
Choca-de-garganta-preta macho
Carlos Alexandre
Com apenas 17 centímetros e 31 gramas, o choca-de-garganta-preta carrega uma importante mensagem: a preservação da Amazônia é essencial para a manutenção da biodiversidade do mundo. Isso porque essa ave específica é exclusiva da região amazônica e está em alto risco de extinção antes mesmo que detalhes do seu comportamento tenham sido descobertos.
Os registros do animal são raros e os estudos sobre ele são escassos. Até hoje, por exemplo, não se sabe como são seus ninhos porque nenhum deles foi encontrado. Também não existem informações quanto aos seus hábitos e métodos de reprodução.
“Proteger a Amazônia é o ponto chave, na minha opinião. Sem isso a gente acaba perdendo diversas espécies que a gente nem mesmo conseguiu entender completamente como elas vivem, o que elas fazem. Com o desmatamento avançando tão rápido, a gente pode acabar perdendo espécies que a gente nem chegou a descobrir ainda”.
A fala é de Wellington Nascimento, biólogo e guia de observação de aves. Ele e outros cientistas e amantes de pássaros fizeram um registro raro de um choca-de-garganta-preta em Porto Velho, durante um evento mundial de observação de pássaros realizado no último fim de semana.
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“Foi a primeira vez que vi a espécie em campo. Já tinha ido outras vezes observar ela, sem sucesso. Foi uma experiência incrível”, relembra.
A choca-de-garganta-preta é exclusivamente pertencente à região amazônica. Inclusive, seu nome em inglês é “Rondônia Bushbird”. Sua área de distribuição de estende no interflúvio do rio Madeira e Tapajós. Segundo Wellington, em Rondônia a ave já foi encontrada em Ji-Paraná (RO) e Machadinho do Oeste (RO). O registro feito em Porto Velho, no último fim de semana, é raro.
“O autor que descreveu ela diz que ela pode estar ameaçada de extinção por conta do desmatamento e pelo fato dela ocorrer numa área muito específica. Isso é muito perigoso para um espécie que, um exemplo, só vive numa floresta ‘X’. Se desmatarem aquela floresta, essa espécie deixa de existir”, comentou o biólogo.
Raro e único
O nome do choca-de-garganta-preta foi dado a ele por conta da coloração da fêmea: castanho-amarronzado com a garganta de cor preta. Já macho da espécie é completamente preto.
O bico do pássaro é adaptado para furar bambus e se alimentar de formigas que vivem dentro dos bambuzais. No entanto, o biólogo Wellington Nascimento ressalta que mais informações sobre a alimentação e moradia da ave também são pouco conhecidas.
“Quando a gente vai a campo e encontra esses bambuzais em que ela vive, todos eles são recortadinhos com um espacinho que provavelmente ela recortou para se alimentar. Até hoje não existe registros de ninhos e é o que a gente tenta estudar, com todo cuidado, tenta observar dentro do ambiente que ela vive”, aponta.
O canto da espécie é uma sequência de assovios. Wellington descreve como “calmo, tranquilo, que pode até passar despercebido para algumas pessoas”.
Áudio com o canto do choca-de-garganta-preta
A ave ocupa a categoria de vulnerável na categoria de avaliação quanto à proteção. Isso significa que ela enfrenta um risco alto de extinção na natureza.
O primeiro encontro
O registro do choca-de-garganta-preta em Porto Velho foi feito durante o “Big Day”, evento mundial de observação de pássaros.
“A gente teve a ideia: vamos lá no local ver se a gente consegue observar, porque o Raul [outro biólogo] já tinha escutado a espécie no local mas a gente não conseguia fazer o registro fotográfico nem vídeo. Então a gente ficou: ‘poxa, será que não é coisa da cabeça?’. É uma coisa tão rara que a gente acaba até duvidando de si mesmo”, relembra Wellington.
No local, os biólogos colocaram uma caixa de som tocando o canto do pássaro, a fim de que ele respondesse para demarcar território. E não precisaram esperar muito.
“Logo ela começou a cantar, a gente ficou em silêncio, esperamos um pouquinho e logo a gente conseguiu observar ela pulando entre um bambu e outro e a gente conseguiu fotografar e filmar”.
