iFood compra Caju e amplia disputa no mercado de benefícios corporativos; o que muda para clientes?

As empresas não divulgaram o valor da transação. (Abaixo, entenda o que muda para os clientes) A operação também acontece em um mercado que movimenta cerca de R$ 150 bilhões por ano no Brasil e atende mais de 22 milhões de trabalhadores vinculados ao Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), programa federal que regulamenta benefícios como vale-alimentação e vale-refeição. Agora no g1 Criadas em 2020, iFood Benefícios e Caju ganharam espaço nos últimos anos ao disputar um mercado tradicionalmente dominado por grandes operadoras de benefícios. As duas empresas apostaram em soluções digitais e em cartões multibenefícios, que permitem concentrar diferentes modalidades em uma única plataforma. Segundo as empresas, a combinação dos negócios permitirá ampliar a oferta de produtos voltados tanto para trabalhadores quanto para departamentos de recursos humanos. Hoje, o iFood Benefícios reúne modalidades como alimentação, refeição, mobilidade, educação, cultura e saúde em um único cartão. A empresa afirma atender cerca de 65 mil clientes corporativos e 1,7 milhão de usuários.Já a Caju informa ter mais de 70 mil empresas clientes e 1,3 milhão de usuários. Além dos benefícios corporativos, a startup também oferece soluções para controle de despesas e gestão de pessoas. Em comunicado, Arthur Freitas, CEO do iFood Benefícios, afirmou que a operação está alinhada à estratégia da empresa para ampliar sua atuação no setor. “Repensamos a cadeia de valor do benefício, e os pontos de partida foram o restaurante e o trabalhador. Quando o custo da transação cai, o estabelecimento opera com mais margem e pode repassar esse ganho em alimentação mais barata para o trabalhador e em mais investimento no negócio”, disse. O acordo já foi comunicado ao Cade, órgão responsável por avaliar possíveis impactos concorrenciais da operação. Após a análise da autoridade, a transação também precisará passar pelo crivo do Banco Central. Até que as aprovações sejam concluídas, as duas empresas seguirão atuando separadamente. Segundo as empresas, não haverá mudanças imediatas para usuários, empregadores ou estabelecimentos parceiros. Até a conclusão do processo regulatório, iFood Benefícios e Caju continuarão operando de forma independente. Em comunicado, Eduardo Del Giglio, CEO e cofundador da Caju, afirmou que a expectativa da empresa é ampliar investimentos em produtos e tecnologia após a conclusão da operação. “Juntar forças com o iFood Benefícios é a chance de acelerar o que já fazemos, abrindo espaço para a inovação com mais investimento em experiência e produto”, afirmou. E temos essa do Arthur Freitas, CEO do iFood Benefícios — Foto: Ifood / Divulgação Mudanças recentes A aquisição acontece em meio às mudanças regulatórias implementadas nos últimos anos no mercado de benefícios corporativos. As empresas afirmam que apoiaram medidas voltadas à ampliação da concorrência e à redução dos custos cobrados de estabelecimentos que aceitam vales alimentação e refeição. Segundo o iFood, a união com a Caju ocorre em um contexto de disputa entre novos entrantes e empresas já consolidadas no setor, especialmente após alterações nas regras do Programa de Alimentação do Trabalhador. O iFood também destaca como diferencial a integração com seu ecossistema de negócios. A empresa informa que seu cartão é aceito em mais de 11 milhões de estabelecimentos físicos e está conectado à rede de mais de 500 mil restaurantes e mercados presentes na plataforma. A Caju afirma que seus cartões são aceitos em mais de 12 milhões de estabelecimentos em todo o país.

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