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Dólar abre a R$ 4,97 com mercado de olho nas negociações entre EUA e Irã

por Redação
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As tensões no Oriente Médio continuam no radar dos mercados, com novos sinais de impasse entre Estados Unidos e Irã. Mesmo com um cessar-fogo frágil em vigor, os desdobramentos da guerra seguem influenciando o fluxo de petróleo e o humor dos investidores. ▶️ O presidente dos EUA, Donald Trump cancelou a visita de dois enviados ao Paquistão, o que reduziu as expectativas de negociações de paz. Ao mesmo tempo, autoridades da região afirmam que o Irã sinalizou encerrar o controle sobre o Estreito de Ormuz se os americanos suspenderem o bloqueio ao país. ▶️ Mesmo com um cessar-fogo frágil em vigor, as tensões entre EUA e Irã seguem dificultando a travessia de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo do Golfo Pérsico. Na sexta-feira, a Casa Branca informou que Trump concedeu uma prorrogação de 90 dias à isenção da Lei Jones, permitindo o transporte de petróleo e gás natural por embarcações não americanas em razão da guerra com o Irã. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair 💲Dólar Acumulado da semana: +0,29%;Acumulado do mês: -3,50%;Acumulado do ano: -8,95%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -2,55%;Acumulado do mês: +1,75%;Acumulado do ano: +18,38%. Negociações no Oriente Médio As tensões no Oriente Médio seguem no radar dos mercados globais. Mesmo após um cessar-fogo ter reduzido os combates iniciados há cerca de dois meses, as negociações de paz entre EUA e Irã ainda enfrentam dificuldades. No fim de semana, o presidente dos EUA, Donald Trump cancelou a viagem de enviados americanos que participariam das conversas e afirmou que o Irã deveria procurar Washington quando estivesse pronto para um acordo. Ao mesmo tempo, o ministro das Relações Exteriores iraniano viajou à Rússia para se reunir com Vladimir Putin, aliado do governo de Teerã. Segundo fontes do Paquistão, país que atua como mediador, as tentativas de diálogo continuam. Diante desse cenário, investidores acompanham de perto a situação no Estreito de Ormuz, passagem usada para o transporte de petróleo e gás do Golfo Pérsico. A região permanece com pouco movimento de navios, o que levanta preocupações sobre possíveis interrupções no fornecimento de energia. Com isso, os preços do petróleo avançam. Nesta segunda-feira, o barril do Brent — referência internacional — subia pouco mais de 1%, a US$ 106,47, depois de ter alcançado cerca de US$ 108,50 no início da sessão. Boletim Focus Para 2026, a expectativa de inflação subiu de 4,80% para 4,86%. Já para 2027, a projeção passou de 3,99% para 4%. Mesmo com essa revisão, o mercado manteve a previsão de queda dos juros ao longo dos próximos anos. A estimativa para a taxa Selic no fim de 2026 permaneceu em 13% ao ano, o que indica expectativa de redução no decorrer daquele ano. O relatório também trouxe ajustes em outras previsões. A projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026 caiu levemente, de 1,86% para 1,85%. Já a estimativa para o dólar ao fim deste ano recuou de R$ 5,30 para R$ 5,25. Mercados globais Em Wall Street, os contratos futuros operavam perto da estabilidade na manhã desta segunda-feira, enquanto investidores acompanhavam o impasse nas negociações de paz entre EUA e Irã. Por volta das 8h30 (horário de Brasília), os futuros do Dow Jones caíam 0,09%, enquanto o S&P 500 permanecia estável e o Nasdaq subia 0,15%. Na Europa, o índice STOXX 600 avançava 0,34%, aos 612,74 pontos. Entre os principais mercados do continente, o DAX da Alemanha subia 0,3%, enquanto o CAC 40, de Paris, tinha alta de 0,1%. Já o FTSE 100, do Reino Unido, recuava 0,1%. Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção única. Em Xangai, o Shanghai Composite subiu 0,16%, enquanto o CSI 300 avançou 0,03%. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,20%. No Japão, o Nikkei teve alta de 1,38%, e, na Coreia do Sul, o KOSPI subiu 2,15%. China reduz investimento no Tesouro dos EUA e derruba o dólar nos mercados globais — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

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