
Montagem candiru
João Cordeiro / Instagram
O candiru, conhecido como “peixe-vampiro”, é temido por banhistas da Amazônia pela sua capacidade de entrar em orifícios do corpo humano, como o pênis. Mas sabia que não são todos os candirus que possuem esse comportamento? E o que atrai esse animal até o corpo humano?
O g1 conversou com o pesquisador e especialista em diversidade e biogeografia de peixes de água doce, Fernando Dagosta, que explicou um pouco sobre o comportamentos desses animais.
Um entre tantos
Primeiro é importante entender que existem várias espécies de candirus: alguns deles são “carniceiros” (se alimentam da carne de outros peixes) e os outros são apenas hematófagos (se contentam apenas com o sangue).
“Os candirus verdadeiros [hematófogos] não são animais que têm preferência por alguma espécie específica. Então o candiru ataca praticamente quase todo tipo de peixe que tenha sangue o suficiente pra ele conseguir se nutrir”, explica Fernando.
Candiru alimentado de sangue – Paracanthopoma parva
Fernando Dagosta
E complementa: “os candirus hematofágos funcionam, ecologicamente, como se fossem pernilongos: se alimentam do sangue do hospedeiro e vão embora. O pernilongo não fica grudado na gente todo tempo; ele vem, pica e vai embora. É a mesma coisa que o candiru faz no peixe”.
Pelo comportamento de se alimentar de outros animais, o candiru é considerado um parasita. Na pesca, sobretudo nos rios da Amazônia, não é incomum que se pesque um peixe e ele venha com um candiru de brinde grudado nas brânquias do hospedeiro.
Entenda como o candiru, o ‘peixe-vampiro’, pode causar lesões graves em banhistas
O candiru se atrai pela urina?
Depois de ter conhecimento das diferentes espécies de candirus, é importante entender que somente os hematófagos têm o comportamento de entrar nos canais da uretra de humanos. Mas o que atrai esse peixe até lá?
Popularmente, existe a teoria de que o candiru é atraído pelo odor da urina. No entanto, segundo Dagosta, não existe comprovação científica de que isso realmente aconteça.
Em uma pesquisa feita em 2001, pesquisadores brasileiros e norte-americanos da Universidade de Connecticut (The University of Connecticut at Avery Point, em inglês) e do Instituto Nacional de Pesquisas de Amazônia fizeram um estudo para analisar o comportamento do candiru hematófago. O artigo foi publicado no jornal acadêmico Biologia Ambiental de Peixes (Environmental Biology of Fishes, em inglês).
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“Em um ambiente controlado, que era um aquário, eles colocaram os candirus e observaram as respostas de acordo com substâncias que eles colocavam nesse aquário. Então eles colocaram, por exemplo, amônia, aminoácidos, muco de peixe, urina humana… em nenhum dos casos eles obtiveram respostas significativas de forma estatística que possam indicar que o candiru se atraia por alguma dessas coisas”, explica Dagosta.
No entanto, o pesquisador esclarece que a pesquisa foi feita em ambiente controlado e o comportamento do candiru nos rios pode se diferenciar do que foi observado.
“Então o candiru é atraído por urina? Cientificamente não existe evidência de que isso aconteça. Por outro lado, a gente sabe que pelas brânquias dos peixes, eles eliminam amônia, que é um composto que tem nitrogênio em sua forma. Os candirus verdadeiros precisam entrar nas brânquias dos peixes para chupar o sangue. É possível que eles utilizem a amônia como um indicador de onde estão as brânquias. Então se uma pessoa está fazendo xixi – e os seres humanos não excretam amônia, mas excretam ureia, que também tem o nitrogênio em sua forma – então existe a possibilidade de que o candiru entre na uretra por confundirem o cheiro da amônia com o da ureia. Isso é só uma suposição, porque cientificamente não foi comprovado”.
Visão espetacular
Paracanthopoma truculenta, espécie de candiru
Estudo de Fernando Cesar Paiva Dagosta e Mário de Pinna/Reprodução
De acordo com Dagosta e a pesquisa feita na Universidade pública em Groton, uma característica cientificamente comprovado sobre o candirus é que eles possuem uma visão muito boa. Isso também pode ser uma explicação de como eles enxergam humanos como “vítimas”.