Justiça de RO reduz pena de Chaules Pozzebon, madeireiro apontado como o maior desmatador do Brasil

Chaules Volban Pozzebon foi preso em 2019 em Ariquemes
Reprodução
A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO) reduziu, por 2 votos a 1, a pena de Chaules Pozzebon. O madeireiro apontado como um dos maiores desmatadores do Brasil foi condenado a mais de 99 anos de prisão no primeiro julgamento, mas teve a pena reformada para 70 anos, 11 meses e 19 dias na última semana.
Os desembargadores da 1ª Câmara Criminal analisaram os recursos dos réus e decidiram afastar as acusações de extorsão contra determinadas vítimas e manter outras. Desta forma, as penas de Chaules e dos outros 11 envolvidos foram reduzidas.
Como funcionava o esquema?
Chaules é empresário na região de Ariquemes (RO), dono de mais de 100 madeireiras. Ele foi condenado por coordenar uma organização criminosa que era composta, inclusive, por policiais da ativa e da reserva, além de outros indivíduos.
Segundo o processo, existia uma porteira bloqueando o trajeto denominado “Estrada no Chaules”, que dava acesso para lotes utilizados para extração de madeira na área conhecida como Soldado da Borracha. Essa porteira era vigiada por pessoas armadas, integrantes da organização criminosa, que cobravam “pedágios” para que as vítimas passassem pela porteira.
O grupo tinha toda uma logística de informações como “olheiros”, rádios e instalação de internet. Segundo o Ministério Público, o esquema era dividido em grupos e tarefas:
Gerente de contas
Coordenador de finanças
Coordenador da porteira
Grupo armado que atuava na porteira
Núcleo de vigilância dos lotes
Núcleo de limpeza dos lotes
Chaules foi preso em 2019, durante a Operação Deforest. A investigação que culminou na operação começou a partir de denúncias feitas ao MP-RO por moradores da região do Vale do Jamari que estariam sendo ameaçados e extorquidos pelo grupo composto por empresários, policiais, pistoleiros, entre outras pessoas.
Chaules foi preso em 2019 em Ariquemes.
Polícia Federal/Reprodução
A audiência de instrução do caso de Chaules foi determinada pelo TJ-RO como “histórica” pela complexidade e duração: foram 36 dias de audiência e 96 pessoas ouvidas.
O que diz a defesa de Chaules?
Ao g1, a assessoria informou que vai recorrer da decisão tomada pela Corte para fazer valer o voto divergente do. Abaixo, leia a nota na íntegra:
“A defesa de Chaules Volban Pozzebon, conduzida pelas bancas Aury Lopes Jr. Advogados e Job Ferreira Advogados, afirma que irá recorrer da decisão tomada por maioria pela 1ª Câmara Criminal do TJRO, buscando fazer valer o voto divergente do Relator Des. Jorge Leal que analisou de forma muito mais correta e coerente com a prova produzia nos autos, absolvendo Chaules da quase totalidade das imputações e reduzindo a pena de 99 anos para 17 anos de reclusão”.
STF mantém prisão de Chaules Volban Pozzebon
Bugio ameaçado de extinção chama atenção de moradores ao escalar torre de telefonia de 30 metros de altura e invadir casas; VEJA VÍDEO

Bugio é avistado por moradores em uma torre de 30 metros, em Tupi Paulista (SP)
Um bugio (Alouatta sp) tem chamado a atenção de moradores de Tupi Paulista (SP) por conta de sua aparição na zona urbana da cidade, inclusive no topo de uma torre de telefonia celular, de aproximadamente 30 metros de altura, nos últimos dias (veja o vídeo acima). A espécie é ameaçada de extinção no Estado de São Paulo.
A comerciante Claudia Mantuanelli de Oliveira, que mora a duas quadras de distância da torre onde o animal tem sido visto, conversou com o g1, nesta quinta-feira (4), e disse que a Polícia Militar Ambiental foi acionada, mas pontuou que “não tinha o que fazer” sobre o caso.
