American e United ficam com 8% da Azul após aporte de US$ 100 milhões em plano de recuperação judicial Saída da companhia brasileira do Chapter 11 foi anunciada na sexta-feira (20), com reestruturação de dívidas e novos aportes financeiros. Investimento da American ainda precisa ser aprovado pelo Cade. A Azul concluiu seu processo de recuperação judicial nos Estados Unidos em apenas nove meses, conforme anunciado pela companhia. A reestruturação resultou na redução de cerca de US$ 2,5 bilhões em dívidas, abrangendo empréstimos e obrigações de arrendamento de aeronaves. O plano de recuperação atraiu um total de US$ 850 milhões em novos investimentos em ações, fortalecendo o capital da empresa. American Airlines e United Airlines, com aportes de US$ 100 milhões cada, assumem o status de “acionistas de referência” na Azul. Imagem de arquivo de aeronave da Azul. — Foto: Jorge Júnior/Rede Amazônica A Azul informou, em coletiva nesta segunda-feira (23), que as empresas American Airlines e United Airlines terão, cada uma, 8% das ações da companhia com os aportes de 100 milhões de dólares anunciados no dia 19 de fevereiro. No caso da American, o acordo ainda precisa ser aprovado pelo Cade. Já a saída do Chapter 11, o Capítulo 11 da Lei de Falências dos Estados Unidos – mecanismo semelhante à recuperação judicial no Brasil – foi anunciada na noite de sexta-feira (20) pela companhia aérea brasileira. No comunicado, a companhia destacou que o processo foi concluído em nove meses. Segundo o CEO da Azul, John Rodgerson, a United já era parceira da companhia brasileira há mais de 12 anos e participou do conselho da empresa nesse período. Agora, com a nova estrutura societária, American e United passarão a ser “acionistas de referência”, embora nenhuma das duas tenha direito automático a indicar membros ao conselho — condição prevista dentro do plano aprovado na Justiça dos Estados Unidos. Além do aporte financeiro, o acordo também envolve ampliação de parcerias comerciais. A Azul mantém um acordo de compartilhamento de voos (codeshare) com a United, e agora deverá adotar um modelo semelhante com a American. Resultados apresentados pela Azul Azul diz recuperação judicial reduziu dívida de empréstimos e financiamentos em US$ 1,1 bi Somada à queda nas obrigações de arrendamento (aluguel) de aeronaves, que foi de cerca de 40%, a redução nos dividendos chega a aproximadamente 2,5 bilhões de dólares. Além disso, a companhia afirmou que saiu do processo com 850 milhões de dólares em novos investimentos em ações. Os outros resultados indicados pela companhia são: redução dos pagamentos anuais de juros em mais de 50% em comparação aos níveis anteriores ao Capítulo 11;redução em cerca de um terço dos custos recorrentes com arrendamento de aeronaves;captação de aproximadamente 1,375 bilhão de dólares da emissão de Notas Seniors e 950 milhões de dólares por meio de compromissos em equity. Imagem de arquivo mostra avião da Azul no aeroporto de Fernando de Noronha — Foto: Ana Clara Marinho/g1 Ops!
