Agência revela ‘esquema de Flávio Bolsonaro na pandemia’

Gestores e ex-gestores hospitalares, parlamentares, funcionários dos órgãos de controle da União e servidores públicos apontam que Flávio teria desempenhado um papel na gestão dos hospitais mesmo sem ocupar cargo no Executivo © Agência Senado / Leopoldo Silva Nesta quarta-feira (21), voltou a repercutir nas redes sociais um artigo da Agência Pública que aponta que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria exercido forte influência política sobre seis hospitais federais do Rio de Janeiro entre 2019 e 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro, onde servidores teriam denunciado uma suposta rede de corrupção. A publicação relatou que, de acordo com gestores e ex-gestores hospitalares, parlamentares, funcionários dos órgãos de controle da União e servidores públicos, Flávio teria desempenhado um papel na gestão dos hospitais mesmo sem ocupar cargo no Executivo e durante a maior crise sanitária do país. Segundo a CPI da Covid, cerca de 30% dos leitos clínicos e de UTI dos hospitais e institutos federais do Rio permaneceram fechados durante a pandemia, principalmente por falta de profissionais. Em abril de 2023, uma fiscalização parlamentar encontrou 735 leitos bloqueados ou inoperantes, alas trancadas, equipamentos abandonados e obras paralisadas. O Estado do Rio de Janeiro registrou mais de 2,8 milhões de casos confirmados de Covid e 77.166 mortes, sendo que mais da metade delas – 38,8 mil – ocorreram na capital.  Auditorias do TCU e da CGU identificaram sobrepreços estimados em R$ 69 milhões numa licitação de materiais cirúrgicos e R$ 18,1 milhões em outra de medicamentos contra o câncer. As irregularidades foram detectadas preventivamente, antes da assinatura dos contratos.  A atuação de políticos nos bastidores dos seis hospitais federais do Rio – Hospital do Andaraí, Hospital Geral de Bonsucesso, Hospital Cardoso Fontes, Hospital de Ipanema, Hospital da Lagoa e Hospital dos Servidores – durante a pandemia, deixou marcas nas unidades que fazem parte da rede de assistência do SUS. A milícia chegou a ocupar um terreno do Hospital Cardoso Fontes para extorquir funcionários e familiares de pacientes com a cobrança de estacionamento, segundo a Polícia Civil. Ainda de acordo com a ‘Pública’, a gestão com liderança de Flávio Bolsonaro foi tão desastrosa que os hospitais acabaram sendo sucateados e mesmo com o grande número de pacientes, acabou demitindo profissionais e encerrando contratos com prestadores de serviços que eram essenciais. Há também indícios de superfaturados de contratos. Durante a pandemia, enquanto brasileiros precisavam de atendimento, leitos permaneciam fechados e auditorias apontavam sobrepreços milionários em compras básicas para manter os centros de saúde. O deputado federal Otoni de Paula (PSD-RJ), que é pastor evangélico de direita, acusou Flávio de ter liderado um esquema de corrupção nos hospitais federais do Rio. “Toda a estrutura de poder e de indicação política, e as empresas que participariam de licitações, que ganhariam ou perderiam, tudo isso estava dentro do grupo cuja cabeça era o senador Flávio Bolsonaro”, afirmou. Procurado, Flávio Bolsonaro não respondeu aos pedidos de entrevista. Leia Também: Quem é Mariana? Entenda pergunta de Janones a Flávio Bolsonaro Escolha o Notícias ao Minuto como fonte preferida no Google Receba as nossas notícias com mais destaque sempre que pesquisar no Google.

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