“A vizinha [da torre] ligou para a Polícia Ambiental e eles vieram, olharam e falaram que não tinha o que fazer e que era para não alimentar ele. Ele ficou dois dias nesta torre, lá em cima. Nesta quarta-feira [3], o bugio andou no quintal da mulher, que é vizinha da torre. Depois que começaram a colocar na rede social que ele estava aqui, algumas pessoas comentaram que já faz quase um mês que o animal está aqui em Tupi, e ninguém faz nada”, explicou Claudia.
Bugio se abrigou em torre de telefonia celular de 30m de altura, em Tupi Paulista (SP)
Micheli Menegatti
A fisioterapeuta Joisiany Ceber Anselmi, que também é moradora da cidade, confirmou que o animal surgiu em Tupi Paulista há um mês.
“Já tem um mês que ele está sendo visto. Ele estava sendo visto no Jardim Primavera e, agora, ele está nesta torre. Durante o dia, pelo jeito, ele está dormindo, porque a gente não consegue achar ele. E, à noite, de tardezinha, ele já começa a aparecer”, disse Joisiany ao g1.
Joisiany disse que, nesta quinta-feira (4), o bugio estava na casa de uma conhecida dela, em cima do muro, mas o animal, em questão de segundos, saiu do local. Ela ainda citou a preocupação das pessoas com o primata.
“As pessoas estão preocupadas com ele subindo a torre e acontecer algum acidente. A nossa preocupação é ele passar por algum transtorno, se assustar, se estressar, ser atropelado, algo do tipo”, completou ao g1.
Bugio se abrigou em torre de telefonia celular de 30m de altura, em Tupi Paulista (SP)
Micheli Menegatti
Ameaça de extinção
A espécie, do gênero Alouatta, faz parte de uma família de primatas que está ameaçada no Estado de São Paulo devido a “grandes intervenções ambientais”, de acordo com o biólogo, especialista em gestão ambiental, professor e fotógrafo de natureza Helder Telles Stapait.
Nestas circunstâncias, o especialista pontuou que o animal “oferece riscos devido à extrema proximidade com a população em área urbanizada”.
“Estes animais são silvestres, selvagens, que estão em busca de lugares e condições para se estabelecerem. O motivo de ele estar aí, nesta área urbanizada, pode ser uma altíssima supressão de áreas verdes. Uma intervenção na área de preservação ambiental, florestas, qualquer fragmento de mata onde o bando possa estar estabelecido”, argumentou ao g1.
O professor também citou que, em determinados casos, o grupo pode “expulsar um indivíduo, que vai se aventurar em novas regiões e pode ser que ele adentre em áreas urbanizadas”.
Bugio se abrigou em torre de telefonia celular de 30m de altura, em Tupi Paulista (SP)
Cedida
Orientações
Stapait recomendou que as pessoas “jamais mantenham contato com estes animais”. Isso porque, quanto maior o contato, “maior vai ser a confiança deste animal se aproximar das pessoas com base na relação de troca”.
“Isso pode gerar um problema muito grande quando faltar o alimento que essas pessoas possam vir a trazer para ele, aí ele pode se tornar um animal agressivo, para adquirir o alimento, e atacar estas pessoas”, disse ao g1.
A primeira coisa que as pessoas devem fazer, ao avistarem este tipo de animal em sua propriedade, ainda conforme o biólogo, é “acionar a Polícia Militar Ambiental”.
“É extremamente importante que o Poder Público tenha conhecimento da ocorrência de avistamento destes animais na área urbanizada”, complementou.
Bugio se abrigou em torre de telefonia celular de 30m de altura, em Tupi Paulista (SP)
Micheli Menegatti
Quando o homem avança com construções, indústrias e fábricas, novas áreas acabam exploradas. “Aqui na região do Pontal do Paranapanema, nós tivemos ao longo de muitos e muitos anos, mais especificamente nos últimos 40 anos, uma enorme exploração com muitos impactos ambientais gravíssimos”, ressaltou Stapait.
“O maior inimigo dessas espécies é a intervenção humana. É essa intervenção que está inviabilizando o sucesso dessa espécie, a permanência dessa espécie, a sobrevivência deles”, destacou.
São os fatores ligados à interferência humana que podem ser um dos motivos do aumento desses registros, cada vez mais próximos da área urbana, segundo o biólogo.