“Os pesquisadores descobriram que o candiru responde visualmente aos estímulos no sentido de que quando eles colocavam um peixinho dentro do aquário com os candirus verdadeiros, os candirus eles olhavam esse peixinho e iam em direção a ele: o que significa que os candirus enxergam muito bem. Então tá confirmado cientificamente que os candirus são atraídos visualmente por objetos. Então se uma pessoa entrou na água, os candirus podem ser atraídos por ter um corpo grande perto deles e eles vão até as pessoas”, teoriza Fernando.
Manguezais, corais e terras indígenas: conheça litoral no centro da discussão sobre a exploração de petróleo pela Petrobras no Rio Amazonas

Biodiversidade costeira que pode ser impactada pela exploração de petróleo no Amapá
Parque Nacional do Cabo Orange/Divulgação
Com recifes de corais ainda pouco estudados e com o maior cinturão de manguezais do mundo – que se estende pela costa da Amazônia e representa 80% da cobertura do país –, a bacia da foz do Rio Amazonas é considerada uma região de grande relevância biológica.
Esta biodiversidade está no centro das discussões sobre a exploração de petróleo no extremo norte do Brasil, a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá, na bacia da Foz do Amazonas.
Infográfico mostra o local em que a Petrobras quer explorar petróleo na bacia da Foz do Amazonas
Editoria da Arte/g1
Na quarta-feira (17), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) negou licença para a Petrobras iniciar a exploração petrolífera na região.
O órgão informou que o plano da Petrobras para a área não apresenta garantias para atendimentos à fauna em possíveis acidentes com o derramamento de óleo, e que viu lacunas na previsão de impactos da atividade em três terras indígenas em Oiapoque.
A Petrobras declarou que atendeu a todos os requisitos do Ibama no processo de licenciamento e que a área em que pretende perfurar o poço está a 175 km costa do Amapá e a mais de 500 km da foz do Rio Amazonas.
O Ministério de Minas e Energia declarou que recebeu a decisão do Ibama com naturalidade e respeito, e que o poço, de pesquisa, serviria para reconhecimento do subsolo e das potencialidades da região.
Na primeira manifestação sobre o assunto, Lula (PT) disse nesta segunda-feira (22) achar difícil haver algum problema para a Amazônia, mas que ainda avaliaria o caso.
“Se explorar esse petróleo tiver problemas para a Amazônia, certamente não será explorado. Mas eu acho difícil, porque é 530 km de distância da Amazônia. Mas eu só posso saber quando eu chegar lá [no Brasil]”, declarou o presidente pouco antes de deixar o Japão, onde estava para a participar da cúpula do G7 .
Lula se manifesta sobre a exploração de petróleo na Foz do Amazonas
O g1 reuniu informações sobre a fauna, a flora e a presença de povos originários neste espaço que possui tesouros naturais ainda pouco estudados. Leia abaixo.
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Corais da Amazônia
Corais da Amazônia
Greenpeace/Divulgação
Em 2016, recifes de corais foram descobertos na costa do Amapá em meio ao anúncio de exploração de petróleo na região. Os “corais da Amazônia”, de acordo com a organização não-governamental (ONG) internacional Greenpeace, são formações únicas e seriam diretamente ameaçadas pela atividade petrolífera.
Os corais foram citados pela primeira vez em maio de 2016 por um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que explorou a costa Leste do Amapá, na fronteira com a Guiana Francesa.
De acordo com a pesquisa, os recifes são formados por corais, esponjas e rodolitos (algas calcárias).
Diante do estudo, os pesquisadores fizeram em janeiro de 2017 a primeira expedição que, ao longo de 16 dias, mapeou e identificou as novas descobertas.
Veja abaixo algumas imagens capturadas que revelam um ecossistema rico em texturas, cores e formatos, que sobrevive em águas profundas e com pouca luminosidade.
O ecossistema ainda pouco conhecido fica a 100 quilômetros do litoral, próximo ao encontro das águas do Rio Amazonas e do Oceano Atlântico. Ele desperta grande curiosidade sobre como acontece a adaptação da vida marítima na mistura de água doce e salgada.
Inicialmente, foi estimado que os recifes teriam pelo menos 9.500 quilômetros quadrados, mas após a expedição, os cientistas estimam que eles podem ter até 56 mil quilômetros quadrados, em uma área que vai da Guiana Francesa, passa pelo Amapá e Pará e chega ao Maranhão.
