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Espetáculo “Epiderme Azeviche” celebra negritude com estreia em Betim

por Gilberto Cruz
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Epiderme Azeviche, espetáculo de dança afro contemporânea celebra a negritude em espetáculo itinerante.

Espetáculo solo de dança afro contemporânea, celebra e exalta a pele negra como força estética e política, combatendo o apagamento histórico através da arte.

Epiderme Azeviche, estreia no dia 25 de abril, no Teatro Municipal de Betim, com entrada gratuita. O espetáculo é de autoria da bailarina e coreógrafa Elaine do Carmo, uma das pioneiras negras, que atua na cena da dança há 33 anos, destes 25 com registro profissional clássico.

Com entrada gratuita, a peça é dividida em três atos: o primeiro e o terceiro são dançados em solo por Elaine; já o segundo se transforma em um breve duo ou trio, ao convidar uma ou duas bailarinas negras de cada território onde a obra circulará para compor a cena. Essa escolha fortalece o intercâmbio artístico e valoriza a produção local, tornando cada apresentação única. Na de abertura, Elaine dividirá o palco com duas artistas, Nani Silva, de Betim e Guida Missy, de Ibirité.

A narrativa visual dialoga com técnicas afro-brasileiras e africanas, como a metodologia de Marlene Silva, a africanidade contemporânea de Germaine Acogny e a dança tradicional senegalesa Sabar.

O espetáculo conta com cenografia multimídia: figurinos e cenário se tornam suporte para projeções audiovisuais, criando uma atmosfera imersiva. As imagens projetadas têm inspiração estética no filme nigeriano Mami Wata, dirigido pela brasileira Líllis Soares, e dialogam com bordados e composições afro-brasileiras.

Mais do que dança, Epiderme Azeviche é um gesto cultural que reafirma a beleza contida na pele preta, contribui para o combate ao racismo e fortalece o repertório da dança afro-mineira.

Com duração de 35 minutos, o espaço cênico compacto foi pensado para permitir a itinerância. Além da apresentação de estreia em Betim, a montagem circulará pelas cidades de Araxá, Leopoldina, Pirapora, Divinópolis e região metropolitana de Belo Horizonte, levando ao palco reflexões sobre identidade, ancestralidade e resistência.

A obra é realizada através da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura – PNAB (Lei nº 14.399/2022), do Estado de Minas Gerais – PNAB 2024, reforçando seu compromisso com a democratização da cultura e o fortalecimento das artes negras no território mineiro.

 Contrapartida:

O projeto prevê ainda, como ação de contrapartida, o workshop “Cinema na Dança”, uma vivência prática que une corpo e audiovisual. A atividade será ministrada em Belo Horizonte por Elaine do Carmo e tem como objetivo capacitar bailarinos, estudantes de dança e interessados em processos criativos audiovisuais, utilizando o celular como principal ferramenta de captação e edição.

A artista:

Além de bailarina e coreografa, Elaine é jornalista, produtora e Mestra em Cinemas Negros no Feminino, pela Fafich UFMG. Em 2022 lançou seu primeiro filme sobre o legado dama da dança afro mineira, intitulado “Marlene Silva: Dança o Mundo”. Sua trajetória profissional inclui ainda o documentário “Mundo Velho Mundo Negro”, sobre o segundo clube social negro mais antigo do Brasil.

É pesquisadora cinematográfica com trabalhos publicados em livros e revistas acadêmicas, ademais é conselheira Sudeste da Apan (Associação dos Profissionais do Audiovisual Negro).

Serviço:

Espetáculo: Epiderme Azeviche

Data: 25 de abril de 2026

Local: Teatro Municipal de Betim, às 19h.

Duração: 35 minutos

Classificação: Livre

Criação e direção: Elaine do Carmo

Entrada gratuita, com ingressos no Sympla, na portaria do Teatro e no link da bio do espetáculo.

Disponível: https://www.instagram.com/epidermeazeviche/
https://jornaldeminas.com.br

Outras informações:
Assessoria de imprensa: Lourenna Rodrigues: (31) 99876-8226
Email: nzingacomunicacao@gmail.com

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