Trump volta a criticar a Suprema Corte por decisão sobre tarifas
por Redação
Fonte da Noticia Redação
Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que o tribunal, apesar de restringir sua atuação, acabou lhe dando “muito mais poder e força” para agir contra parceiros comerciais. “A Suprema Corte dos Estados Unidos, por um completo desrespeito, me deu acidentalmente e sem querer muito mais poder e força do que eu tinha antes de sua ridícula, estúpida e extremamente divisiva internacionalmente decisão”, escreveu. Segundo Trump, a decisão do tribunal de barrar as tarifas permitiria o uso de outros instrumentos legais para pressionar países estrangeiros. “Posso usar autorizações comerciais para fazer coisas absolutamente ‘terríveis’ com países estrangeiros, especialmente aqueles que vêm nos explorando há décadas”, declarou. Trump também criticou o fato de, segundo ele, a decisão impedir a cobrança direta de taxas por meio dessas autorizações comerciais. “Todas as licenças [autorizações comerciais] cobram taxas. Por que os Estados Unidos não podem fazer isso? Você faz uma licença para receber uma taxa”, afirmou, acrescentando que a Corte “não explica isso, mas eu sei a resposta”. Em tom duro, o presidente disse que os ministros erraram ao favorecer, em sua visão, outros países. “Nossa Suprema Corte incompetente fez um grande trabalho para as pessoas erradas, e por isso deveria se envergonhar”, escreveu, fazendo uma exceção a três ministros que votaram contra a derrubada de tarifas, que chamou de “os grandes três”. EUA encerram parte do tarifaço Com isso, foram invalidadas as chamadas tarifas “recíprocas”, que estavam no centro da política comercial do governo. Em resposta ao revés judicial, Trump recorreu a outros instrumentos da legislação comercial americana, como a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que permite a adoção de tarifas temporárias por até 150 dias, e à Seção 301, usada para investigar práticas consideradas desleais por parceiros comerciais. A nova tarifa de 10% será aplicada de forma geral, mas terá exceções, como produtos do Canadá e do México dentro do acordo USMCA (Acordo EUA-México-Canadá), alguns alimentos, medicamentos, minerais críticos, energia e certos eletrônicos. As tarifas já existentes sobre aço e alumínio não foram afetadas pela decisão da Suprema Corte e continuam em vigor. Trump fala sobre o tarifaço — Foto: Kevin Lamarque/Reuters
Dólar opera em alta com tarifas de Trump no radar e novas projeções do Focus; Ibovespa recua
por Redação
Fonte da Noticia Redação
▶️ Nos Estados Unidos, a Suprema Corte derrubou na sexta-feira (20) as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump, o que manteve o tema comercial no centro do radar dos investidores. Em reação, o republicano afirmou que dispõe de “métodos ainda mais fortes” para impor novas tarifas e disse que outras alternativas estão em estudo. ▶️ A política tarifária ganhou novos contornos no sábado (21), quando Trump anunciou que a alíquota subiria de 10% para 15%, reforçando o tom mais agressivo na estratégia comercial. ▶️ Na sexta-feira, após a decisão da Corte, o Ibovespa subiu 1,06% e fechou a 190.534 pontos, acima dos 190 mil pela primeira vez. No câmbio, o dólar caiu 0,98%, a R$ 5,1758, menor nível desde maio de 2024. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar Acumulado da semana: -1,02%;Acumulado do mês: -1,37%;Acumulado do ano: -5,70%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +2,18%;Acumulado do mês: +5,06%;Acumulado do ano: +18,25%. Suprema Corte dos EUA derruba tarifaço Por 6 votos a 3, a maioria dos juízes concluiu que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) não permite ao presidente criar tarifas por conta própria. Trump argumentava que a lei de 1977 autoriza o presidente a adotar esse tipo de medida em situações excepcionais. O presidente da Corte, John Roberts, foi o relator da decisão e liderou a maioria. Os juízes Clarence Thomas, Samuel Alito e Brett Kavanaugh foram os votos vencidos. Roberts afirmou que Trump precisa de uma “autorização clara do Congresso” para justificar o tarifaço, citando precedente da própria Suprema Corte. A decisão atinge principalmente as chamadas tarifas recíprocas, que representam o núcleo da estratégia tarifária do governo. Outras tarifas em vigor, como as aplicadas sobre aço, alumínio e fentanil, continuam valendo. Resposta de Trump As novas taxas, previstas para entrar em vigor às 00h01 (horário de Washington) da terça-feira (24), atingem todos