“É histórico” e “um sinal para a Europa”, afirmou o ministro das Relações Exteriores do Uruguai, Mario Lubetkin, após a votação. A principal preocupação de franceses e de outros governos europeus é o impacto da criação de uma ampla zona de livre comércio sobre os setores agrícola e pecuário. No Mercosul, o tratado conta com apoio majoritário, apesar das ressalvas de alguns segmentos industriais, como o setor vinícola. Persistem dúvidas sobre as cotas de exportação, que ainda serão definidas em negociações internas entre os dois blocos. Mesmo assim, os quatro países sul-americanos devem concluir a tramitação legislativa nos próximos dias. Quando entrar em vigor, o acordo formará a maior área de livre comércio do mundo, ao prever a redução gradual de tarifas e a ampliação das cotas de exportação de bens e serviços entre os 27 países da União Europeia e os quatro membros fundadores do Mercosul, abrangendo um mercado de mais de 700 milhões de pessoas. O tratado permitirá que a União Europeia exporte com mais vantagens produtos como automóveis, máquinas, vinhos e bebidas alcoólicas para o Mercosul. Em contrapartida, os países sul-americanos terão maior acesso ao mercado europeu para itens como carne, açúcar, arroz, mel e soja, entre outros. Cúpula do Mercosul. Da esquerda para a direita: o presidente do Panamá, José Raúl Mulino; o presidente da Argentina, Javier Milei; o presidente do Paraguai, Santiago Peña; o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva; o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi; e o ministro das Relações Exteriores da Bolívia, Fernando Aramayo. Foz do Iguaçu (PR), no Brasil, em 20 de dezembro de 2025. — Foto: EVARISTO SA/AFP
