A poucos dias das eleições presidenciais no Brasil, investidores repercutem as últimas pesquisas, divulgadas na véspera. O mercado ainda avalia novos balanços corporativos e segue atento às oscilações dos preços do petróleo no mercado internacional. ▶️ Na reta final das eleições, Flávio Bolsonaro está em empate técnico com Lula. Segundo a pesquisa Quaest divulgada na véspera, enquanto o candidato do PL tem 45% das intenções de voto, o petista tem 44%. A pesquisa também indicou que 44% temem volta da família Bolsonaro ao poder e 42%, mais um mandato de Lula. Mais tarde, uma nova pesquisa Datafolha deve ser divulgada. ▶️ As eleições também voltam o foco para o cenário fiscal. A poucos dias do 2º turno, o governo encaminhou ao Congresso uma PEC que prevê tarifa zero para transporte coletivo aos finais de semana em todo o país. A proposta é destinar R$ 12 bilhões das emendas parlamentares previstas para 2027 para o custeio da medida — 26,8% do total de recursos voltados para emendas. ▶️ No exterior, o petróleo enfrenta mais um dia de alta nesta quinta-feira. Além dos ataques a embarcações no Estreito de Ormuz e da queda maior do que o esperado nos estoques americanos, a Rússia e a Ucrânia voltaram a trocar ataques. Com isso, o barril do Brent, referência internacional, subia 2,83% perto das 8h50, cotado a US$ 111,90. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançava 2,16%, a US$ 99,25 o barril. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar Acumulado da semana: -0,90%;Acumulado do mês: -2,84%;Acumulado do ano: -8,41%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,46%Acumulado do mês: +10,75%;Acumulado do ano: +28,09%. Petróleo volta a ficar no radar As tensões entre os Estados Unidos e o Irã seguem influenciando as cotações do petróleo no mercado internacional. Na véspera, o Teerã informou ao comandante do Exército do Paquistão que não haverá negociações com Washington até que suas exigências sejam atendidas. As falas reforçam o endurecimento da postura do país em relação às tratativas com os EUA, apesar dos esforços de mediação do Paquistão, seu principal interlocutor. Segundo o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, Washington não poderá conquistar a confiança de Teerã até que cumpra as sete condições apresentadas pelo país no mês passado para a reabertura do Estreito de Ormuz, rota por onde passava cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo antes da guerra. As condições do Irã incluem, entre outras exigências, o fim do bloqueio dos EUA aos seus portos, o fim das sanções dos EUA às suas exportações de petróleo, bem como o fim das hostilidades em todas as frentes regionais. Além disso, outro fator que influencia as cotações do petróleo nesta quinta-feira é a nova onda de ataques da Rússia contra a Ucrânia. Os dois países voltaram a trocar ataques, mesmo após os recentes esforços dos EUA para pôr fim ao conflito. Na véspera, Moscou chegou a afirmar que estaria pronta para retomar as negociações com Kiev, enquanto o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que espera que as conversas ocorram no início de novembro. Ainda assim, os ataques seguem acontecendo entre os dois países. Bolsas globais Na Ásia, a queda foi generalizada entre os índices acionários, à medida que as ações do setor de inteligência artificial registravam perdas, em meio a temores de que o crescimento e as valorizações fossem insustentáveis. O SSEC, Índice de Xangai, teve queda de 1,48%, enquanto o CSI300, que reúne grandes empresas chinesas, caiu 1,84%. No Japão, o Nikkei recuou 2,67% e o Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 3,52%. O Hang Seng, de Hong Kong, teve perdas de 3,03%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Cédulas de dólar — Foto: Divulgação
Dólar abre em alta, com avanço nos preços do petróleo e na reta final das eleições no Brasil
postagem anterior