os países que mantêm relações comerciais com os EUA. Há, no entanto, exceções para determinados produtos, como minerais críticos, produtos agrícolas e componentes eletrônicos. O especialista em comércio exterior Jackson Campos explica que, após a decisão do tribunal e o novo anúncio de Trump no sábado, o resultado final é uma sobretaxa de 15% sobre produtos brasileiros. “Para a maioria dos produtos, permanece a tarifa normal do item [ou seja, as taxas já em vigor antes do tarifaço de 2025], acrescida do novo adicional temporário global de 15%”, afirma. Campos lembra ainda que a entrada de aço e alumínio brasileiros nos EUA continua com alíquotas de 50%, que se somam aos 15% recém-anunciados, mantendo o custo desses insumos elevado. Agenda econômica O boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (23) pelo Banco Central, mostra que os economistas reduziram a previsão de inflação para 2026 de 3,95% para 3,91%. Esse foi o sétimo corte seguido na estimativa. Se o cenário se confirmar, a inflação medida pelo IPCA ficará abaixo do resultado de 2025, quando atingiu 4,26%. Para 2027, a projeção de inflação foi mantida em 3,80%. O mercado também continua esperando queda dos juros: a estimativa para a taxa básica ao fim de 2026 caiu de 12,25% para 12,13% ao ano, enquanto a previsão para 2027 permaneceu em 10,50%. Em relação à atividade econômica, os analistas elevaram levemente a expectativa de crescimento do PIB em 2026, de 1,80% para 1,82%. Já para o dólar, a projeção é de recuo em 2026, mesmo em ano eleitoral, passando de R$ 5,50 para R$ 5,45. Para 2027, a estimativa seguiu estável em R$ 5,50. Mercados globais Em Wall Street, a semana começa sob um ambiente de incerteza após novas mudanças na política tarifária anunciadas pelo presidente Donald Trump. A Suprema Corte derrubou a maior parte das tarifas anteriores, o que levou o governo a anunciar rapidamente novas taxas, primeiro de 10% e depois de 15%, com vigência prevista por alguns meses. Esse movimento gerou dúvidas entre empresas e investidores, especialmente sobre custos e cadeias de fornecimento, o que dificulta o planejamento dos negócios. Antes da abertura dos mercados, os índices futuros operavam em queda: o Dow Jones recuava 0,3%, o S&P 500 também caía 0,3% e o Nasdaq registrava baixa de 0,5%. Na Europa, o tom foi de leve pressão sobre os mercados. Sem grandes notícias internas, o humor dos investidores refletia principalmente as preocupações vindas do exterior, em especial dos EUA. O índice STOXX 600 recuava 0,3% pela manhã. O DAX, da Alemanha, caía 0,5%, aos 25.137,69 pontos, enquanto o CAC 40, em Paris, ficava estável em 8.515,65 pontos. O FTSE 100, no Reino Unido, também operava praticamente estável, em 10.685,10 pontos. Na Ásia, parte das principais bolsas, como Japão e China continental, permaneceu fechada por feriados, reduzindo o volume de negociações na região. O Hang Seng, em Hong Kong, subiu 2,5%, aos 27.081,91 pontos. Na Coreia do Sul, o Kospi avançou 0,7%, para 5.846,09 pontos. Em Taiwan, o Taiex teve alta de 0,5%, enquanto o Sensex, na Índia, subiu 0,6%. Já o SET, da Tailândia, encerrou o dia praticamente estável.
Duas startups acreanas são escolhidas em programa que destina recursos na área de bioeconomia
por Redação
Fonte da Noticia Redação

Programa incentiva inovação no desenvolvimento sustentável da Amazônia
Flávio Forner/Arquivo pessoal
Incentivar novos negócios e tecnologias para atender as demandas da cadeia produtiva da Amazônia. Esse é o objetivo do Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio), uma política pública da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) que atua com a destinação de recursos em toda a Amazônia, e esta semana esteve no Acre para escolher projetos.
Foram selecionados os projetos Hylaea, de insumos farmacêuticos, e Encantos da Floresta, que utiliza o sangue de dragão, um óleo de origem vegetal, contra úlceras diabéticas.
O gerente do PPBio, Paulo Simonetti, explica que o programa surgiu com forma de investimento no polo industrial de Manaus, mas busca agora ampliar a zona de abrangência. Segundo ele, os projetos escolhidos recebem R$ 500 mil reais cada.
“Esse evento faz parte de uma sequência de atividades para descentralizar esse investimento, sair da zona metropolitana de Manaus, e começar a investir em outros estados. Estamos com uma banca com várias instituições parceiras do estado do Acre, escolhendo duas startups. Cada uma vai receber 500 mil reais, para se estruturar, sair do papel”, conta.