Imagem submersa dos Corais da Amazônia
Greenpeace/Divulgação
Para o Greenpeace, os recifes estão ameaçados pelo fato de estarem localizados próximos ao bloco a ser explorado na bacia da foz do Amazonas.
“O Greenpeace apoiou expedições científicas em 2017 e 2018, que já indicavam a inviabilidade ambiental para essa exploração. Inclusive, esse termo é usado no parecer do Ibama, que respeita o princípio da precaução, de se evitar qualquer intervenção o meio ambiente sem as garantias de que não vai ter impacto”, disse Marcelo Laterman, porta-voz de Oceanos do Greenpeace Brasil.
Em 2018, uma petrolífera francesa que tentava explorar a mesma área teve a licença negada pelo Ibama.
Imagem submersa dos Corais da Amazônia
Greenpeace/Divulgação
Também em 2018, um projeto de lei para tornar os corais da Amazônia uma área de preservação permanente começou a tramitar na Câmara dos Deputados, mas a proposta foi rejeitada em dezembro de 2021 pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara.
Em meio à discussão sobre a possível liberação da exploração de petróleo na área próximas aos corais, ONGs, universidades e moradores da região temem as consequências de impactos ambientais ao ecossistema.
Manguezais da Amazônia
Área de mangue no Cabo Orange, no Amapá
ICMBio/Divulgação
Distribuídos pelos estados do Amapá, Pará e Maranhão, os manguezais da Amazônia correspondem a mais de 80% dos manguezais do Brasil e possui o maior cinturão ininterrupto do mundo.
De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Amapá é o terceiro maior estado do Brasil com uma área de 226 mil hectares de mangues, atrás do Pará (aproximadamente 390 mil hectares) e do Maranhão (505 mil hectares). O dado, segundo o instituto, consolida a importância da costa norte para a conservação da vegetação.
O mangue é um ambiente de transição entre o mar e o continente, entre a água salgada e a doce, entre os biomas terrestre e marinho, nas regiões tropicais e subtropicais.
Parque Nacional do Cabo Orange (PNCO), no Amapá
Marcus Cunha/ICMBio
Na Amazônia, o ecossistema gera verdadeiras florestas com árvores de grande porte. O solo se forma a partir de uma grande quantidade de matéria orgânica em decomposição que serve de alimento e habitat para diversas espécies de crustáceos e peixes.
No Amapá, ocorre entre o Oceano Atlântico e o Rio Amazonas, onde existem as áreas de várzea, protegidas pelos manguezais.
“Ele surge com o objetivo de proteger o próprio continente de impactos possíveis, como de um tsunami, por exemplo, ou de grandes ondas. Ele também é um berçário de espécies aquáticas, onde peixes, crustáceos e camarões usam para reprodução. O mesmo peixe que a gente consome no mercado, é o mesmo peixe que um dia viveu no mangue”, destacou Paulo Silvestro, analista ambiental do ICMBio.
A maior parte dos mangues amapaenses está localizada no Parque Nacional do Cabo Orange.
Parque Nacional do Cabo Orange
Ponta do Mosquito no Cabo Orange, no Amapá
Divulgação/ICMBIo
Com uma área de aproximadamente 657.318 mil hectares, o Parque Nacional do Cabo Orange está localizado nos municípios de Calçoene e Oiapoque, no Norte do Amapá, região também conhecida como Litoral Equatorial Amazônico.
As espécies florestais mais comuns na região são as árvores mangue-branco, mangue-vermelho e o negro.
O local abriga vários animais que estão ameaçados de extinção, entre eles gato-do-mato, cuxiú-preto, tartaruga-verde, tamanduá-bandeira, onça-pintada, peixe-boi marinho e peixe-boi-da-Amazônia.
Peixe-boi ameaçado de extinção volta à natureza após seis anos de resgate
Divulgação/Ibama
Um protagonista desta região é o peixe-boi chamado “Victor Maracá”. Ele foi resgatado e após viver por seis anos em uma piscina foi devolvido à natureza num rio na Aldeia do Manga, em Oiapoque.
Peixe-boi ameaçado de extinção volta à natureza, em aldeia no AP
Segundo o ICMBio, uma das visões que mais impressiona os visitantes é a grande concentração de aves, que utilizam a área para construção de ninhos nos mangues.
