Japão lança foguete para missão que pode ser a primeira a coletar amostras de lua de Marte

O foguete H3 decolou do Centro Espacial de Tanegashima às 16h41 desta segunda-feira (19), pelo horário de Brasília — 4h41 da terça-feira (20) no Japão. A bordo estava a sonda Martian Moons eXploration (MMX). O lançamento foi transmitido ao vivo pela Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA). A missão tem como alvo Fobos, a maior das duas luas de Marte, e deve durar cerca de cinco anos. Segundo o planejamento da JAXA, a sonda chegará às proximidades do planeta aproximadamente um ano após o lançamento. Em seguida, entrará em uma órbita próxima a Fobos para observar o satélite natural em detalhes e realizar a tentativa de coleta de amostras (entenda mais abaixo). Agora no g1 Depois das observações e da coleta, a nave deverá iniciar a viagem de volta à Terra, que levará cerca de um ano. O material recolhido poderá ajudar cientistas a investigar como as luas marcianas se formaram e o que elas revelam sobre a história do planeta e do Sistema Solar. Por que estudar as luas de Marte? Marte tem algumas características em comum com a Terra, mas hoje apresenta uma atmosfera muito fina e um ambiente frio. Segundo a JAXA, pousar no planeta e trazer amostras de volta à Terra são desafios técnicos, em parte por causa de sua gravidade. Por isso, a missão MMX tem como alvo Fobos, um corpo celeste menor que, segundo os cientistas japoneses, pode ter sofrido poucas mudanças ao longo do tempo e conservar informações importantes sobre a evolução da região de Marte. 🪐 A origem das duas luas marcianas ainda é tema de debate. Uma das hipóteses é que elas tenham se formado a partir de destroços lançados ao espaço depois de uma grande colisão entre Marte e outro corpo celeste. Esses fragmentos teriam se juntado até formar as luas. Outra possibilidade é que Fobos e Deimos, a segunda lua de Marte, sejam asteroides originários de regiões mais distantes do Sistema Solar que foram capturados pela gravidade do planeta. De acordo com a agência japonesa, as observações feitas pela MMX e a análise das amostras trazidas à Terra poderão ajudar a esclarecer qual cenário explica melhor a origem desses corpos. *Com informações da Agence France-Presse

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