Bugio se abrigou em torre de telefonia celular de 30m de altura, em Tupi Paulista (SP)
Micheli Menegatti
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Polícia Ambiental
O capitão da Polícia Militar Ambiental, Júlio César Cacciari de Moura, explicou sobre os procedimentos que foram realizados após as denúncias de que o bugio estaria na área urbana de Tupi Paulista.
“Recebemos e atendemos a solicitação de um primata da espécie bugio que adentra, por vezes, a área urbana de Tupi Paulista. Fomos ao local e, no momento do atendimento, o animal foi visualizado no alto de uma torre. A realização de contenção e captura (mecânica ou química) não é adequada no momento, por expor o animal a riscos”, pontuou Moura ao g1.
Polícia Ambiental foi acionada após denúncia sobre aparição do bugio, em Tupi Paulista (SP)
Cedida
O oficial argumentou que a Polícia Ambiental acompanha a situação “para ações, caso necessárias”, e que o animal, diariamente, “entra em alguns lotes urbanos com árvores frutíferas”.
A orientação do capitão é para “não estimular a presença do animal silvestre, não deixando alimentos disponíveis para que naturalmente ele retorne para seu habitat”. Ele ainda citou que a espécie é “bastante presente naquela região”.
Bugio também foi avistado em telhados de residências, na área urbana, em Tupi Paulista (SP)
Cedida
Defesa Civil
O coordenador da Defesa Civil de Tupi Paulista, Dorival Blini, disse ao g1 que a Polícia Ambiental foi acionada por moradores, e não pelo órgão, para localizar o bugio.
Blini ainda citou que, na próxima segunda-feira (8), a Defesa Civil irá comunicar a polícia para que as providências sejam tomadas.
Torre de telefonia celular de 30m de altura, onde bugio se abrigou, em Tupi Paulista (SP)
Micheli Menegatti
Bugio também foi avistado em muros de residências, na área urbana, em Tupi Paulista (SP)
Cedida
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Briga em frente a bar termina com homem morto a facadas em Manga

Um homem de 39 anos foi morto a facadas durante uma briga em frente a um bar no bairro Boa Vista, em Manga, na madrugada deste domingo (22). A vítima foi identificada como Gleiciano Rodrigues Alves. Segundo a Polícia Militar, o dono do estabelecimento, de 51 anos, foi preso suspeito do crime.
A polícia foi chamada pouco depois da meia-noite, após moradores relatarem uma confusão na porta do bar. Quando os militares chegaram, encontraram Gleiciano caído no chão, com muito sangue ao redor do corpo. Uma equipe do Samu esteve no local e confirmou a morte.
Durante buscas pelo bairro, os militares localizaram o dono do bar em uma casa próxima, na Rua José de Alencar, com cortes na cabeça e sangramento. Ele foi levado para o Hospital Fundação Amparo do Homem do Campo, onde recebeu atendimento médico e, depois de liberado, foi encaminhado para a delegacia.
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À PM, o homem contou que Gleiciano chegou ao estabelecimento aparentemente embriagado e começou a importunar pessoas que estavam nas mesas do lado de fora.
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Segundo ele, após a discussão, cobrou uma dívida e pediu que a vítima deixasse o local. Ainda conforme o relato, Gleiciano teria ido até a própria casa, a cerca de 150 metros dali, e retornado com um pedaço de madeira e um facão.
O suspeito afirmou que foi atingido na cabeça e que, durante a briga, usou uma faca e atingiu Gleiciano no peito.
No local, foram apreendidos a faca, o facão e o pedaço de madeira que teriam sido usados na briga. O caso será investigado pela Polícia Civil.
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Adolescente é flagrado fracionando crack embaixo de pé de manga, em Buritizeiro

Droga apreendida pela PM
Polícia MIlitar
Um adolescente, de 16 anos, foi flagrado fracionando crack embaixo de um pé de manga, em Buritizeiro, nesta terça-feira (17).
Segundo a Polícia Militar, uma equipe fazia patrulhamento quando recebeu informações de que um homem — que já era conhecido pelo envolvimento com o tráfico de drogas e homicídio — havia recebido um carregamento de entorpecentes e estaria fazendo a divisão e a embalagem das substâncias em sua casa, no bairro Bandeirante.
