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Fã de histórias em quadrinhos (HQ) desde a infância, a doutoranda e professora Fernanda Pereira da Silva, do Programa de Pós-Graduação em Mídia e Cotidiano da Universidade Federal Fluminense (UFF), desenvolveu um estudo que confirma como as graphic novels podem provocar reflexões sobre questões étnico-raciais na formação de futuros professores do Curso Normal, fortalecendo a educação antirracista. 

As graphic novels são HQ com histórias completas, imagens e textos mais longos.


19/02/2026 - 'Graphic novels' podem preparar professores para debate étnico-racial em sala de aula. Na foto a doutoranda Fernanda Pereira da Silva. Foto: Divulgação/arquivo pessoal

Doutoranda Fernanda Pereira da Silva acredita que as HQs têm o poder de atrair as pessoas para essa discussão Foto: Divulgação/Arquivo pessoal

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Até o mestrado sobre relações étnico-raciais, baseado em heróis negros de HQs, Fernanda não tinha parado para falar de racismo. 

“Me senti uma ignorante, porque nunca tinha parado para tratar de questões raciais. A questão é de todo mundo, independente da cor da pele”, disse Fernanda (19) à Agência Brasil

Por isso, ela acredita que as HQs têm o poder de atrair as pessoas para essa discussão.

Em 2018, no final do mestrado, quando o governo federal lançou HQs com os heróis negros Carolina, Cumbe e Angola Janga no Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), ela resolveu que se dedicaria, no doutorado, a pesquisar como as graphic novels poderiam contribuir para o debate racial na formação inicial dos professores do ensino fundamental. 

“Vi a importância de trabalhar isso na formação inicial para que esses professores se estimulem no sentido de continuar o debate antirracista na sua formação posterior. Daí o meu interesse de inserir as HQs para trazer a discussão antirracista para dentro da sala de aula”. 

A tese de doutorado de Fernanda tem o título Cotidiano, escola e Graphic novel: O papel da mídia no fortalecimento da Educação para Relações Étnico-Raciais e contou com orientação da professora da Faculdade de Educação da UFF, Walcéa Barreto Alves.


19/02/2026 - 'Graphic novels' podem preparar professores para debate étnico-racial em sala de aula. Na foto a doutoranda Fernanda Pereira da Silva interagindo com os alunos. Foto: Jean Barreto/ Divulgação

A doutoranda Fernanda Pereira da Silva interagindo com os alunos. Foto: Jean Barreto/ Divulgação

Em campo

Fernanda realizou um trabalho de campo no Colégio Estadual Júlia Kubitschek com os alunos do segundo ano do ensino médio, dos quais a grande maioria (95%) eram negros. O que ela constatou foi que as escolas abordam o tema do racismo somente em novembro, mês da Consciência Negra, mas deixam de falar no assunto no resto do ano, enquanto os alunos vivenciam situações de racismo e discriminação cotidianamente, conforme relataram. Não existe também um planejamento escolar para falar da questão do racismo.

Outra constatação é que a Lei 10.639/2003, que torna obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana em estabelecimentos de ensino fundamental e médio, públicos e privados, não é cumprida em 71% dos municípios brasileiros, de acordo com pesquisa do Geledés Instituto da Mulher Negra e do Instituto Alana. Um dos argumentos para a não aplicação da lei é que os professores consideram o tema polêmico e difícil de trabalhar. “E não é polêmico. Faz parte da nossa história”.

Fernanda argumentou que a questão do racismo pode ser trabalhada de várias formas. 

“Pode convidar pessoas para fazer palestras na escola. E uma estratégia que eu vi é buscar outros elementos para trabalhar a questão racial. Então, olhei para as HQs e perguntei: por que não levar a história da escritora Carolina Maria de Jesus e, através das graphic novels, apresentar para os estudantes e, contando a história daquela escritora, falar sobre educação antirracista?”, diz. 

