Após mais de 50 anos, investigação confirma nova vítima do serial killer Ted Bundy

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Autoridades dos Estados Unidos anunciaram na terça-feira (27) que o caso do homicídio de Melissa Ann Smith, 17, ganhou um novo contorno depois de 52 anos, após um teste de DNA avançado indicar que seu assassino foi o serial killer Ted Bundy. O crime finalmente foi desvendado após o corpo da jovem ter sido encontrado por caçadores em 1974. Segundo a promotora do condado de Summit, Margaret Olson, a morte de Melissa apresenta características do “padrão, motivo e meios” de Bundy. Os investigadores já estavam convencidos de que o serial killer havia sido o responsável pelo crime e conseguiram a confirmação após estabelecerem conexões entre Smith e Laura Aime, outra vítima de Bundy cujo caso foi encerrado em abril, no estado de Utah. De acordo com o sargento envolvido na investigação, Mike Reynolds, “um perfil genético muito semelhante ao de Bundy” foi encontrado nas evidências, que foram obtidas na autópsia de Smith. “[Espero que] a cada caso solucionado, possamos apagar a memória de Ted Bundy”, disse Reynolds, que afirmou que as investigações relacionadas ao assassino ainda continuam. Ted Bundy foi um dos criminosos mais famosos da história dos EUA, sendo culpado por assassinar brutalmente pelo menos 30 mulheres e meninas em diversos estados na década de 1970. Muitas outras conseguiram escapar ou sobreviveram com ferimentos. Seus crimes eram cometidos em repúblicas universitárias, parques e outros locais, e deixaram os americanos em alerta. Sua prisão em 1975 gerou muita repercussão no país, em parte porque muitos americanos o achavam bonito. Ele fugiu da cadeia após pular uma janela da biblioteca do presídio em 1977. Foi encontrado e recapturado até que, seis meses depois, escapou novamente e fez vítimas até ser preso em definitivo no ano de 1978, ficando encarcerado por 11 anos até sua execução por cadeira elétrica, na Flórida. Nos últimos dias de sua vida, Bundy confessou uma série de crimes dos quais a polícia não tinha conhecimento. Até hoje, muitos desses casos ainda não foram confirmados. Uma das primeiras vítimas de Bundy consideradas por historiadores é Nancy Wilcox, uma líder de torcida de 16 anos do condado de Salt Lake que desapareceu em outubro de 1974 -e até hoje não teve seu caso solucionado. Melissa Smith, a adolescente cuja morte é agora atribuída a Bundy, cursava o último ano do ensino médio quando esse caso ocorreu e desapareceu no mesmo mês que Wilcox. Caçadores encontraram seu corpo com sinais de tortura e estupro. Conhecido por abordar mulheres em locais públicos, o assassino conquistava a confiança delas com seu charme ou fingindo estar machucado, para então atraí-las a lugares isolados e matá-las brutalmente, com golpes de barras de metal e outras ferramentas. Frequentemente, Bundy voltava aos locais do crime para abusar sexualmente do corpo das vítimas em decomposição. Ele confessou ter decapitado ao menos 12 mulheres, guardando as cabeças em seu apartamento como “troféus”. O laboratório criminal estadual recebeu, em 2023, uma nova tecnologia que extrai DNA de amostras mesmo quando elas são pequenas, estão degradadas pelo tempo ou contêm material genético de várias pessoas. O novo equipamento é essencial para analisar os casos com provas antigas, como o sangue do serial killer, encontrado em 2011 em um frasco coletado após sua prisão. “Este caso demonstra a importância de preservar as provas”, afirmou Rosie Rivera, xerife do Condado de Salt Lake. “Temos de solucionar esses casos da melhor maneira”, acrescentou, explicando a importância de recorrer à ciência, mesmo tantos anos depois. “Ninguém vai encerrar o assunto e atribuir tudo a Ted Bundy, embora muitos casos tenham seguido esse caminho. Aqui em Utah, levamos isso muito a sério.” Os parentes de Smith foram informados sobre as descobertas, mas recusaram-se a comparecer à entrevista coletiva e a falar com os repórteres, informou o Gabinete do Xerife do Condado de Summit. Os pais dela já morreram. Vorcaro diz em depoimento que não fez fraude com BRB que está preso injustamente O ex-banqueiro falou à PF por duas horas e meia em 15 de setembro, junto à sua equipe de defesa. Na ocasião, usou o tempo para confrontar e rebater as perguntas feitas pela delegada do caso. Folhapress | 10:36 – 30/10/2026

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