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Um dos policiais foi para os fundos do imóvel e outros dois seguiram para a parte da frente. Pelo muro, um dos militares viu o adolescente, sentado embaixo de um pé de manga, fracionando crack. Em seguida, a PM entrou na residência, mas o jovem conseguiu fugir pulando muros.
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Conforme a PM, embaixo da árvore, foram apreendidas 101 pedras de crack, uma porção de cocaína e duas lâminas usadas para manipular a droga.
Buscas foram feitas, mas o adolescente não foi localizado.
O material apreendido foi levado para a delegacia da Polícia Civil.
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População enfrenta medo no centro de Belo Horizonte durante a madrugada
Sem policiamento ostensivo, pessoas têm medo de passar pelo hipercentro da capital mineira
Pessoas que passam pelas ruas e avenidas de Belo Horizonte durante a madrugada são obrigadas a enfrentar o medo e o risco de violência nos pontos de ônibus, nas passarelas e praças da cidade.
NNo hipercentro, bases móveis da Polícia Militar (PM) são um alívio para quem ainda circula. Mas elas só funcionam até 23h30. A partir daí, quando os policiais vão embora, é difícil se sentir seguro na capital.
A cidade vazia é um convite a quem prefere o anonimato. O MG2 flagrou uso de drogas em vários pontos do centro da cidade.
Um dos pontos mais críticos do hipercentro é a passarela que liga a Região do bairro da Lagoinha à rodoviária. A travessia é longa e escura. Em alguns pontos há lâmpadas queimadas ou nenhuma iluminação.
A Polícia Militar informou que há uma base móvel na Praça Rio Branco que funciona 24 horas e que estratégias estão sendo estudadas para melhorar a segurança na região.
Corpo de jovem que morreu afogado enquanto nadava com amigos é encontrado em Varzelândia

Lagoa onde as buscas forma feitas
Corpo de Bombeiros
O corpo de um jovem, de 20 anos, que morreu afogado enquanto nadava com amigos na zona rural de Varzelândia foi encontrado nesta quarta-feira (18).
Segundo as informações do Corpo de Bombeiros, uma equipe de Januária foi até uma propriedade rural, a cerca de 160 quilômetros, após ser acionada para uma ocorrência de afogamento.
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Testemunhas contaram que o jovem nadava com os amigos na lagoa nesta terça-feira (17) quando submergiu e não foi mais visto.
Usando equipamentos para buscas subaquáticas e de proteção individual, os militares iniciaram as buscas na manhã desta quarta, já que não havia visibilidade para atuação no período noturno.
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Conforme o Corpo de Bombeiros, logo nas primeiras horas do dia, enquanto faziam varredura no último ponto onde o jovem foi visto, a equipe o encontrou submerso a uma profundidade aproximada de cinco metros.
O corpo da vítima foi resgatado e liberado para ser levado ao Posto Médico Legal de Januária, conforme as orientações repassadas pela Polícia Civil.
“O Corpo de Bombeiros Militar reforça a importância da autopreservação, orientando a população a redobrar os cuidados em áreas com presença de lagoas, rios, represas e canais, especialmente em zonas rurais”, destacou a corporação.
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Ex-prefeitos são presos durante operação do Ministério Público no Leste de Minas
O Ministério Público de Minas Gerais, em uma ação conjunta com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e as polícias Militar e Civil, cumpriu três mandados de prisão contra ex-prefeitos das cidades de Divino das Laranjeiras, Itabirinha e São Félix de Minas, no Leste de Minas Gerais. Os suspeitos são investigados por corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa, falsidade ideológica e fraude à licitação.
As prisões ocorreram durante a operação Octopus, na manhã desta quinta-feira (19). Segundo o MP, as investigações começaram no início deste ano e apontaram que o ex-prefeito de Divino das Laranjeiras, Edison Alves de Souza, recebia propina para favorecer contratos de empresas em um esquema que fraudava licitações relacionadas às obras púbicas do município entre os anos de 2009 e 2016.