Imersão


19/02/2026 - 'Graphic novels' podem preparar professores para debate étnico-racial em sala de aula. Na foto Professora da UFF Walcéa Barreto Alves. Foto: Divulgação/arquivo pessoal

A professora da UFF Walcéa Barreto Alves diz que o trabalho de campo fez uma ação interventiva. Foto: Divulgação/Arquivo pessoal

A professora Walcéa Barreto Alves, da Faculdade de Educação da UFF, destacou que Fernanda teve a atenção de fazer um trabalho de campo que não ficasse só no âmbito teórico, mas fez uma ação também interventiva. A partir dessa imersão em campo, Fernanda pôde observar o dia a dia desses estudantes, verificando se a escola debatia ou não temas de questões étnico-raciais para esses futuros professores e professoras. 

“Ela constatou que não havia esse debate cotidianamente e que ele ficava reservado prioritariamente para novembro, que é o Mês da Consciência Negra”, afirmou Walcéa. 

A partir das entrevistas e questionários formulados, Fernanda observou que os alunos vivenciam situações de racismo no seu cotidiano individual fora da escola e também no interior desses estabelecimentos.

A preocupação de Fernanda foi preparar esses futuros professores para quando forem lecionar para as novas gerações. “A ideia da Fernanda foi fazer uma prática interventiva, como fez com essas graphic novels, para eles terem acesso a esse material e terem possibilidade de desdobramento na sua prática docente”, destacou a professora Walcéa. 

O objetivo foi escutar quem está de fato nesse cotidiano, acrescentou. Fernanda afirmou que essa é uma maneira mais atrativa para trabalhar o tema das relações étnico-raciais, a partir da história de personagens negros, “porque vai puxando várias discussões”.

Walcéa chamou a atenção para uma questão importante que a tese apresenta, que é olhar para a dimensão étnico-racial com uma perspectiva positiva e de liderança dos personagens e das pessoas negras, que foram os protagonistas da história. 

“Em muitas obras, percebe-se que as pessoas negras são sempre colocadas de canto; são, no máximo, coadjuvantes. Não há um protagonismo, em especial em material didático, que coloque a identidade positiva da questão racial, da raça negra e indígena, dos povos originários do nosso país. A visão é muito colonialista mesmo”. Já o objetivo é trazer esse material em uma perspectiva decolonial para a visão do debate étnico-racial.

Leveza

Na avaliação da professora da UFF, as HQs constituem uma ferramenta essencial para que o debate sobre racismo seja mais amplificado. 

“As HQs trazem uma leveza e, ao mesmo tempo, conseguem trabalhar o tema com profundidade, devido aos recursos visuais, à própria organização textual que facilitam a leitura da criança e do adolescente e, inclusive, dos adultos. Mas elas permitem também que haja um aprofundamento de algumas questões, que se levantem questões paralelas àquela história principal. Com certeza, elas são uma ferramenta importantíssima e muito valiosa”.

Walcéa defendeu que haja um trabalho de conscientização e acesso a esse material, porque pode ser usado em qualquer disciplina para debater, esclarecer e valorizar a questão étnico-racial dentro e fora da escola desde os anos iniciais. Ela reforçou ainda a necessidade de se avançar e usar as HQs no planejamento das escolas, bem como na prática pedagógica. 

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mais-medicos-especialistas:-inscricoes-terminam-neste-domingo

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O prazo para se inscrever no novo edital do Mais Médicos Especialistas termina neste domingo (22). O projeto vai contratar 1.206 profissionais em 16 especialidades consideradas prioritárias para o Sistema Único de Saúde (SUS).

O programa do governo federal pretende contratar especialistas em:

  • anestesiologia;
  • cirurgia geral;
  • cirurgia do aparelho digestivo;
  • cirurgia oncológica;
  • coloproctologia;
  • ginecologia e obstetrícia;
  • cardiologia;
  • endoscopia digestiva;
  • gastroenterologia;
  • oncologia clínica;
  • radioterapia;
  • radiologia;
  • mastologia;
  • otorrinolaringologia;
  • e patologia.

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Médicos interessados em participar do projeto devem acessar a plataforma UNA-SUS e escolher pelo menos um município e um estabelecimento de saúde. É possível indicar até dois locais de atuação, inclusive em estados diferentes, respeitando a ordem de preferência.

O valor fixo da bolsa é de R$ 10 mil, podendo incluir uma parte variável entre R$ 5 mil e R$ 10 mil, de acordo com o grau de vulnerabilidade do município de atuação.

Além da bolsa mensal, os médicos receberão ajuda de custo destinada a despesas com imersões presenciais nas instituições formadoras.