Os participantes foram apresentados às exigências legais do PPBio, e no segundo dia fizeram a exposição de seus projetos à banca para comprovar que estão no enquadramento legal do programa.
Simonetti ressalta que a importância do recurso é auxiliar esses projetos inovadores a se posicionar no mercado.
“Essas empresas muitas vezes não encontram no seu ambiente uma estrutura que possa fornecer o que é necessário para se manter no mercado. Acredito que é de fundamental importância esse recurso, não só para ela se estruturar”, finaliza.
Bioeconomia sustentável: projetos do Acre podem receber até R$ 1 milhão em investimento
Colaborou Agatha Lima, da Rede Amazônica Acre.
Em declaração, Brasil e China veem necessidade de ‘ação urgente’ para conservação da natureza
por Redação
Fonte da Noticia Redação

Lula e Xi Jiping assinam 15 acordos de parceria em Pequim
Ricardo Stuckert/Presidência da República
Os governos do Brasil e da China emitiram nesta sexta-feira (14) uma declaração conjunta em que dizem reconhecer que a mudança climática é um dos “principais desafios” da atualidade e que veem necessidade de “ação urgente” para a conservação da natureza.
O documento foi divulgado após os encontros bilaterais entre representantes do Brasil e do país asiático – o principal deles entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Xi Jinping. O petista está na China desde o início da semana em visita oficial, acompanhado de uma numerosa comitiva.
“Os presidentes Lula e Xi reconheceram que a mudança climática representa um dos maiores desafios de nosso tempo e que o enfrentamento desta crise contribui para construir um futuro compartilhado de prosperidade equitativa e comum para a humanidade”, diz trecho do comunicado conjunto.
“O Brasil e a China enfatizam a necessidade de combinar uma ação urgente para o clima com a conservação da natureza para alcançar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), incluindo a erradicação da pobreza e da fome, sem deixar ninguém para trás”, acrescenta a nota dos dois países.
Brasil e China estão entre os cinco países que mais emitiram gases do efeito estufa, segundo levantamento foi feito pelo think tank internacional Carbon Brief.
Dividida em 14 pontos, a declaração diz também que os dois países se comprometem a “ampliar, aprofundar e diversificar a cooperação bilateral sobre o clima”.
Cobrança aos países desenvolvidos
China e Brasil dizem ainda que os países desenvolvidos têm “responsabilidade histórica” pela emissão de gases do efeito estufa e devem assumir um papel de liderança na ampliação de ações climáticas, como o financiamento de medidas relacionadas ao tema.
“Continuamos muito preocupados com que o financiamento climático fornecido pelos países desenvolvidos continue a ficar aquém do compromisso de US$ 100 bilhões por ano, como tem acontecido todos os anos desde que a meta foi estabelecida em 2009, mesmo quando o montante real necessário ultrapassava de longe esse compromisso”, afirmam Brasil e China.
“Exortamos os países desenvolvidos a honrarem suas obrigações não cumpridas de financiamento climático e a se comprometerem com sua nova meta quantificada coletiva que vai muito além do limite de US$ 100 bilhões por ano”, completam os países no comunicado.
O documento diz ainda que Brasil e China “pretendem se engajar” na colaboração à eliminação do desmatamento e da exploração de madeira ilegal.
‘Ninguém vai proibir que o Brasil aprimore sua relação com a China’, diz Lula em reunião com presidente chinês
Íntegra
Leia a íntegra da declaração conjunta dos dois países:
1. Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Xi Jinping reuniram-se em Pequim em 14 de abril de 2023. Durante sua conversa, os presidentes Lula e Xi reconheceram que a mudança climática representa um dos maiores desafios de nosso tempo e que o enfrentamento desta crise contribui para construir um futuro compartilhado de prosperidade equitativa e comum para a humanidade.
