Dólar fecha em alta e vai a R$ 5,08, com foco em inflação americana e pesquisas eleitorais; Ibovespa cai

O cenário político brasileiro seguiu sob os holofotes, conforme investidores repercutem novas pesquisas eleitorais e a aprovação da PEC que prevê o fim da escala 6×1. Indicadores econômicos no Brasil e nos Estados Unidos também ficaram no radar. ▶️ No Brasil, o tema do dia foi a aprovação da PEC que prevê o fim da escala 6×1. A proposta foi aprovada pelo Senado na última quarta-feira por 75 votos a favor e um contra nos dois turnos de votação. Com a aprovação, a emenda constitucional é promulgada pela Mesa do Congresso e a expectativa é que as mudanças aconteçam de forma gradativa. ▶️ No quadro eleitoral, Flávio Bolsonaro apareceu com 46% das intenções de voto no 2º turno, contra 44% de Lula. Os dados são da nova pesquisa Quaest, divulgada na véspera. Nesta quinta-feira, um novo levantamento deve ser divulgado pelo Datafolha. Acompanhe as pesquisas eleitorais no g1. ▶️ Na agenda econômica, o destaque ficou com o índice de preços ao produtor (PPI) dos EUA. O indicador subiu 1,3% em setembro, no maior avanço em mais de quatro anos, em meio à alta dos custos de bens e serviços. 🔎 Os dados reforçam a expectativa de que o Fed possa elevar os juros no fim deste mês. Taxas mais altas nos EUA tendem a fortalecer o dólar e a afastar investidores de mercados emergentes, como o Brasil, além de aumentar a pressão para manter os juros elevados por aqui. ▶️ No Brasil, o foco esteve com a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) de agosto. As vendas no varejo subiram 0,1% em agosto sobre julho na série com ajuste sazonal, abaixo do esperado pelo mercado, que previam alta de 0,7%, segundo a Reuters. O resultado acompanha dados mais fracos da indústria e de serviços e confirma a desaceleração da atividade econômica brasileira. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar Acumulado da semana: +2,06%;Acumulado do mês: -1,69%;Acumulado do ano: -7,32%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -2,28%Acumulado do mês: +9,64%;Acumulado do ano: +26,80%. Flávio Bolsonaro segue em vantagem no 2º turno, diz pesquisa A primeira pesquisa Quaest do segundo turno, divulgada nesta quarta-feira (14), mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 46% das intenções de voto, contra 44% de Lula. Os dois estão em empate técnico dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal O Globo. Veja os números: Flávio Bolsonaro (PL): 46%Lula (PT): 44%Indecisos: 1%Branco/nulo/não vai votar: 9% Outro levantamento mostrou, ainda, que 43% dos brasileiros têm medo da volta da família Bolsonaro com a possível vitória de Flávio Bolsonaro (PL), ao mesmo tempo em que outros 43% têm medo da reeleição de Lula (PT). Em relação à última edição da pesquisa, de 3 de outubro, às vésperas do primeiro turno, houve um aumento de 3% nas respostas que citam o medo do retorno da família Bolsonaro. No levantamento anterior, o percentual foi de 40%, menor patamar desde 5 de agosto. Já os participantes que disseram ter mais medo da reeleição de Lula se mantiveram estáveis (43%) desde 21 de setembro. A expectativa, agora, é pela nova pesquisa do Datafolha, que deve ser divulgada nesta quinta-feira. Fim da escala 6×1 A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1, com dois dias de descanso remunerado por semana, foi aprovada pelo Senado nesta quarta-feira (14). A proposta foi aprovada por 75 votos a favor e um contra nos dois turnos de votação. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único a votar contrário à proposta. Com a aprovação, a emenda constitucional é promulgada pela Mesa do Congresso, sem precisar passar pela sanção do presidente da República, como ocorre com projetos de lei. Ela começa a produzir efeitos após a publicação no Diário Oficial. Como o g1 mostrou, a expectativa é que as mudanças comecem a valer dois meses após a publicação da emenda constitucional. A partir desse prazo, os trabalhadores passariam a ter direito a dois dias de repouso semanal remunerado, com possibilidade de compensação prevista em norma coletiva, desde que fosse assegurada a média de dois dias de descanso por semana. A proposta também prevê a redução gradual da jornada semanal, sem diminuição salarial. Durante o primeiro ano de transição, o limite será de 42 horas semanais. Depois desse período, a jornada máxima passará a ser de 40 horas. Bolsas globais Em Wall Street, os principais índices acionários fecharam em alta nesta quinta-feira, enquanto os investidores repercutiam novos dados de inflação e atividade econômica no país. O Dow Jones avançou 1,01%, seguido pelo S&P 500, que subiu 0,32%, e pelo Nasdaq Composite, com alta de 0,07%. Do outro lado do Atlântico, as bolsas na Europa atingiram o maior nível em mais de duas semanas, impulsionadas por balanços sólidos e por uma alta no setor de saúde. O índice pan-europeu STOXX 600 avançou 0,38%. Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, teve alta de 0,33%, enquanto o CAC-40, da França, subiu 0,78% e o FTSE 100, do Reino Unido, ganhou 1,08%. Na Ásia, as ações chinesas fecharam no menor patamar em 14 meses, acompanhando a fraqueza generalizada nos mercados globais e em meio à queda dos papéis do setor de tecnologia. O SSEC, índice de Xangai, e o CSI300, índice que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caíram 1,6%. Entre os demais índices da região, o Nikkei, do Japão, perdeu 4,90% e o Hang Seng, de Hong Kong, desvalorizou 1,03%. O Kospi, da Coreia do Sul, teve perdas de 7,57%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Cédulas de dólar — Foto: John Guccione/Pexels

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