“O repasse está condicionado à participação efetiva nas atividades previstas no edital, com carga horária semanal de 20 horas – das quais 16 serão dedicadas a atividades assistenciais –, e não estabelece vínculo empregatício”, informou o Ministério da Saúde em nota.

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nenhuma-aposta-acerta-a-mega-sena-e-premio-vai-a-r$-116-milhoes

O sorteio dos seis números do concurso 2.975 foi realizado na noite deste sábado (21), no Espaço da Sorte, em São Paulo. Ninguém acertou o prêmio da faixa principal e acumula em R$ 116 milhões.

As dezenas sorteadas foram as seguintes: 07 – 10 – 17 – 35 – 44 – 46.

A quina teve 106 apostas ganhadoras, cada uma vai pagar R$ 36.398,76. Já a quadra registrou 7.501 apostas vencedoras e cada acertador vai receber o prêmio de, R$ 847,85.

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O próximo concurso, o de número 2.976, é na terça-feira (24). As apostas podem ser feitas até as 20h, horário de Brasília, do dia do sorteio, nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.

A aposta simples, com seis números marcados, custa R$ 6.

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brasil-nao-perde-competitividade-com-aumento-da-aliquota-dos-eua-para-15%,-pois-tarifa-e-igual-para-todo-mundo,-diz-alckmin

Aumento da tarifa dos EUA para 15% foi anunciado neste sábado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, após a Suprema Corte do país ter derrubado o tarifaço imposto no ano passado. Alckmin também destacou a visita que Lula faz a Trump em março. Alckmin e esposa durante missa em Aparecida (SP). — Foto: Reprodução/TV Vanguarda O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou neste domingo (22) que o aumento tarifas globais de importação dos Estados Unidos de 10% para 15% não gera perda de competividade para empresas brasileiras. Isso ocorre, segundo ele, porque a tarifa é igual para todos países. Ele deu as declarações em Aparecida do Norte (SP), onde participa da Missa de Lançamento Celebrativo da Campanha da Fraternidade de 2026. “Mesmo com a alíquota de 15%, como é igual para todo mundo, não perdemos competividade. Em alguns setores, ela zerou. Zerou para combustível, carne, café, celulose, suco de laranjas, aeronaves. Foi positivo. Acho que tem uma avenida de negociação com a ida do presidente Lula agora e março aos EUA para a gente conseguir abordar, ainda, questões não tarifárias”, disse Alckmin. Em Aparecida do Norte, Alckmin também destacou que está otimista pela aprovação do acordo de livre comércio do Mercosul com a União Europeia no mês de março pelo Congresso Nacional. Ele citou a preocupação de alguns setores, como de vinho, por exemplo, com a concorrência. Mas ponderou que o acordo fechado prevê salvaguardas ao Brasil. “Se tiver um pico [de importações], suspende [as compras do exterior]”, explicou. Trump sobe de 10% para 15% tarifa global sobre importações Ops!

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a-aposta-na-pitaya-para-gerar-renda-na-pequena-propriedade-rural

Exótica, colorida e cada vez mais presente nas prateleiras, a pitaya tem ganhado espaço entre produtores do interior paulista. A fruta, conhecida pela casca vibrante e polpa adocicada, registra um aumento de produção nesta safra, mas também enfrenta queda nos preços por causa da maior oferta. Na propriedade de Roberto Ferrari, em Itatiba (SP), a diversidade chama a atenção. Além das variedades mais comuns, ele cultiva outras 30 tipos da fruta. Ao todo, são 500 pés, com predominância das pitayas vermelhas e brancas. O início da colheita atrasou cerca de 20 dias, mas segundo o produtor, isso não comprometeu a safra. A expectativa é colher dez toneladas, três a mais do que no ano anterior. Cada pé da pitaya branca pode produzir, em média, até 20 quilos da fruta, mesma produtividade das variedades vermelhas. Apesar do bom desempenho na produção, o aumento da oferta impactou o mercado. O quilo é vendido entre R$ 8 e R$ 10, valor dois reais acima do registrado no mesmo período do ano passado. Em Jundiaí (SP), a expansão do cultivo também chama atenção. Há sete anos, a família Rosemberger tinha mil pés de pitaya. Hoje, são cerca de 3,5 mil. Na propriedade, as variedades vermelha e branca se destacam. Mesmo com o atraso da florada por causa do clima, o produtor Caíque Armagner Rosemberger está otimista e deve colher cerca de 40 toneladas, cinco a mais do que na safra passada. Assim como em Itatiba, o aumento da oferta influenciou os preços. Se na safra anterior o quilo era vendido por R$ 5, atualmente é comercializado por R$ 3,50. A produção é enviada para a capital paulista e para o Rio de Janeiro. Veja a reportagem exibida no programa em 22/02/2026: A aposta na pitaya para gerar renda na pequena propriedade rural VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo

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Fazendeiro levou multa de quase R$ 190 mil por desmatamento de 11 hectares de vegetação nativa, em Sandovalina (SP)
Polícia Ambiental
Um fazendeiro, de 45 anos, foi multado em R$ 189.071,25 por desmatamento e supressão de árvores em uma fazenda localizada em Sandovalina (SP), nesta terça-feira (6).
De acordo com a Polícia Militar Ambiental, a ocorrência foi registrada durante a Operação Semana do Meio Ambiente, quando a corporação, que tinha acesso às imagens de monitoramento via satélite, foi até o local verificar as condições.
Na área rural, foi constatado o desmatamento de 11,4675 hectares de vegetação nativa em estágio inicial de regeneração, em área objetivo de especial preservação. Por conta disto, foi elaborado um Auto de Infração Ambiental no valor de R$ 63,071,25 em desfavor do proprietário do local.
Fazendeiro levou multa de quase R$ 190 mil por desmatamento de 11 hectares de vegetação nativa, em Sandovalina (SP)
Polícia Ambiental
Os policiais também constataram a supressão isolada de 420 árvores nativas em área comum, o que resultou na multa de R$ 126 mil para o fazendeiro.
As árvores suprimidas, de acordo com a Polícia Ambiental, são das espécies “candeia, amendoim, macaúba, leiteiro, angico preto, angico branco, entre outras”.
“As áreas degradadas foram embargadas e o envolvido irá responder criminalmente”, concluiu a polícia ao g1.
Ao todo, as multas chegaram ao valor de R$ 189.071,25.
Fazendeiro levou multa de quase R$ 190 mil por desmatamento de 11 hectares de vegetação nativa, em Sandovalina (SP)
Polícia Ambiental
Fazendeiro levou multa de quase R$ 190 mil por desmatamento de 11 hectares de vegetação nativa, em Sandovalina (SP)
Polícia Ambiental
Fazendeiro levou multa de quase R$ 190 mil por desmatamento de 11 hectares de vegetação nativa, em Sandovalina (SP)
Polícia Ambiental
Fazendeiro levou multa de quase R$ 190 mil por desmatamento de 11 hectares de vegetação nativa, em Sandovalina (SP)
Polícia Ambiental
Fazendeiro levou multa de quase R$ 190 mil por desmatamento de 11 hectares de vegetação nativa, em Sandovalina (SP)
Polícia Ambiental
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Polícia Ambiental
Fazendeiro levou multa de quase R$ 190 mil por desmatamento de 11 hectares de vegetação nativa, em Sandovalina (SP)
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Árvore da Praça XV passa por processo de sequenciamento genético para descobrir origem
Tiago Ghizoni/NSC
Pesquisadores do laboratório de genética vegetal da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) buscam, por sequenciamento genético, descobrir a identidade da Figueira da Praça XV, em Florianópolis. Centenária, a árvore é um dos principais cartões-postais da Capital de Santa Catarina, mas ainda não tem definida a origem e espécie.
O trabalho é feito desde março pelo professor de biotecnologia Valdir Stefenon junto com os estudantes de pós-doutorado Yohan Fritsche e Thiago Ornellas.
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Segundo os especialistas, até o momento se tem a evidência de que a espécie que habita a praça é exótica, ou seja, não é originária do Brasil. Outros detalhes, no entanto, devem ser divulgados nas próximas semanas.
Após confirmarem a espécie da figueira, conforme os pesquisadores, será possível avançar e buscar possibilidades para a chegada da árvore na cidade. Até os dias atuais, não se sabe ao certo como e por quem ela foi levada para a praça.
“A partir do conhecimento exato, é possível dizer de onde ela veio, se foi do Rio de Janeiro ou de outras partes do mundo”, explicou Stefenon.
Árvore da Praça XV em Florianópolis
Tiago Ghizoni/NSC
Tema de lendas contadas há gerações pelos moradores de Florianópolis, a figueira foi plantada por volta de 1870 na área que atualmente abriga a escadaria da Catedral, também no centro da cidade. Cerca de 20 anos depois, em 1891, ela foi transplantada para a praça e desde então serviu de sombra aos viajantes, além de palco para festividades.  
