George Marques da Silva e Silva, coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), repostou uma publicação sobre o caso da padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida © Getty A campanha do senador e candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), pediu a prisão preventiva de George Marques da Silva e Silva, coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), por incentivar a divulgação de informações sobre uma tentativa de tirarem o título de Nossa Senhora Aparecida de padroeira do Brasil. O pedido foi apresentado ao Ministério Público Eleitoral. Na sexta-feira, 25, Marques republicou mensagem que incentivava o compartilhamento da informação, que passou a circular nas redes sociais e a campanha de Flávio Bolsonaro teria associado a ele o caso. “Parem de divulgar retratação. Deixem o assunto rolar. Eles fizeram isso em outras eleições e quase nos ferram. Continuem compartilhando que nossa senhora foi atacada, precisa chegar no interior do Nordeste, no interior do Norte”, dizia a publicação, que depois foi apagada. O caso Nossa Senhora Aparecida Vale destacar que a jornalista Maria Cristina Fernandes disse em programa da Globo News que parlamentares de extrema-direita tinham planos de, junto da bancada evangélica na Câmara dos Deputados, de tirar de Nossa Senhora de Aparecida o título de padroeira do Brasil. “Tem um movimento na Igreja Católica de reação a uma parcela de evangélicos que está mobilizando um projeto de lei para tirar a condição de Nossa Senhora Aparecida de Padroeira que pode sim surtir efeito entre os católicos a favor do Lula”, afirmou a jornalista. Porém, a jornalista não citou o nome de Flávio Bolsonaro. Maria Cristina apresentou apenas um fato, já que o deputado Professor Victório Galli (PMDB-MT), que se declara evangélico e aliado da família Bolsonaro, elaborou um projeto de lei que pretendia substituir a expressão “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos” na lei do feriado de 12 de outubro. O parlamentar propôs alterar a Lei nº 6.802/1980, que consagrou o feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida. O autor alegou que a mudança adequaria o texto ao princípio do Estado laico, evitando impor um culto religioso a todos os cidadãos brasileiros por via legal. No entanto, o projeto foi rejeitado na comissão competente e arquivado em agosto de 2008. Agora, a banca evangélica na Câmara estaria se articulando (contando com apoio de Flávio Bolsonaro) para desarquivar a PL2623/2007 e mudar o título de Nossa Senhora de Aparecida. Leia Também: STF condena Eduardo Bolsonaro por difamar deputada Tábata Amaral Escolha o Notícias ao Minuto como fonte preferida no Google Receba as nossas notícias com mais destaque sempre que pesquisar no Google.
Flávio Bolsonaro pede prisão de servidor por repostar caso de Aparecida
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