As ações da fabricante de chips subiram 9,6% durante a manhã, a US$ 613,50 (R$ 3.153,39), e atingiram o maior valor da história. Com o avanço, a AMD se tornou a quarta fabricante americana de chips a integrar o grupo de empresas com valor de mercado na casa dos trilhões de dólares, depois de Nvidia, Broadcom e Micron. A Nvidia alcançou esse nível em 2023 e atualmente é a empresa mais valiosa do mundo, com valor de mercado superior a US$ 5 trilhões (R$ 25,7 trilhões), em meio ao aumento da demanda por tecnologias de inteligência artificial. Agora no g1 Concorrente da Nvidia A empresa, sediada em Santa Clara, na Califórnia, é considerada a principal concorrente da Nvidia no mercado de unidades de processamento gráfico (GPUs), chips usados para executar tarefas de inteligência artificial. A AMD também ampliou sua atuação no setor. Além de vender chips individualmente, a empresa passou a oferecer sistemas completos que combinam processadores, equipamentos de rede e outros componentes, em uma estratégia para disputar espaço com os produtos da Nvidia. A companhia também se beneficia da demanda por unidades centrais de processamento (CPUs), usadas em conjunto com GPUs em servidores que executam modelos de inteligência artificial. Esse movimento ajudou a AMD a ganhar participação de mercado da Intel. A valorização da AMD ganhou força nas últimas semanas. Desde o início de setembro, quando a empresa divulgou uma previsão de receita trimestral acima das estimativas de Wall Street, mas abaixo das expectativas mais elevadas dos investidores, as ações acumulam alta de mais de 26%. O movimento também acompanhou uma alta generalizada entre empresas do setor. As ações da Intel subiram cerca de 11% nesta segunda-feira, enquanto as da Qualcomm avançaram 4,1%. O índice que reúne empresas de semicondutores nos Estados Unidos subiu 2,6%, atingindo o maior nível em um mês. Empresa fechou parceria com governo dos EUA Em outubro do ano passado, o governo dos Estados Unidos anunciou numa parceria de US$ 1 bilhão (US$ 5,4 bilhões) com a fabricante de processadores AMD para desenvolver supercomputadores voltados à pesquisa científica. Segundo o comunicado da época, os equipamentos serão usados em pesquisas como energia nuclear, tratamentos de câncer e segurança nacional, informaram à Reuters o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, e a presidente-executiva da AMD, Lisa Su. ➡️ O objetivo seria de garantir que o país tenha supercomputadores potentes o bastante para realizar experimentos científicos cada vez mais complexos, que demandam alto poder de processamento de dados. As máquinas podem acelerar descobertas científicas nas principais áreas de interesse dos EUA. Segundo o secretário de Energia, os supercomputadores devem impulsionar avanços em energia nuclear e de fusão, em tecnologias de defesa e no desenvolvimento de novos medicamentos. A fusão nuclear, reação que ocorre no Sol, é estudada por cientistas e empresas que tentam reproduzir o processo na Terra ao colidir átomos leves em um gás de plasma sob calor e pressão extremos. “Fizemos grandes progressos, mas os plasmas são instáveis e precisamos recriar o centro do Sol na Terra”, disse Wright à Reuters. Segundo ele, a inteligência artificial desses sistemas deve acelerar o progresso da pesquisa e pode levar a avanços práticos na geração de energia por fusão nos próximos dois ou três anos. *Com informações da Reuters