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Como é feita a pesquisa
Para a descoberta, os pesquisadores coletaram partes pequenas da árvore quem contém genomas de cloroplastos. A substância pode ser encontrada, por exemplo, nas folhas de plantas. A partir disso, o material foi colocado em um equipamento de alta tecnologia que identificou e mostrou o DNA da figueira da Praça XV.
Com isso, os pesquisadores estão conseguindo comparar os dados da árvore da Capital com os de outras milhares espécies registradas em um banco de dados mundial.
“Dessa forma, a gente consegue mostrar que a ciência também contribui e se mistura com a história, que a ciência tem que sair das quatro paredes do laboratório. Acho muito importante que não estamos fazendo algo só para o mundo cientifico, mas produzindo conhecimento para a cultura da cidade”, explicou o professor.
Sequenciamento genético da figueira
Caroline Borges/g1
Árvores de ‘espécies exóticas invasoras’ com proibição de plantio em SC
Árvore será clonada
Além do trabalho de sequenciamento genético, os pesquisadores também desenvolvem uma pesquisa para clonagem da árvore. Usando filamentos mais novos da árvore, o processo vai ajudar a perpetuar as características genéticas da atual figueira.
Segundo Stefenon, os primeiros resultados são positivos:
“É um processo um pouco demorado, mas a gente acredita que dentro de um ano a gente vai ter uma quantidade considerável de clones da figueira. Se tem discutido com o grupo que esse clone pode ser [usado] de presente que caracterize exatamente o que é Florianópolis. E para fortalecer laços de amizade com outros municípios, outros estados, outros países”, afirmou.
Árvore da Praça 15 em Florianópolis
Tiago Ghizoni
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Programa de Reflorestamento da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) planta meio milhão nativas anualmente na região de influência da Usina Hidrelétrica Sergio Motta
Cesp
A Companhia Energética de São Paulo (Cesp) realiza o plantio de cerca de 500 mil mudas nativas anualmente na região de influência da Usina Hidrelétrica Sérgio Motta, no distrito de Porto Primavera, em Rosana (SP). O Programa de Reflorestamento Ciliar e Recomposição de Matas Nativas também está concentrado em uma área de preservação de 230 hectares em Paulicéia (SP).
O objetivo da ação, que abrange 240 espécies nativas identificadas, é promover a recuperação de áreas de conservação e a criação de corredores ecológicos para animais silvestres no entorno do reservatório no Rio Paraná, na divisa entre os estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo.
“O volume é equivalente a 1.369 árvores nativas plantadas a cada 24 horas ou 1,6 muda nativa, por ano, para cada morador dos 12 municípios da área de influência do reservatório da usina”, cita a companhia.
Programa de Reflorestamento da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) planta meio milhão nativas anualmente na região de influência da Usina Hidrelétrica Sergio Motta
Cesp
O gerente de Sustentabilidade e Operações da Cesp, André Rocha, cita que a iniciativa “visa atender à diretriz da empresa de contribuir para a conservação da fauna e da flora e ao compromisso assumido no licenciamento ambiental do empreendimento, que prevê o reflorestamento de cerca de 230 hectares ao ano”.
“A proteção da biodiversidade e das nossas riquezas naturais faz parte do nosso negócio. Desde o início do programa, já promovemos o reflorestamento em cerca de 4.500 hectares de áreas na região. Estas áreas, que equivalem a quatro mil e quinhentos campos de futebol, são, em sua maioria, áreas de preservação e de matas ciliares e na criação de corredores ecológicos para animais silvestres”, reforça Rocha.
Programa de Reflorestamento da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) planta meio milhão nativas anualmente na região de influência da Usina Hidrelétrica Sergio Motta
Cesp
O gerente ainda menciona que as ações têm ligação direta com outra iniciativa de preservação ambiental da companhia, o Programa de Monitoramento da Ictiofauna, feito no Rio Paraná e em rios que deságuam no reservatório da hidrelétrica de Porto Primavera.