Aves migratórias no Cabo Orange
ICMBio/Divulgação
De acordo com o biólogo analista do ICMBio, o Amapá recebe anualmente algumas espécies de aves que fogem do inverno de países como o Canadá e os Estados Unidos e que passam o verão nesse ponto específico no Norte do Brasil.
“Tem animais que viajam milhares de quilômetros do Canadá e do Alasca (EUA) e vêm pra cá. O maçarico-rasteirinho, maçarico-de-perna-amarela. Do grande e do pequeno, vêm ficar aqui durante o inverno de lá, que tem muita neve e não tem comida”, comentou Silvestro.
Caranguejos-uçá
ICMBio/Divulgação
Outros protagonistas dessa área são os caranguejos-uça, crustáceos predominantes na região. A espécie se alimenta de folhas em decomposição, sementes e frutos de mangue.
A carne do caranguejo-uça é bastante apreciada na culinária, por isso é definido anualmente o período de defeso durante a época reprodutiva da espécie.
Conhecida como “andada”, essa fase acontece no início do ano, quando os caranguejos saem das tocas e andam aos montes pelos manguezais, em busca de acasalamento e para a liberação de ovos.
Caranguejos-uça na “andada”
CPRH
Esta área que compõe o Parque Nacional do Cabo Orange é apenas um recorte da rica biodiversidade existente na costa do Amapá.
Outras duas unidades de conservação litorâneas também guardam as riquezas do extremo norte do Brasil: a Reserva Biológica do Lago Piratuba e a Estação Ecológica Maracá-Jipioca, que abriga a “Ilha das Onças-Pintadas”, uma das regiões mais remotas do estado com acesso pelo município de Amapá.
‘Ilha das Onças-Pintadas’: região remota na Amazônia ajuda na conservação da espécie
Onça fotografada na Estação Ecológica Maracá-Jipioca, na chamada ‘Ilha das Onças-Pintadas’, no Amapá
Girlan Dias/ICMbio
Terras indígenas
Crianças e adultos participam da soltura de tracajás nas terras indígenas de Oiapoque
Marcelo Domingues/Instituto Iepé
Povos Indígenas temem a exploração de petróleo na costa do Amapá por acreditarem que a atividade deve provocar impactos ambientais em pelo menos quatro etnias que ficam ao norte do estado.
Renata Lod, vice coordenadora do Conselho de Caciques dos Povos Indígenas do Oiapoque (CCPIO), detalhou que os povos Karipuna, Galibi Marworno, Galibi Kali’ na e Palikur-Arukwayene vivem em 3 Terras Indígenas demarcadas e homologadas (TI Uaçá, TI Jumina e TI Galibi).
Comunidade indígena Açaizal
CCPIO/Divulgação
Ao todo, são cerca de 13 mil indígenas vivendo em 56 comunidades dentro de uma área contínua de 518.454 hectares, organizada em 5 regiões: BR-156, Rio Oiapoque, Rio Uaçá, Rio Urukawá e Rio Curipi.
A vice coordenadora disse que as comunidades receberam com satisfação o resultado do parecer do ibama.
“Ele apenas afirma aquilo que a gente vem tentando dialogar com a Petrobras todo esse tempo porque nós estamos tentando um diálogo para que o nosso protocolo de consulta seja respeitado, mas também para que a gente mostre os danos que isso pode trazer. Nós estamos vivendo as questões das mudanças climáticas e nós povos indígenas estamos vivendo na pele toda essa situação”, disse.
Terras indígenas podem ser afetadas por exploração na costa do Amapá
Maksuel Martins/Secom
Outra preocupação é a movimentação de aeronaves na região. Segundo Lod, o barulho pode causar transtornos nas aldeias, que não estão acostumadas com sobrevoos.
Adaptações no aeródromo de Oiapoque para auxílio na exploração petrolífera
“A questão das aeronaves que passavam quase que diariamente em cima das nossas aldeias trazendo consequências tanto para as nossas crianças que se assustavam, quanto para a caça. Isso assustava as caças, tanto pássaros, quanto animais terrestres […] os nossos territórios vai sendo impactados com isso”, completou.
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Homem desaparece após carro ser arrastado por correnteza em Porteirinha

Homem desaparece após carro ser levado por rio em Porteirinha, MG
Corpo de Bombeiros Militar
Um homem, de 42 anos, desapareceu na madrugada deste domingo (22) após o carro em que ele estava ser arrastado pela correnteza em uma passagem molhada na zona rural de Porteirinha, no Norte de Minas.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o veículo tentou atravessar o rio Serra Branca por volta de 1h30. No momento, chovia forte na região, e o nível da água estava cerca de 50 centímetros acima da estrutura.
