Ameaças, constrangimento e extorsão: 4 são presos por golpe da falsa garota de programa em Montes Claros

Operação reuniu 40 policiais
Polícia Civil
Ameaças, constrangimento e extorsão. Essas são algumas das situações vividas por pessoas que caíram no “golpe da falsa garota de programa”, segundo a polícia. Nesta quarta-feira (28), três homens e uma mulher foram presos em Montes Claros, no Norte de Minas Gerais, no decorrer de uma investigação realizada pela polícia de São Paulo.
De acordo com o chefe do 11º Departamento da Polícia Civil de Minas Gerais, Jurandir César Rodrigues, além dos quatro mandados de prisão, os policiais cumpriram 24 ordens judiciais de busca e apreensão na operação Pecado Capital. Foram recolhidos celulares e documentos, que subsidiarão a apuração. A ação se concentrou na Vila Atlântida e no Residencial Vitória.
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“Por meio de sites de relacionamento e de plataformas de anúncio, eles captam essas pessoas que procuram garotas de programa e, quando iniciam esse diálogo, as vítimas são submetidas a constrangimento e ameaças.”
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Ainda de acordo com Jurandir Rodrigues, durante o contato, as vítimas expõem sua intimidade, e os golpistas se aproveitam disso.
“Elas passam a sofrer ameaças de exposição da sua vida privada e extorsão mediante exigência de pagamentos para que não venham a ter sua vida exposta.”
O chefe do 11º Departamento também detalhou que a investigação está sendo realizada pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Itapeva (SP), que pediu o apoio da Polícia Civil de Minas Gerais após identificar que Montes Claros servia como base para as atividades criminosas.
Sobre o número de pessoas prejudicadas, informou que há certa resistência das vítimas em procurarem as autoridades.
“As vítimas desse crime ficam muito receosas com a exposição da sua intimidade, sentem vergonha e têm muita dificuldade em procurar a polícia para as devidas providências. Então, são poucas as vítimas que vêm nos procurar e a registrar a ocorrência. Mas, através das que nos procuram, é possível realizar as investigações, identificar outras vítimas e também os agressores.”
O delegado destacou que as vítimas devem procurar pela polícia e que há meios para garantir o sigilo das investigações e a não exposição delas.
Os presos, que não tiveram os nomes divulgados, foram encaminhados ao sistema prisional. As investigações seguem com o objetivo de identificar outras possíveis vítimas, esclarecer a participação de cada envolvido e verificar a extensão das atividades criminosas.
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