“Quando falamos em conservação ambiental e promoção do equilíbrio ambiental, são necessárias várias ações e iniciativas conjuntas. Ao promovermos ações de recuperação de matas ciliares, estamos contribuindo diretamente para a proteção dos rios e dos peixes da região”, acrescenta.
Reflorestamento ciliar
Iniciado há cerca de 20 anos, o Programa de Reflorestamento Ciliar e Recomposição de Matas Nativas foi implementado durante o início do reservatório de Porto Primavera.
Para atender a iniciativa, a Cesp conta com a atuação do Horto Florestal de Porto Primavera, conhecido como Viveiro de Mudas, com capacidade de produzir mais de 1 milhão de mudas de árvores nativas da Mata Atlântica e do Cerrado por ano.
Ainda de acordo com Rocha, “essa produção de mudas envolve uma ação minuciosa, que se inicia na coleta das sementes das árvores em campo”.
Atualmente, a companhia mantém dois Bancos Ativos de Germoplasmas (BAGs), que são bosques de árvores nativas, um no Estado de São Paulo e outro em Mato Grosso do Sul, de onde é coletada parte das sementes para a produção das mudas no viveiro.
Programa de Reflorestamento da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) planta meio milhão nativas anualmente na região de influência da Usina Hidrelétrica Sergio Motta
Cesp
A companhia ainda adiciona que, somente nos BAGs, são mantidas 63 espécies diferentes de árvores nativas, sem contar as espécies existentes em áreas de preservação ambiental da empresa na região utilizadas como matrizes para a produção das mudas.
Desde que o programa foi iniciado, “já foram catalogadas matrizes de aproximadamente 240 espécies de árvores nativas dos dois biomas na região”.
“Este é um dos diferenciais do Horto Florestal, a grande variedade de espécies nativas reproduzidas e o cuidado com sua qualidade genética. Elas são coletadas diretamente da natureza, em um sistema preciso de georreferenciamento. É um trabalho contínuo de coleta, cuidados na produção e nos plantios. Com isso, conseguimos manter a diversidade genética, essencial para o sucesso das ações de reflorestamento.”, finaliza o gerente.
Para cada muda produzida no Horto Florestal, são cerca de 30 árvores que podem fornecer sementes com diferentes materiais genéticos mapeados.
“Essas matrizes estão presentes em uma faixa média de 250 quilômetros de extensão”, acrescenta a Cesp.
Programa de Reflorestamento da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) planta meio milhão nativas anualmente na região de influência da Usina Hidrelétrica Sergio Motta
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Doações
A Cesp também mantém o Programa Fomento Florestal, que visa à doação de mudas para pessoas ou instituições que queiram promover o reflorestamento em áreas de conservação.
“Somente em 2022, foram mais de 46 mil mudas nativas doadas para parceiros por meio desta iniciativa, o que equivale a 126 mudas doadas a cada 24 horas”, conclui a companhia.
A doação de mudas nativas pode ser solicitada por meio do canal “Diálogo Aberto da Cesp”, através do número de WhatsApp (11) 93032-6699.
Programa de Reflorestamento da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) planta meio milhão nativas anualmente na região de influência da Usina Hidrelétrica Sergio Motta
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Incêndio atinge carcaça de carro abandonado e mobiliza bombeiros em Três Marias
O Corpo de Bombeiros combateu um incêndio que atingiu a carcaça de um carro abandonado no bairro Santa Catarina, em Três Marias, nesta quarta-feira (18).
Um vídeo (veja acima), feito pelos militares, mostra parte da ação de combate. Segundo os bombeiros, uma testemunha contou que o incêndio começou após uma pessoa, não identificada, ter ateado fogo em uma bananeira perto do local onde a carcaça estava.
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Incêndio atingiu carcaça de carro
Corpo de Bombeiros/Divulgação
