O dólar fechou em queda de 0,99% nesta quinta-feira (30), cotada a R$ 4,9518 — o menor patamar desde 7 de março de 2024, quando encerrou a R$ 4,9336. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 1,39%, aos 187.318 pontos. Indicadores econômicos no Brasil e no exterior foram os principais destaques do dia. Investidores também avaliaram as decisões de juros do Banco Central e do Federal Reserve (Fed), e seguiram atentos ao conflito no Oriente Médio. ▶️ As decisões de juros no Brasil e nos EUA vieram de acordo com o esperado pelo mercado financeiro. A guerra no Oriente Médio foi um fator comum de preocupação para os bancos centrais, que indicaram que as taxas podem permanecer mais altas para conter os efeitos da inflação. 🔎 Juros mais altos no Brasil tendem a desvalorizar o dólar no país, pois atraem investidores estrangeiros em busca de aplicações mais seguras e com maior retorno. ▶️ O mercado também avalia o impasse nas negociações de paz entre os EUA e o Irã. A expectativa é que o governo iraniano apresente um novo plano para encerrar a guerra, após Trump rejeitar a última proposta do país. ▶️ Entre os indicadores econômicos, a inflação anual dos EUA, medida pelo PCE, registrou alta de 0,7% em março, no maior avanço desde junho de 2022. Os preços mais altos da gasolina puxaram o índice, que é um dos preferidos do Fed para análise de preços e decisão de juros. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar Acumulado da semana: -0,92%;Acumulado do mês: -4,38%;Acumulado do ano: -9,78%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -1,78%;Acumulado do mês: -0,06%;Acumulado do ano: +16,28%. Petróleo toca os US$ 125 A tensão no Oriente Médio voltou a pressionar o mercado de energia e levou o petróleo a níveis elevados nesta quinta-feira, chegando a ultrapassar os US$ 125 nas primeiras horas do dia, em meio à falta de avanço nas negociações entre EUA e Irã. Os preços arrefeceram ao longo do dia, mas as dúvidas sobre a reabertura do Estreito de Ormuz e sobre uma solução para o conflito continuam a pairar sobre o mercado. Ao final da sessão, o barril do Brent (referência internacional) fechou em queda de 3,41%, cotado a US$ 114,01 o barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos Estaods Unidos, caiu 1,23% na sessão, a US$ 105,57 o barril. A volatilidade recente está diretamente ligada ao impasse geopolítico, que segue sem sinais claros de resolução: a guerra já entra na nona semana, sem avanço significativo nas negociações;os EUA mantêm restrições aos portos iranianos;a circulação de navios pelo Estreito de Ormuz permanece comprometida, afetando a oferta global. Vale lembrar que, nos últimos dias, declarações do presidente Donald Trump ampliaram o grau de incerteza. O governo americano avalia diferentes caminhos, que vão desde intensificar a pressão até reduzir sua presença militar na região. Do outro lado, o Irã indica que pode reagir a novos ataques e tem usado o período de cessar-fogo para reorganizar sua estrutura militar. Mercados globais Em Wall Street, os principais índices americanos fecharam em alta nesta quinta-feira, registrando os maiores ganhos mensais em anos. O avanço veio apoiado em resultados corporativos positivos, que acabaram compensando as preocupações com a oferta global de petróleo em meio ao conflito no Oriente Médio. Enquanto o Dow Jones subiu 1,62% na sessão, para 49.652,14, o S&P 500 avançou 1,02%, para 7.209,01 pontos e o Nasdaq Composite teve ganhos de 0,89%, aos 24.892,31 pontos. Na Europa, o desempenho foi majoritariamente positivo. O STOXX 600 avançou 0,35%, enquanto o FTSE 100, do Reino Unido, subiu 1,03%. O DAX, da Alemanha, teve alta de 0,28%. Na contramão, o CAC 40, da França, caiu 0,59%. Na Ásia, os mercados fecharam em direções opostas. Em Hong Kong, o índice Hang Seng recuou 1,3%, aos 25.772,50 pontos. Já o Shanghai Composite, de Xangai, subiu 0,1%, aos 4.109,99 pontos. Em Tóquio, o Nikkei 225 caiu 1,1%, enquanto, em Seul, o KOSPI teve baixa de 1,38%. Dólar — Foto: Heloise Hamada/G1
Dólar cai a R$ 4,95 e fecha no menor valor em mais de dois anos, com juros e petróleo no radar
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