016 em duas datas foi alvo de reclamação do MPF também no Ceará. Na época, o órgão solicitou a suspensão e o cancelamento do exame, mas a Justiça Federal negou os pedidos e alegou que “apesar da diversidade de temas que inafastavelmente ocorrerá com a aplicação de provas de redação distintas, verifica-se que a garantia da isonomia decorre dos critérios de correção previamente estabelecidos”, conforme a decisão.

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Artistas pintam tapumes e fazem mural no entorno da Praça da Liberdade, em BH
Reprodução/TV Globo
Os tapumes brancos que estão no entorno da Praça da Liberdade começaram a ganhar cores na manhã deste domingo (22), na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Mais de 50 artistas urbanos participam da iniciativa em um dos principais cartões-postais de Minas Gerais, que está fechado para reformas.
Artistas pintam tapumes e fazem mural no entorno da Praça da Liberdade, em BH
A praça vai ficar fechada até o fim do ano e os painéis serão uma oportunidade de ver o local de uma nova maneira. Segundo Bernardo Biagioni, um dos diretores do Instituto Amado, responsável pelo projeto, as obras vão contemplar as diversidades da capital mineira.
Mais de 50 artistas participam da iniciativa na Praça da Liberdade, em BH
Reprodução/TV Globo
“A ideia é realmente resignificar essa paisagem temporária da praça. A gente tem esses tapumes espalhados ao entorno e a ideia é que eles sejam carregados de arte durante esse período de reforma”, explicou Biagioni.
Foi feito uma parceria entre a Prefeitura de Belo Horizonte e o Instituto Amado, que fez a seleção dos artistas a partir de um chamamento público, disponível para candidatos de todo o Brasil. Foram mais de 250 propostas, das quais saíram os 54 vencedores.
Desde o início da manhã trabalhando na praça, o artista Alexandre Rato falou que era uma iniciativa importante ocupar os tapumes com arte. “56 artistas reunidos. Diversas linguagens. A cidade precisa desses movimentos”, afirmou.
Cada artista recebeu um kit com material para execução da obra, como sprays e rolos, além de uma ajuda de custo. A previsão é descartar os tapumes com o fim das obras da praça.
Artista carrega kit para pinturas na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte
Reprodução/TV Globo
Praça da Liberdade foi fechada para reforma e artistas fazem pinturas em tapumes
Reprodução/TV Globo
Artista faz obra em tapume da Praça da Liberda, em Belo Horizonte
Reprodução/TV Globo
Artistas começaram a pintar tapumes na manhã deste domingo em BH
Reprodução/TV Globo
Mais de 50 artistas participaram da iniciativa na Praça da Liberdade
Reprodução/TV Globo
Obra faz referência a músico na Praça da Liberdade, em BH
Reprodução/TV Globo
Ciclistas são retratadas em tapumes na Praça da Liberdade, em BH
Reprodução/TV Globo
Artista trabalha em tapumes da Praça da Liberdade, em BH
Reprodução/TV Globo
Trânsito alterado
Em função do trabalho dos artistas, o trânsito nas Alamedas da Educação e da Segurança está interditado neste domingo, das 6h30 às 21h, segundo a Empresa de Transportes e Trânsito da cidade (BHTrans).
Sinalização e faixas de pano foram implantadas para orientar os motoristas. Agentes BHTrans e da Polícia Militar (PM) monitoram o tráfego na região. Para mais informações sobre a operação, acesse o site da prefeitura.
Reforma
Praça da Liberdade foi construída há mais de 120 anos
Reprodução/TV Globo
Patrimônio histórico do estado, ela foi construída em 1895. A praça nasceu com o projeto de criação da nova capital mineira e foi projetada para abrigar o centro administrativo de Minas Gerais. A última reforma foi há quase 30 anos, em 1990.
A restauração é uma parceria entre a Prefeitura de Belo Horizonte, o governo do estado e a Vale. As obras devem custar cerca de R$ 5 milhões. O lugar vai passar por várias adaptações para atender as novas demandas de uso da população.
A primeira parte do trabalho de revitalização da praça começou em maio com a poda das árvores. Para execução da segunda fase, que é quando as obras começam, a praça vai ser completamente fechada. O espaço vai ficar isolado durante quatro meses até o fim da reforma.
As intervenções incluem a reformulação do sistema de iluminação, restauração do coreto, de uma estátua e do piso da pista de caminhada, além da reinstalação das placas de monumentos. Também haverá renovação de bancos e lixeiras.

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O depoimento do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi antecipado para a próxima segunda-feira (23), às 16h, no Senado. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (19) pelo presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), senador Carlos Viana (Podemos-MG).

O colegiado pretende ouvir o banqueiro sobre contratos de empréstimos consignados do Banco Master que teriam sido suspensos pelo INSS por falta de comprovação da anuência dos aposentados.

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  • FGC aprova plano emergencial para cobrir rombo do Banco Master.

Segundo Viana, o depoimento de Vorcaro, inicialmente previsto para a próxima quinta-feira (26), foi remarcado com o objetivo de garantir prioridade aos trabalhos da CPMI. Ainda de acordo com o senador, os trabalhos da CPMI seguirão com “firmeza, responsabilidade e celeridade, colocando a verdade acima de qualquer disputa política e a justiça acima de qualquer interesse circunstancial”.

No último dia 5, a CPMI ouviu o depoimento do presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, que explicou porque a instituição decidiu não renovar o contrato do Banco Master com o INSS para empréstimos consignados. Dos 324 mil contratos de crédito com aposentados, 251 mil não possuíam os documentos exigidos.

“Verificando a quantidade de reclamação dos nossos segurados, entendemos por bem não renovar o acordo de cooperação técnica em 18 de setembro, muito antes de liquidação de Master”, disse.

O presidente do INSS acrescentou que pediu aos representantes do Banco Master para ver os contratos de empréstimos consignados que não haviam sido protocolados no sistema pelo banco.

“Quando mostrou esses contratos, não tinha os elementos mínimos pra gente fazer o controle: não tinha o valor emprestado, taxa de juro, custo efetivo. E pior: a assinatura, que era uma assinatura eletrônica do nosso segurado, não era acompanhada do QR code, aquilo com que você consegue certificar que a assinatura era daquela pessoa.”

Confira as informações no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

*Com informações da Agência Câmara

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