As chamas se espalharam pela vegetação e atingiram o veículo. Ao chegarem ao local, os militares fizeram a avaliação de riscos, isolaram a área e iniciaram o combate com duas linhas de ataque.
Após o controle das chamas, foi realizado o trabalho de rescaldo e resfriamento para evitar a reignição do fogo. De acordo com os bombeiros, não havia moradores no imóvel próximo, e nenhum responsável foi localizado.
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O prazo para se candidatar ao processo segue até 19 de fevereiro
divulgação
Terminam nesta quinta-feira (19) as inscrições para o concurso da Câmara Municipal, com salários que podem chegar a R$ 9.200. Estão sendo disponibilizadas 24 vagas.
As inscrições podem ser feitas pela internet e a taxa para participar é de R$ 50 ou R$ 80, conforme o cargo pretendido
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A seleção será feita com base nas seguintes etapas:
Prova objetiva: Para todos os cargos
Prova de redação: Para os cargos de nível médio, médio técnico e superior (exceto o cargo de Procurador)
Prova discursiva cargo de nível superior: Para o cargo de procurador
O resultado final do concurso será homologado por meio de Ato da Câmara Municipal de Curvelo.
Vagas
Auxiliar de Serviç​os Gerais (4 vagas): Exigido ensino fundamental completo. A jornada é de 40 horas semanais, com remuneração inicial de R$ 2.985,66, acrescida de R$ 550 de auxílio-alimentação.
Porteiro/Vigia (4 vagas): Exigido ensino fundamental completo, além de experiência mínima de seis meses, comprovada por registro em carteira ou declaração de pessoa jurídica de direito público. A carga horária é de 40 horas semanais, com salário inicial de R$ 2.985,66 e auxílio-alimentação de R$ 550.
Motorista (1 vaga): Exigido ensino fundamental completo e Carteira Nacional de Habilitação categoria B. A jornada é de 40 horas semanais, com remuneração inicial de R$ 3.426,11, além de R$ 550 de auxílio-alimentação.
Auxiliar Administrativo (3 vagas): Exigido ensino médio completo e conhecimento em informática. A carga horária é de 40 horas semanais, com salário inicial de R$ 2.985,66, acrescido de R$ 550 de auxílio-alimentação.
Assistente Administrativo (3 vagas): Exigido ensino médio completo e conhecimento em informática. A jornada é de 40 horas semanais, com remuneração inicial de R$ 4.718,42 e auxílio-alimentação de R$ 550.
Técnico de Controle Interno (1 vaga): Exigido ensino médio completo e conhecimento em informática. A carga horária é de 40 horas semanais, com salário inicial de R$ 4.718,42, além de R$ 550 de auxílio-alimentação.
Técnico em Informática (2 vagas): Exigido ensino médio completo e curso técnico em informática. A jornada é de 40 horas semanais, com remuneração inicial de R$ 3.426,11 e auxílio-alimentação de R$ 550.
Técnico Legislativo (2 vagas): Exigido ensino médio completo e conhecimento em informática, incluindo Windows, Word e Excel. A carga horária é de 40 horas semanais, com salário inicial de R$ 4.718,42, além de R$ 550 de auxílio-alimentação.
Analista de Dados e Pesquisas (1 vaga): Exigido curso superior nas áreas de estatística, matemática, sistemas de informação, ciência da computação ou análise e desenvolvimento de sistemas, reconhecido pelo MEC. A jornada é de 40 horas semanais, com remuneração inicial de R$ 4.718,42 e auxílio-alimentação de R$ 550.
Analista Contábil (1 vaga): Exigido curso superior em Ciências Contábeis, registro no CRC e conhecimento em informática. A carga horária é de 40 horas semanais, com salário inicial de R$ 8.715,44, acrescido de R$ 550 de auxílio-alimentação.
Engenheiro Civil (1 vaga): Exigido curso superior em Engenharia Civil, registro no CREA e experiência mínima de seis meses na área. A jornada é de 40 horas semanais, com remuneração inicial de R$ 8.715,44 e auxílio-alimentação de R$ 550.
Procurador (1 vaga): Exigido curso superior em Direito, registro na OAB e conhecimento em informática. A carga horária é de 40 horas semanais, com salário inicial de R$ 8.715,44, além de R$ 550 de auxílio-alimentação.
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