Em sua denúncia, a trinamiX, subsidiária da BASF, afirma ter passado a última década desenvolvendo tecnologia para solucionar falhas em sistemas convencionais de reconhecimento facial que permitem fazer o desbloqueio facial usando fotografias, máscaras impressas em 3D e réplicas de silicone. A denúncia diz que a Apple não usou a tecnologia patenteada da BASF quando lançou o Face ID, seu recurso de autenticação facial, em 2017 com o iPhone X. Mas aponta que a fabricante agora a utiliza em vários produtos, incluindo o iPhone 15, iPhone 16, iPhone 17 e iPad Pro. “A Apple sabia, ou deveria saber, da alta probabilidade de que a atualização de seus iPhones e iPads para incorporar o Face ID usando detecção de material e pele” infringisse sete patentes da trinamiX, causando “danos substanciais e prejuízos irreparáveis”, diz a queixa. Agora no g1 O processo será analisado pelo Tribunal Distrital dos EUA em Midland, Texas, e busca indenização por danos não especificados e a suspensão de novas violações. A Apple não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários. A dona do iPhone vendeu US$ 196,5 bilhões em iPhones (cerca de R$ 1 trilhão) e US$ 21,7 bilhões em iPads (R$ 110 bilhões) entre o quarto trimestre de 2025 e o segundo trimestre de 2026. Segundo a BASF, a origem da trinamiX remonta a 2010, quando cientistas que pesquisavam células solares orgânicas fizeram descobertas inesperadas que levaram à construção dos primeiros protótipos de câmeras tridimensionais. A BASF criou a subsidiária em 2014 como uma entidade independente para desenvolver tecnologias avançadas de sensoriamento 3D e de materiais. A trinamiX detém mais de 800 patentes concedidas ou pendentes em todo o mundo, segundo a denúncia.
Apple é processada nos EUA por patentes de reconhecimento facial em iPhones
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