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A chamada ‘passagem molhada’ é um trecho da estrada construído em nível mais baixo, geralmente sobre cursos d’água, permitindo a travessia quando o volume do rio está normal. Em períodos de chuva, a água pode passar por cima da estrutura e aumentar o risco de arrastamento.
De acordo com os militares, o motorista conseguiu sair do carro. Já o outro ocupante não foi visto após o veículo ser levado pela força da água.
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O automóvel foi localizado e retirado do leito do rio com a ajuda de um trator de um morador da região. A vítima não estava dentro do carro.
As equipes mantinham as buscas ao longo do curso do rio na manhã deste domingo (22). Um reforço de Janaúba foi enviado com embarcação e equipamentos de apoio.
Até a última atualização desta reportagem, o homem não havia sido encontrado.
Homem desaparece após carro ser levado por rio em Porteirinha, MG
Corpo de Bombeiros Militar
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Ministra dos Povos Indígenas defende que AGU se posicione contra a redução do Parque Nacional do Jamanxim

A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, durante audiência no Senado
Edilson Rodrigues/Agência Senado
A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, defendeu que a Advocacia Geral da União (AGU) mude seu entendimento e passe a ser contra a redução da área do Parque Nacional do Jamanxim, uma unidade de conservação no Pará.
A redução foi feita via Medida Provisória no governo de Michel Temer (MDB) para permitir a passagem da Ferrogrão, ferrovia que vai ligar o Mato Grosso ao norte do Pará.
Nos governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, a AGU foi favorável à redução dos limites do parque.
Em ofício enviado à AGU, o Ministério dos Povos Indígenas argumenta que a redução da área do Parque Nacional do Jamanxim, fere a Constituição por ter sido feito via MP, e defende a necessidade consulta prévia aos povos indígenas.
Questionada pelo g1, a AGU afirma que o pedido de revisão do entendimento feito pela ministra Guajajara está sob análise.
O parque do Jamanxim é habitado por diversas comunidades indígenas, entre elas Munduruku, Kayapó e Apiaká.
“A redução do parque sem consulta prévia aos povos indígenas fere não apenas o direito à consulta, mas também o direito à parcipação na tomada de decisões que afetam diretamente suas vidas e seus territórios”, afirma a ministra Guajajara no documento enviado à AGU.
O governo Temer aprovou a Medida Provisória 758/2016, que diminuiu a área do parque nacional em 35% na comparação com a área original (cerca de 480 mil hectares) para a exploração mineral e para a a passagem da Ferrogrão, cujo traçado corre paralelo ao da BR-163 e é uma demanda do agronegócio brasileiro. A medida foi transformada em lei em 2017.
O andamento do projeto ferroviário, no entanto, foi paralisado em 2021 por uma decisão do Ministro Alexandre de Moraes, relator no Supremo Tribunal Federal de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) sobre o caso.
O PSOL, autor da ação, argumenta que a lei que reduziu os limites do parque é inconstitucional por ter sido feita por meio de Medida Provisória — e não por projeto de lei, como determina a Constituição.
Na ação, a AGU, ainda sob governo Bolsonaro, se mostrou favorável à redução da área com o entendimento de que a medida terá saldo ambiental positivo e que tramitação de projetos de lei e de Medida Provisória não possuem diferenças relevantes.
O Ministério dos Povos Indígenas apontou a necessidade de mudança no posicionamento do órgão, “uma vez que o cenário é outro e a efetividade em proteção aos povos indígenas é umas das pautas primordiais do atual governo”.
O STF agendou para o dia 31 de maio o julgamento da ação.
Motorista foge da polícia, capota carro e é preso por caça ilegal em Rio Pardo de Minas

Motorista foge da polícia e é preso por caça ilegal no Norte de MG
Polícia Militar Rodoviária
Um homem, de 51 anos, foi preso após fugir de uma abordagem da Polícia Militar Rodoviária, capotar o carro e ser flagrado com armas e carne de animal silvestre, na LMG-629, em Rio Pardo de Minas, no Norte do estado. O caso foi registrado neste sábado (21).
Segundo a PMRv, a equipe fazia fiscalização no km 10 da rodovia quando o motorista de um Fiat Uno mudou de direção bruscamente ao perceber a presença policial e entrou em uma estrada de terra.