2. A comunidade científica internacional tem mostrado, de maneira inequívoca, que a atividade humana está mudando o sistema climático global e criando novos desafios para o desenvolvimento sustentável dos países em desenvolvimento. Os países desenvolvidos têm responsabilidade histórica pelas emissões de gases de efeito estufa e devem assumir a liderança na ampliação das ações climáticas, alcançando a neutralidade climática antes de 2050, fornecendo financiamento climático e respeitando o direito ao desenvolvimento e o espaço político dos países em desenvolvimento.
3. O Brasil e a China enfatizam a necessidade de combinar uma ação urgente para o clima com a conservação da natureza para alcançar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), incluindo a erradicação da pobreza e da fome, sem deixar ninguém para trás.
4. Brasil e China comprometem-se a ampliar, aprofundar e diversificar a cooperação bilateral sobre o clima, bem como esforços conjuntos para uma melhor governança global no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), de acordo com a equidade e o princípio de responsabilidades comuns, mas diferenciadas e respectivas capacidades, à luz das diferentes circunstâncias nacionais, no contexto do desenvolvimento sustentável, do inalienável Direito ao Desenvolvimento e dos esforços para erradicar a pobreza e a fome.
5. Sob a égide da UNFCCC, o Acordo de Paris nos oferece um guia para coletivamente manter o aumento da temperatura média global bem abaixo de 2ºC acima dos níveis pré-industriais e para perseguir esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5ºC acima dos níveis pré-industriais. Estamos determinados a fortalecer ainda mais o multilateralismo, inclusive com todos os nossos parceiros dentro do Grupo dos 77 e da China (G77+China), com vistas a um modelo de solidariedade climática que seja coletivo, que rejeite o unilateralismo e as barreiras comerciais verdes, e que esteja firmemente fundamentado em valores de solidariedade e cooperação em nossa comunidade internacional.
6. Saudamos a mensagem política central da COP27, em particular a necessidade de meios de implementação para os países em desenvolvimento, em momento em que o Acordo de Paris está sendo implementado em conformidade com a melhor ciência disponível e com base na equidade e no princípio de responsabilidades comuns, mas diferenciadas, e respectivas capacidades, à luz das diferentes circunstâncias nacionais.
7. Os países em desenvolvimento requerem apoio previsível e adequado dos países desenvolvidos, incluindo financiamento climático com escopo, escala e velocidade necessários e comensuráveis, bem como acesso à tecnologia e aos mercados para garantir e possibilitar seu desenvolvimento sustentável. Considerando que a implementação de uma transição justa para uma economia de baixo carbono e resiliente ao clima nos países em desenvolvimento custará trilhões de dólares, como apresentado no primeiro Relatório sobre a determinação das necessidades dos países em desenvolvimento relacionadas à implementação da UNFCCC e de seu Acordo de Paris, continuamos muito preocupados com que o financiamento climático fornecido pelos países desenvolvidos continue a ficar aquém do compromisso de US$ 100 bilhões por ano, como tem acontecido todos os anos desde que a meta foi estabelecida em 2009, mesmo quando o montante real necessário ultrapassava de longe esse compromisso. Exortamos os países desenvolvidos a honrarem suas obrigações não cumpridas de financiamento climático e a se comprometerem com sua nova meta quantificada coletiva que vai muito além do limite de US$ 100 bilhões por ano e fornecer um roteiro claro de duplicação do financiamento da adaptação. Tal provisão de meios de implementação para os países em desenvolvimento é a ambição climática que o mundo precisa para fortalecer a implementação da UNFCCC e de seu Acordo de Paris.
8. Estamos determinados a contribuir para uma COP28 bem sucedida com o foco na implementação, em Dubai, no final deste ano. Como principal mecanismo para promover a implementação e ambição em todos os aspectos do Acordo de Paris sob a UNFCCC, o Estoque Global deve ser eficaz na avaliação e identificação de lacunas de implementação no âmbito do regime climático, enquanto prospectivamente lança as bases para que os países desenvolvidos assumam a liderança na redução de emissões e preencham as lacunas pendentes nos meios de implementação para os países em desenvolvimento.
