Bolsas da Ásia despencam após tombo em Wall Street, e Coreia do Sul aciona circuit breaker

O Japão e a Coreia do Sul registraram algumas das maiores perdas, próximas de 6%. Na bolsa sul-coreana, o índice Kospi chegou a cair mais de 8%, provocando o acionamento do circuit breaker, mecanismo que suspende temporariamente as negociações para conter movimentos bruscos do mercado. As operações ficaram interrompidas por 20 minutos. Após a retomada, o índice recuperou parte das perdas e encerrou o dia em queda de 6,02%. Veja como fecharam as principais bolsas asiáticas: Japão (Nikkei): queda de 5,96%, aos 57.434 pontos.Coreia do Sul (Kospi): recuo de 6,02%, aos 5.059 pontos.Taiwan (Taiex): baixa de 4,51%, aos 39.701 pontos.Cingapura (Straits Times): queda de 2,17%, aos 5.181 pontos.Hong Kong (Hang Seng): recuo de 1,27%, aos 24.481 pontos.China (Xangai): baixa de 1,10%, aos 3.649 pontos.China (CSI 300): queda de 1,44%, aos 4.054 pontos.Austrália (S&P/ASX 200): recuo de 0,49%, aos 9.020 pontos. Por que as bolsas estão caindo? A queda das bolsas asiáticas ocorreu após um dia de fortes perdas em Wall Street. Na quinta-feira (5), o S&P 500 registrou seu pior desempenho desde abril de 2025, quando o presidente Donald Trump anunciou um amplo pacote de tarifas sobre produtos importados. Veja como fecharam os principais índices americanos: S&P 500: queda de 4,4%, aos 7.353,73 pontos.Dow Jones: recuo de 3,4%, aos 51.523,06 pontos.Nasdaq: baixa de 5,5%, aos 24.315 pontos. As perdas foram puxadas por empresas de tecnologia, diante do temor de que os investimentos bilionários em inteligência artificial (IA) não tragam os lucros esperados. O alto custo de construção de data centers, instalações que abrigam equipamentos de IA, também preocupa os investidores, que temem uma desaceleração dos projetos e uma possível bolha no setor. As eleições de meio de mandato nos EUA aumentaram as incertezas. A vitória dos democratas elevou as expectativas de maior fiscalização e de possíveis restrições à construção de data centers, diante das preocupações com o aumento das contas de energia. Entre as empresas mais afetadas estão: Nvidia: queda de 9,3%.AMD: recuo de 17,3%.CoreWeave: baixa de 9,8%.GE Vernova: queda de 7,5%. Com as perdas, o Nasdaq, que concentra grandes empresas de tecnologia, acumula queda de 11,9% em relação ao recorde do mês passado. O índice entrou em território de correção, quando a desvalorização supera 10% em relação à máxima recente. Bolsas chinesas reduzem perdas; petróleo sobe Na China e em Hong Kong, as bolsas recuperaram parte das perdas durante o pregão, impulsionadas pela procura por ações mais baratas e pelas medidas de apoio ao mercado adotadas por Pequim. Apesar das quedas desta sexta-feira, os principais índices encerraram a semana em alta: CSI 300 (China): avanço de 1,7%.Xangai (China): alta de 1,4%.Hang Seng (Hong Kong): valorização de 5,1%.Hang Seng Tech (Hong Kong): alta de 8,6%. As empresas chinesas ligadas à inteligência artificial, porém, sofreram com as perdas do setor nos EUA. A Zhongji Innolight caiu 9,2%, enquanto a Eoptolink Technology recuou 7,3%. Para Jason Hsu, da Rayliant Global Advisors, o mercado chinês acompanha de perto os sinais de uma possível bolha de IA nos Estados Unidos, que também poderia afetar as empresas locais. No mercado de energia, o petróleo subiu em meio às incertezas sobre a guerra com o Irã. O Brent avançou 3,88%, a US$ 98,29 por barril, enquanto o WTI teve alta de 0,60%, a US$ 91,06. Já os investidores buscaram segurança nos títulos do Tesouro americano. O rendimento dos papéis de dez anos caiu de 4,90% para 4,84% ao ano, movimento que pode indicar maior procura por esses investimentos. No câmbio, o dólar subiu de 157,65 para 157,83 ienes, enquanto o euro recuou de US$ 1,1218 para US$ 1,1216. *Com informações das agências de notícias Reuters e Associated Press

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