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Ainda de acordo com a polícia, o condutor desobedeceu à ordem de parada e fugiu em alta velocidade por diversas estradas e áreas de plantação de eucalipto, colocando em risco moradores e outros usuários da via.
Ao tentar retornar para a rodovia por outra estrada vicinal, o motorista perdeu o controle da direção, bateu em um talude e o carro tombou.
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O homem saiu do veículo e correu para a mata carregando uma bolsa, mas foi alcançado e detido pelos policiais.
Próximo ao local da abordagem, os militares encontraram uma espingarda calibre 32 e carne de veado-catingueiro. Dentro do carro, foram apreendidos: uma espingarda polveira artesanal e cinco cartuchos calibre 32
Perseguição
De acordo com a PMRv, o homem confessou que praticava caça predatória, que é a caça ilegal de animais silvestres sem autorização dos órgãos ambientais, e que portava as armas.
Ele foi preso em flagrante pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo, caça ilegal, desobediência e por dirigir gerando perigo de dano.
Motorista foge da polícia e é preso por caça ilegal no Norte de MG
Polícia Militar Rodoviária
Após passar por atendimento médico, o suspeito foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil junto com o material apreendido. O veículo foi removido para um pátio credenciado.
Quatro cães que estavam no carro fugiram para a mata após o acidente, mas reapareceram pouco depois, segundo a polícia.
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Morador de zona rural pedala 16 km para tratamento de hemodiálise em MG

Morador de zona rural pedala 16 km para tratamento de hemodiálise em MG
Tarciso Silva/EPTV
Ainda é cedo quando o seu José de Assis Lúcio, de 53 anos, morador da zona rural de Elói Mendes (MG), pega sua bicicleta rumo a um hospital de Varginha (MG). O motivo? Quatro horas de sessão de hemodiálise. José ficou conhecido no Sul de Minas por pedalar 16 quilômetros, pelo menos três vezes por semana, para fazer seu tratamento. Ao todo, em um mês, são pelo menos 200 quilômetros, ida e volta.
“Saio cedo mesmo. Deu 6 horas, ou 6h30, 7h, já estou saindo. Já pego a bicicleta e estou indo”. O chapéu e a botina são companheiros na rodovia BR-491, que liga a casa do seu José ao hospital.
Há seis anos, ele foi diagnosticado com insuficiência renal e, nas primeiras sessões, chegou a ir de carro. Mas sempre sentia um mal estar. “É ruim, eu sentia que meu corpo não gosta, começa a cabeça a doer, corpo dói, pernas adormecem”.
Morador da zona rural pedala 16 km para sessão de hemodiálise em MG
O jeito foi investir na bicicleta e driblar os desafios. Quem conhece o seu José do hospital demorou para acreditar na disposição em chegar de bicicleta. “Eu e meu motorista sempre comentamos: como é que aguenta? A pessoa não sai bem daqui. E ele sai tranquilo, não tem nem cara de quem está doente”, conta a aposentada Maria Aparecida de Carvalho.
O irmão de José também faz hemodiálise há 15 anos e também não entende a disposição do paciente. “Ele é uma força que vem de Deus. Deus fortalece. Porque eu por exemplo não vou, não consigo”, explica o aposentado Valdemir Lúcio.
Seu José pedala pela rodovia entre Elói Mendes e Varginha (MG)
Tarciso Silva/EPTV
Durante as quatro horas de hemodiálise, José usa o tempo para ler e escrever, atividades que aprendeu há pouco tempo, como conta a técnica em enfermagem Heloísa Souza. “Não sabia até então nada, faz pouco tempo que ele começou. Ele pede opinião da gente, ouve os áudios, é bem esforçado”.
Em geral, os pacientes que passam por hemodiálise sentem fraqueza, dor de cabeça e tontura. Mas o José, assim que sai da sessão, já pega o caminho de casa, para mais 16 quilômetros de pedal. E garante que não abre mão da companheira por nenhum outro meio de transporte, nem nos dias de chuva. “Não largo não, já acostumei com ela”.
José faz sessões de hemodiálise em hospital de Varginha (MG)
Tarciso Silva/EPTV
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Apreensão de réplicas de arma, motorista carbonizado e afogamento de jovens: veja as notícias mais lidas da semana

O g1 Grande Minas reúne as cinco notícias mais lidas nos últimos sete dias para você encerrar a semana bem informado.