9. Os resultados do Estoque Global e do 6º Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) (AR6) serão importantes para informar os países na apresentação de sua próxima rodada de contribuições determinadas nacionalmente (NDCs) ao Acordo de Paris em 2025, de forma determinada nacionalmente e levando em conta as diferentes circunstâncias nacionais, na COP30. A China apoia a candidatura brasileira para sediar a COP30, já que a cúpula de 2025 será fundamental para o próprio futuro da resposta global às mudanças climáticas.
10. Saudamos os esforços de cientistas brasileiros e chineses para participar ativamente da eleição do Escritório AR7 do IPCC e sua dedicação às avaliações científicas sobre a mudança climática global.
11. Congratulamo-nos e estamos determinados a continuar nossos respectivos e ambiciosos esforços e progresso climático em nossos países, e nos comprometemos a ampliar, aprofundar e diversificar nossa cooperação bilateral em questões climáticas, em áreas como transição para uma economia global sustentável e de baixo carbono; cidades inteligentes; infraestrutura verde; desenvolvimento de indústrias verdes; energias renováveis, incluindo acesso e apoio a comunidades isoladas; mobilidade elétrica; inovação, pesquisa e desenvolvimento de tecnologias verdes; e finanças e investimentos verdes. Pretendemos nos engajar de forma colaborativa no apoio à eliminação do desmatamento e da exploração madeireira ilegal global através da aplicação efetiva de suas respectivas leis de proibição de importações e exportações ilegais. Continuaremos a cooperar no desenvolvimento e compartilhamento de tecnologias, incluindo o novo satélite CBERS 6, que permitirá um melhor monitoramento da cobertura florestal. Além disso, promoveremos o intercâmbio de conhecimentos, melhores práticas e outras formas de cooperação para conservação e manejo sustentável das florestas, regeneração e reflorestamento de áreas degradadas.
12. O Brasil e a China promoverão diálogos políticos e compartilhamento de experiências sobre investimentos e finanças climáticas.
13. O Brasil e a China decidem estabelecer um Subcomitê de Meio Ambiente e Mudança Climática sob o Comitê de Coordenação e Cooperação de Alto Nível China-Brasil (COSBAN).
14. O Presidente Lula agradeceu ao Presidente Xi e ao governo chinês pela calorosa acolhida dada à delegação brasileira durante sua visita.
Receptor acústico na Praia do Sueste vai monitorar tubarões em Fernando de Noronha
por Redação
Fonte da Noticia Redação

Pesquisadores e profissionais do ICMBio colocaram o equipamento no Suste
Bruna Roveri/ICMBio
Os pesquisadores da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) instalaram um receptor acústico na Praia do Sueste, em Fernando de Noronha, para monitorar os tubarões na área. O equipamento tem a função de captar pulsos sonoros emitidos por transmissores acústicos que foram colocados em tubarões limão e tigre.
O trabalho tem a aprovação do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio). O Sueste é a praia onde ocorreram dois incidentes considerados mais graves que envolveram tubarões e banhistas.
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Em 2015, o turista Márcio de Castro foi atacado por um tubarão e perdeu um braço. Em janeiro de 2022, uma garota de oito anos foi mordida por um tubarão e perdeu uma perna.
A UFRPE tem realizado estudo em Noronha desde 2016, quando os tubarões passaram a ser marcados e receberam transmissores acústicos para monitoramento.
O trabalho é coordenada pelo pesquisador Paulo Oliveira e conta com a participação da pesquisadora Daniele Viana, que detalhou o uso do equipamento.
“Nós usamos um sistema de telemetria acústica, composto por transmissores colocados nos tubarões e receptores que detectam os sinais enviados pelos transmissores. Com esse sistema conseguimos identificar a localização do animal marcado num raio de 700 metros”, informou Daniele Viana.
Receptor acústico capta sinais de tubarões marcados
Rihel Venuto/ICMBio
O estudo conta com 13 receptores em pontos da ilha. Os pesquisadores afirmaram que dois receptores foram instalados anteriormente no Sueste, mas os equipamentos sumiram. Desde 2021 não havia informações desta área.