Dentre as empresas beneficiadas pelo esquema de corrupção estavam as pertencentes aos ex-prefeitos de Itabirinha e de São Félix de Minas, Aurélio César Donádia e Wanderley Vieira de Souza, respectivamente. Em meio a essas licitações, o MP descobriu que em muitos desses casos o ex-prefeito de Divino das Laranjeiras acabava realizando contratos a seu favor utilizando o nome de laranjas como forma de esconder os verdadeiros proprietários.
A operação também revelou que mesmo após o término do seu mandato, o ex-prefeito Edison Alves de Souza continuava influenciando nas decisões de licitações do município através do seu sobrinho, que assumiu o cargo de prefeito em Divino das Laranjeira.
Prejuízos aos cofres públicos
Segundo o promotor Evandro Ventura, até o momento não é possível estimar o prejuízo causado, mas que as empresas podem ter lucrado até R$ 10 milhões. “Nós não conseguimos apurar efetivamente sobre o faturamento que as empresas ganharam com o contrato público e o que deixaram de fazer. Esse esquema gerou lucro para todos os lados, haja vista que no nosso levantamento inicial as empresas tinham, cada uma, 11, 12, 14 contratos gerando lucros acima de um R$ 1 milhão, R$ 2 milhões com cada contrato”.
Os ex-prefeitos estão em prisão preventiva em Governador Valadares. A operação também cumpriu 17 mandados de busca e apreensão, bloqueio de bens e valores. Durante a ação, foram apreendidas também duas armas de fogo, cinco automóveis e mais de um quilo de maconha.
O que dizem os envolvidos
A defesa de Aurélio César Donádia e de Wanderley Vieira de Souza informou que assim que tomar conhecimento dos documentos que constam nos autos irá tomar as medidas judiciais cabíveis para reverter o pedido de prisão preventiva. A defesa de Edison Alves de Souza não se manifestou até a publicação dessa matéria.
Polícia Civil apura possível desaparecimento de jovem em Juiz de Fora

Parentes de Caroline Germano da Silva estão sem informações do paradeiro dela desde 10 de julho
Reprodução/TV Integração
A 2ª Delegacia de Polícia Civil de Juiz de Fora está apurando o desaparecimento de Caroline Germano da Silva, de 20 anos, que saiu de casa no dia 10 de julho e não deu notícias sobre o paradeiro até esta quinta-feira (19).
O delegado responsável pelo caso, Eurico da Cunha Neto, está verificando se houve crime ou não e, para isso, deve ouvir depoimentos nos próximos dias.
Em entrevista ao MGTV, a mãe e o irmão da jovem pediram para não serem identificados, por não saberem o motivo que levou a jovem a sair de casa. A mãe contou que a garota sempre foi muito reservada, mas é a primeira vez que não sabe o paradeiro dela.
“Nunca saiu sem avisar. Se fosse na casa de qualquer parente, sempre falava”, afirmou.
De acordo com informações dos familiares, ela manteve contato com duas pessoas, que ainda não identificadas, antes de sumir.
“A prima chegou a adicioná-lo no Facebook, mas ele a bloqueou. Ela achou estranho e mandou a foto para a Polícia. Aí descobriram que o perfil era falso. Ele deu o endereço que morava em São Paulo, mas era falso. O outro sumiu também, não tem informação nenhuma”, narrou a mãe.
Um outro amigo da jovem contou aos parentes que, dois dias depois do desaparecimento, ela teria viajado para Uberlândia e que mandou para ele o comprovante da passagem do ônibus.
Amigo enviou para familiares imagem que indicaria que Caroline Germano da Silva comprou passagem para Uberlândia
Reprodução/TV Integração
Os familiares então procuraram a Polícia Civil, que solicitou as imagens do circuito interno da rodoviária, mas o monitoramento mostrou que a jovem não desembarcou na cidade do Triângulo Mineiro.
O rastreamento do celular dela indicou localização em uma estrada que liga Minas Gerais a Goiás (GO).
O irmão mais novo disse que mantém contato com ela por meio de um aplicativo de mensagens, mas que ainda não conseguiu informações sobre o paradeiro.
“Eu perguntei onde e com quem ela está, mas ela não responde. Às vezes, nem visualiza. Sempre (diz que) vai fazer alguma coisa, que vai dormir ou sair pra algum lugar. Nunca fica direto. Parece que é a ultima vez que ela está falando comigo, a última vez que vai entrar em contato”, comentou.