A apreensão de 30 réplicas de arma, um acidente que deixou o motorista carbonizado e a esposa e as filhas deles feridas e o afogamento de dois jovens estão entre os assuntos mais buscados pelos internautas.
Apreensão de 30 réplicas de arma
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Polícia apreendeu 34 simulacros
Polícia Civil/Divulgação
A Polícia Civil apreendeu 34 simulacros de arma em Monte Azul, no Norte de Minas. O material foi encontrado em um estabelecimento comercial no Centro da cidade depois que a polícia recebeu uma denúncia anônima sobre a venda dos itens no local.
“Os objetos apreendidos são réplicas que se assemelham à pistola Glock modelo G-18, calibre 9 mm, inclusive nos detalhes da empunhadura, do seletor de disparo nos modos automático e semiautomático, além do carregador, o que potencializa o risco de seu uso em práticas criminosas”, informou a PCMG.
O material foi encaminhado à delegacia, e o caso é investigado pela Polícia Civil.
Família sofre acidente em Mirabela
Motorista morre carbonizado e esposa e filhas ficam feridas em acidente na MGC-135
Um motorista morreu carbonizado e a esposa dele e as duas filhas do casal ficaram feridas em uma batida na MGC-135, em Mirabela. O outro condutor envolvido no acidente também faleceu.
Segundo as informações divulgadas pelo Corpo de Bombeiros, o carro da família, que seguia de Belo Horizonte para a comunidade de São Bento, bateu em outro veículo, que seguia de Januária para Montes Claros.
De acordo com a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), após a colisão, no km 282, o automóvel em que a família estava foi arremessado para o barranco e pegou fogo. O motorista ficou preso às ferragens e morreu carbonizado.
Com o impacto, o outro veículo também começou a pegar fogo na parte traseira, mas pessoas que passavam pelo local conseguiram combater as chamas. O condutor também faleceu no local.
Afogamento de dois jovens
Jovem se afogou na Cachoeira do Rio Pandeiros
Corpo de Bombeiros/Divulgação
Os afogamentos de dois jovens em Januária e Varzelândia mobilizou o Corpo de Bombeiros. Os dois rapazes submergiram enquanto nadavam com amigos na zona rural dos dois municípios.
A primeira ocorrência foi registrada na Cachoeira do Rio Pandeiros, em Januária, a cerca de 600 metros de um ponto onde era realizada prevenção aquática, área de grande concentração de banhistas.
A outra ocorrência foi registrada em uma lagoa na Fazenda Macaúbas, em Varzelândia.
Morte de tio e sobrinho ferido
Carreta carregada com feijão invadiu a contramão na BR-251
Corpo de Bombeiros/Divulgação
Um motorista de uma caminhonete, de 41 anos, morreu e o sobrinho dele, de 25, ficou ferido após uma colisão com uma carreta na BR-251, em Unaí.
Segundo a Polícia Militar, o rapaz contou que eles se depararam com a carreta na contramão em uma curva. O tio tentou desviar, mas não conseguiu porque havia defensas metálicas no local.
O motorista da carreta também foi ouvido pela polícia e confirmou que invadiu a contramão após perder o controle da direção.
Grupo que fazia delivery de drogas é alvo de operação
Parte dos materiais apreendidos pela polícia
Polícia Civil
Um grupo que realizava o delivery de drogas usando motos de alta potência e carros de luxo foi alvo de uma operação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) em Monte Azul.
Segundo informações da PC, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e oito de sequestro de veículos. Dois investigados foram conduzidos à delegacia e um terceiro alvo já se encontrava preso.
Vídeos do Norte, Centro e Noroeste de MG
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Confins, na Grande BH, tem atrasos devido a problema em aeroporto de São Paulo

Devido a um problema nos radares dos aeroportos de São Paulo, seis voos do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, na Região Metropolitana, que tinham como destino Guarulhos, Congonhas e Campinas, tiveram atrasos superiores a 30 minutos. O balanço foi divulgado pela BH Airport às 13h desta sexta-feira (20). Até o horário, não havia cancelamento, diz a concessionária.
A Infraero informou que o Aeroporto da Pampulha, na capital mineira, não foi afetado pois não têm voos para essa região na sexta-feira.