“Temos um intervalo grande sem dados do Sueste. Os dois últimos receptores colocados na área sumiram; foram retirados do local. Esses equipamentos estavam numa região baixa, visível. Possivelmente alguém foi lá e retirou esse material. Era uma área protegida, o equipamento não poderia ter sumido apenas por uma ação marinha”, declarou Daniele Viana.
O chefe do setor de pesquisa do ICMBio Noronha, Ricardo Araújo, afirmou que órgão vai fazer um acompanhamento rotineiro para evitar a perda do equipamento instalado no dia 29 de março no Sueste.
Praia fechada
A Praia do Sueste foi fechada para uso público desde o incidente registrado em 2022.
O ICMBio liberou o mergulho, a partir de março deste ano, mas a área voltou a ser fechada porque foram identificados riscos.
A pesquisadora Daniele Viana disse que a Praia do Sueste deveria permanecer fechada.
“Seria interessante para Fernando de Noronha manter uma área como o Sueste fechada. Não apenas para evitar incidentes com tubarões, mas para evitar poluição. Substâncias usadas nos filtros solares estão causados danos genômicos nos tubarões e outras espécies de Noronha. Manter a área fechada seria interessante ecologicamente falando. Torço que essa área permaneça fechada para sempre”, declarou a pesquisadora.
VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias
Carreta carregada com laranjas pega fogo na BR-251 e fica destruída; VÍDEO
por Redação
Fonte da Noticia Redação

VÍDEO: Carreta carregada com laranjas pega fogo na BR-251
Uma carreta carregada com laranjas pegou fogo na BR-251, perto do trevo que dá acesso ao município de Grão Mogol, neste domingo (22).
Uma equipe do Corpo de Bombeiros de Salinas se deslocou para combater as chamas e, ao chegar ao local, encontrou o veículo já destruído. Os militares utilizaram cerca de cinco mil litros de água para conter o incêndio e realizar o resfriamento da carreta. A ação durou aproximadamente 40 minutos.
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Carreta pegou fogo na BR-251
Montagem/g1
Segundo os bombeiros, o motorista não se feriu. Não foi possível colher a versão dele sobre a dinâmica dos fatos, pois, quando a equipe chegou, ele havia saído para entrar em contato com o proprietário do veículo. As causas do incêndio são desconhecidas.
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A carreta estava parada no acostamento e parte da carga ficou espalhada às margens da rodovia. O trânsito ficou parcialmente obstruído apenas no momento em que a fumaça intensa comprometeu a visibilidade dos motoristas. A ocorrência mobilizou a Polícia Rodoviária Federal que ficou responsável pelo trânsito e limpeza da pista.
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Casal é preso após homem ser gravemente ferido a facadas em Arinos
por Redação
Fonte da Noticia Redação

Materiais apreendidos na ocorrência
Polícia Militar
Um casal foi preso após um homem ser gravemente ferido a facadas em Arinos. A ocorrência foi finalizada nesta terça-feira (17).
Segundo as informações da Polícia Militar, inicialmente, outro homem, de 48 anos, esteve no quartel da PM relatando que andava pela rua onde um rapaz, de 26 anos, e a esposa dele, de 24, residem, quando foi confundido com um desafeto do casal e acabou sendo atingido por um soco na nuca. Para revidar, também deu um soco no morador.
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Alguns instantes depois, o rapaz – que cumpre prisão domiciliar e é monitorado por tornozeleira eletrônica – se armou com uma faca e foi atrás dele. Como não o encontrou, feriu um homem que mora com ele, de 36 anos.
A vítima foi socorrida pelo Samu e levada ao hospital local com dois cortes, no tórax e na região cervical, perto da jugular. Por conta do estado grave, precisou ser levada para outra unidade de saúde.
A PM fez buscas e prendeu o suposto autor das facadas em sua casa. Ao ser questionado, ele optou por permanecer em silêncio. No momento da prisão, a esposa dele disse que teria sido ela quem havia dado os golpes, já que a vítima teria agredido o marido dela sem motivos aparentes.
Antes de ser levada ao hospital, a vítima conseguiu dizer que o autor das facadas seria o jovem e que a esposa dele estava junto.