Quem tiver informações que ajudem na investigação pode repassar, de forma anônima, pelo telefone da PM, 190, ou pelo Disque-Denúncia Unificado (DDU), 181.
Ministérios repudiam ato de machismo contra árbitra no Brasileirão
Os Ministérios das Mulheres e do Esporte disseram repudiar com veemência as declarações do zagueiro Gustavo Marques, do Red Bull Bragantino, e manifestaram solidariedade à árbitra Daiane Muniz, que apitou o jogo do time contra o São Paulo, nas quartas de final do Campeonato Paulista, neste sábado (21).![]()
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O Red Bull Bragantino perdeu por 2 a 1 na partida apitada por por Muniz. Após a partida, o zagueiro disse que uma mulher não deveria apitar um jogo envolvendo grandes times. Ele alegou que o Bragantino foi prejudicado pela arbitragem.
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“Muniz é uma árbitra FPF/CBF/FIFA altamente qualificada e um homem na mesma posição jamais seria desqualificado pelo fato de ser homem. Ainda que houvesse discordância sobre sua atuação, sua competência não seria questionada por ser homem. Esse é o ponto central que precisa ser enfrentado”, diz a nota conjunta.
Os ministérios destacam ainda que o respeito às mulheres é inegociável e que mulheres devem estar onde quiserem: no campo, na arbitragem, na gestão, na imprensa ou em qualquer outro espaço. Ser mulher não diminui competência, autoridade ou capacidade.
“Seguiremos firmes na promoção da igualdade e no enfrentamento de qualquer forma de discriminação no esporte brasileiro. Vamos acompanhar atentamente os desdobramentos do caso na Justiça Desportiva, confiando na apuração dos fatos e na responsabilização cabível”, ressaltam as pastas.
Nota da FPF
A Federação Paulista de Futebol afirmou que recebeu a entrevista do atleta com profunda indignação e revolta e que a declaração em relação à árbitra Daiane Muniz reflete uma visão primitiva, machista, preconceituosa e misógina, incompatível com os valores que regem a sociedade e o futebol.
“É absolutamente estarrecedor que um atleta, em qualquer circunstância, questione a capacidade de um árbitro com base em seu gênero. A FPF tem orgulho de contar em seu quadro com 36 árbitras e assistentes e continua trabalhando ativamente para que este número cresça”, diz a nota publicada no site da instituição.
A FPF destaca que Daiane Muniz é uma árbitra FPF/CBF/FIFA “da mais alta qualidade técnica, correta e de caráter” e que reforça todo apoio a ela e a todas as mulheres que atuam ou desejam atuar em qualquer área do futebol.
“Nosso trabalho diário é para garantir que o futebol seja um ambiente seguro e justo para todas as mulheres. A FPF encaminhará tais declarações à Justiça Desportiva, para que esta tome todas as providências cabíveis”.
Pedido de desculpas
Em sua manifestação no site do clube, o Red Bull Bragantino reforçou o pedido de desculpas a todas as mulheres e, principalmente, à árbitra, dizendo que não compactua e repudia a fala machista do zagueiro.
“Ainda no estádio, o jogador e o diretor esportivo do clube, Diego Cerri, se dirigiram até o vestiário da arbitragem para pedir desculpas pessoalmente em nome da instituição e reconhecer o erro. Sabemos que o peso de uma eliminação é frustrante, mas nada justifica o que foi dito. Seja no futebol ou em qualquer meio da sociedade. O clube vai estudar nos próximos dias a punição que será aplicada ao atleta”.
Em suas redes sociais Marques escreveu um pedido de desculpas e disse que estava com a cabeça quente e muito frustrado com resultado obtido pela equipe e acabou falando o que não deveria nem podia. O jogador disse estar muito triste, que espera sair desse episódio sendo uma pessoa melhor e promete aprender com esse erro.
“Isso não justifica minha atitude e peço desculpas a todas as mulheres e em especial a Daiane, o que já fiz pessoalmente no estádio. Reconheço meu erro e a infelicidade da minha declaração”.