De acordo com a assessoria de imprensa de Viracopos, em Campinas (SP), um voo que saiu de Belo Horizonte (MG) às 11h10 com destino final em Campinas foi desviado para Navegantes (SC).
O problema
Os atrasos foram causados por problema no radar que afetava os pousos e decolagens nos aeroportos de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, e de Cumbica, em Guarulhos, na manhã desta sexta-feira (20). De acordo com a assessoria de imprensa da Infraero, a falha suspendeu os voos por quase uma hora, entre 10h46 e 11h32. As causas da pane não foram informadas.
Aviões em solo em Congonhas durante pane em radar
Reprodução/TV Globo
Na hora da missa, mulher é furtada dentro da Basílica de Lourdes, em Belo Horizonte

Fachada Basílica de Nossa Senhora de Lourdes, em Belo Horizonte
Reprodução/TV Globo
Era um momento de oração, quando a atendente de telemarketing Roberta Araújo, 33 anos, foi furtada na manhã desta sexta-feira (20), na Basílica de Nossa Senhora de Lourdes, uma das mais conhecidas e movimentadas de Belo Horizonte. Ela se ajoelhou no último banco durante a missa das 7h e, ao se levantar, percebeu o fato.
“Uma sensação horrível, de impotência. Não ia imaginar nunca que ia ser furtada na igreja às 7h. A pessoa levanta cedo para fazer isso”, desabafa. A igreja fica na Rua da Bahia, na Região Centro-Sul.
Um boletim de ocorrência foi registrado, mas nenhum suspeito foi localizado. Por telefone, funcionários da igreja disseram à reportagem que não tinham conhecimento do furto e que episódios como este não são comuns.
Roberta contou ao G1 que o furto trouxe muita chateação num dia importante para ela. “Sempre vou à igreja dia 20 porque é aniversário do meu pai, que morreu há 15 anos”. Além disso, é fiel assídua desde 2003, quando se mudou de Curvelo para Belo Horizonte.
Pessoas que estavam na igreja suspeitaram de um homem que usava blazer e blusa laranja ou vermelha, que não foi encontrado, segundo a atendente. Conforme o boletim de ocorrência, foram furtados o telefone celular, documento de identidade, cartões de banco, crédito e alimentação. A refeição do dia também foi levada.
No meio da manhã, Roberta ainda enfrentava “dor de cabeça” para cancelar os cartões e já havia comunicado o atraso no serviço.
Igreja Nossa Senhora de Lourdes, em BH
Reprodução/TV Globo
Naufrágio provocado por chuva forte deixa dois mortos em Ubatuba
O naufrágio de uma embarcação em Ubatuba, no Litoral Norte, durante as fortes chuvas registradas na noite deste sábado (21) deixou duas pessoas mortas. Outros três náufragos que estavam no barco foram resgatados com vida por tripulantes de outra embarcação que navegava na mesma área, próximo ao bairro de Ponta Grossa, de acordo com as informações do Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar).![]()
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A chuva provocou ainda o alagamento de cerca de 400 casas na cidade, resultando em 15 famílias desabrigadas e 15 desalojadas. Três escolas ficaram alagadas: EMEI Professora Alba Regina Torraque da Silva e a Escola José de Souza Simeão, no bairro Taquaral; e a Escola Nativa Fernandes de Faria, no Sertão da Quina. Segundo a Defesa Civil o índice pluviométrico na cidade atingiu ao 151 milímetros (mm).
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O trecho entre o quilômetro (Km) 80 e Km 84 da Rodovia Oswaldo Cruz (SP-125), na Serra de Ubatuba, foi interditado. Entre o Km 64 ao 69, acesso ao trecho de Serra em Ubatuba, há três pontos de interdição. O local foi sinalizado e o tráfego desviado para a SP-099 Rodovia dos Tamoios. As equipes do Departamento de Estradas de Rodagem (DRE) trabalham para liberar a rodovia.
Litoral Sul
Em Peruíbe a chuva chegou aos 97 mm acompanhada de vendaval, gerando enxurrada, alagamento, deslizamento de terra e solapamento de vias, com interdição temporária da Serra do Guaraú. Uma pessoa teve ferimentos leves e outra ficou desabrigada e foi levada ao abrigo da prefeitura.
Em Mongaguá a chuva intensa, com ventos fortes, provocou pontos de alagamento e quedas de árvores, mas não deixou vítimas, desalojados nem desabrigados.
