Emirados Árabes anunciam saída da Opep e Opep+, em golpe para grupo de produtores de petróleo

Emirados Árabes anunciam saída da Opep e Opep+, em golpe para grupo de produtores de petróleo

A saída foi confirmada à Reuters pelo ministro de Energia dos Emirados Árabes Unidos, Suhail Mohamed al-Mazrouei. Ele disse que a decisão foi tomada após uma análise cuidadosa das estratégias energéticas do país na região. 🔎O que são a Opep e a Opep+? Criada em 1960 com o objetivo de controlar a oferta mundial de petróleo e seu preço, a Opep é formada atualmente por 12 membros, principalmente do Oriente Médio e da África. Já a Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados) , criada em 2016, reúne o grupo principal e mais 11 produtores, que se reúnem regularmente para decidir quanto petróleo bruto vender no mercado mundial. Vídeos em alta no g1 A surpreendente saída dos Emirados, um membro de longa data da Opep, ocorre em um momento em que a guerra com o Irã provocou um choque energético histórico e desestabilizou a economia global. A retirada pode criar desordem e enfraquecer o grupo, que normalmente busca mostrar uma frente unida apesar de desacordos internos sobre uma série de questões, desde geopolítica até cotas de produção. Questionado se os Emirados Árabes Unidos consultaram a Arábia Saudita, Suhail Mohamed al-Mazrouei afirmou que o país não discutiu o assunto com nenhum outro país. “Esta é uma decisão de política, tomada após uma análise cuidadosa das políticas atuais e futuras relacionadas ao nível de produção”, disse o ministro de Energia. Os produtores do Golfo da Opep já vinham enfrentando dificuldades para exportar através do Estreito de Ormuz, entre o Irã e Omã, por onde normalmente passa um quinto do petróleo bruto e gás natural liquefeito do mundo, devido a ameaças e ataques iranianos contra embarcações. Mazrouei afirmou que a medida não teria grande impacto no mercado devido à situação no estreito. Mas a saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep representa uma grande vitória para o presidente dos EUA, Donald Trump, que acusou a organização de “explorar o resto do mundo” ao inflar os preços do petróleo. Trump também vinculou o apoio militar dos EUA ao Golfo aos preços do petróleo, dizendo que, enquanto os EUA defendem os membros da Opep, eles “exploram isso impondo preços altos do petróleo”. A decisão veio após os Emirados Árabes Unidos, um centro de negócios regional e um dos aliados mais importantes de Washington, criticarem outros estados árabes por não fazerem o suficiente para protegê-los de inúmeros ataques iranianos durante a guerra. Anwar Gargash, conselheiro diplomático do presidente dos Emirados Árabes Unidos, criticou a resposta árabe e do Golfo aos ataques iranianos em uma sessão no Fórum de Influenciadores do Golfo na segunda-feira. “Os países do Conselho de Cooperação do Golfo se apoiaram logisticamente, mas política e militarmente, acho que sua posição tem sido historicamente a mais fraca”, disse Gargash. “Eu esperava essa postura fraca da Liga Árabe e não me surpreende, mas não esperava isso do Conselho de Cooperação do Golfo e estou surpreso”, afirmou.

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