Na residência do casal, foram apreendidos papelotes de cocaína, uma balança, dinheiro, um rádio comunicador e um QR Code que seria usado para pagamentos de drogas. A faca usada no crime foi apreendida perto do lugar onde os golpes foram dados.
De acordo com a PM, durante os levantamentos, os policiais souberam que o homem que esteve no quartel pode ter sido agredido por conta de uma dívida de drogas com o rapaz. Sobre isso, ele preferiu não dizer nada, alegando temer por sua vida.
O casal foi levado para a delegacia da Polícia Civil.
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Com blocos tradicionais, carnaval de Januária reúne cerca de 5 mil foliões por dia
por Redação
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Folia reuniu cerca de cinco mil pessoas por dia
Gabriele Silva/Inter TV
Milhares de foliões aproveitam o carnaval em Januária, no Norte de Minas. A festa começou no dia 6 de fevereiro, com o pré-carnaval, e tem movimentado o comércio local. A estrutura conta com 22 empreendedores dos setores de gastronomia e bebidas, quatro da área de lazer, além de cinco ambulantes credenciados.
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André Lopes aproveitou os dias de festa para aumentar o faturamento
Gabriele Silva/Inter TV
Segundo a prefeitura, a cidade recebe cerca de 5 mil foliões por dia. O comerciante André Lopes está com uma barraca de bebidas e aproveita o momento para aumentar o faturamento.
“Estamos no carnaval em mais um ano que está sendo maravilhoso, com uma programação totalmente diferente. Já viemos de um evento grande, que foi o pré-carnaval com trio elétrico, que foi um sucesso e reuniu foliões de outras cidades, que apreciaram e gostaram. E agora, mais esse evento, que é o carnaval com os blocos, está sendo tudo de bom para a nossa cidade.”
Sara Procópio, passista do Bloco Minhocão
Reprodução
A folia reuniu 10 blocos de rua, entre eles o tradicional Minhocão, que completou 60 anos de história. A passista do bloco, Sara Procópio Ferreira, falou sobre a paixão pelo carnaval.
“A gente planeja o ano inteiro. Nós amamos carnaval, vivemos o carnaval. Acaba hoje e, amanhã, já estamos pensando no próximo ano, porque é mágico. Este ano é muito especial porque o bloco, que é tradicional na cidade, está completando 60 anos, e é uma grande satisfação estar aqui.”
Veja a programação do último dia:
18h – Bloco do Caio
22h – Bloco Pressão
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Caminhoneiro morre carbonizado e cinco pessoas ficam feridas em acidente na BR-135, em Montes Claros
por Redação
Fonte da Noticia Redação

Carreta pegou fogo e motorista morreu carbonizado na BR-135
Corpo de Bombeiros/Divulgação
Um caminhoneiro morreu carbonizado e cinco pessoas ficaram feridas em um acidente envolvendo um caminhão, uma carreta e um carro de passeio na BR-135, em Montes Claros, na madrugada desta quarta-feira (18).
Segundo o Corpo de Bombeiros, a carreta que transportava peças automotivas fez um L e tombou na pista. O motorista do caminhão bateu na carreta e os dois veículos pegaram fogo. O caminhoneiro morreu carbonizado e o corpo ficou preso às ferragens.
Caminhoneiro morreu no acidente desta madrugada na BR-135, em Montes Claros
Ana Carolina Ferreira/Inter TV
O condutor da carreta e o filho dele, de seis anos, tiveram ferimentos leves e foram encaminhados ao hospital de Montes Claros. Ainda de acordo com os bombeiros, um carro de passeio também se envolveu no acidente e bateu na roda de um dos veículos. Quatro pessoas estavam no carro e três foram socorridas pelo Samu com ferimentos leves.
A carreta e o caminhão ficaram destruídos; os bombeiros gastaram 15 mil litros de água para conter as chamas. O caminhão estava carregado de banana. As causas do acidente serão investigadas.
De acordo com a Polícia Militar, a rodovia ficou interditada nos dois sentidos por cerca de 8 horas e foi liberada no início da manhã.
Carga de bananas ficou espalhada na rodovia após acidente na BR-135
Ana Carolina Ferreira/Inter TV
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