Governo Lula já procurou PSD e relação pode se aprofundar, diz Kassab

Kassab afirmou que, ao escolher Flávio, a direita “dividiu o centro com o Lula” e que o senador passou a perder apoio à medida que ficou mais conhecido fora do Rio, em outubro. “Ele acabou assustando falando em mexer na Constituição”, disse, citando ainda rejeição ao “linguajar” e à “falta de postura nos debates”. © Getty Images O presidente do PSD, Gilberto Kassab, disse em entrevista ao jornal O Globo que a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) e o quarto mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se explicam, sobretudo, por erros do candidato da direita e pela exploração dessas fragilidades pela campanha petista. Ele disse que o governo Lula já procurou a legenda e que é possível haver uma relação “mais profunda.” Kassab afirmou que, ao escolher Flávio, a direita “dividiu o centro com o Lula” e que o senador passou a perder apoio à medida que ficou mais conhecido fora do Rio, em outubro. “Ele acabou assustando falando em mexer na Constituição”, disse, citando ainda rejeição ao “linguajar” e à “falta de postura nos debates”. Para ele, o PT soube acionar o “medo” da volta do bolsonarismo. Kassab afirmou também que as manifestações espontâneas nas ruas e a atuação do deputado federal André Janones (Rede-MG) reforçaram a importância da comunicação digital. Kassab afirmou que o partido pode se aproximar mais do novo governo Lula caso o Planalto sinalize para o centro e adote medidas na área econômica. Perguntado se a relação será diferente, após o PSD ter comandado três ministérios no governo anterior sem se declarar oficialmente da base, disse que, em 2023, a legenda decidiu que “se o Planalto convidasse filiados, teria a nossa compreensão”. Segundo ele, o governo já procurou o PSD. Para Kassab, Lula precisará unir o País e aumentar o apoio, algo que, na avaliação dele, não ocorreu no terceiro mandato. Ele afirmou ainda que o presidente não pode deixar de honrar compromissos sociais, mas que precisará colocar à frente da economia pessoas como Antonio Palocci e Henrique Meirelles para dar tranquilidade e equilíbrio fiscal. “Se medidas econômicas forem adotadas, estaremos mais próximos”, afirmou, acrescentando que o partido poderá ter uma “relação mais profunda” com o governo. Questionado se aceitaria ser ministro no Lula 4, o presidente do PSD respondeu: “Não está no meu horizonte, já fui de duas pastas. Mas é claro que é muito honroso ser e não descarto voltar mais uma vez.” Kassab discordou de que a corrupção tenha perdido peso e comparou o clima do segundo turno a 2013, com “indignação”. Ele alertou para “movimentos perigosos” se os partidos não endurecerem o discurso anticorrupção. O presidente do PSD disse ainda que a polarização “ainda não foi quebrada” e que Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás e quinto colocado na disputa presidencial de 2026, não conseguiu atrair eleitores que rejeitavam Lula e Flávio. Contato: reginam.silva@estadao.com Conteúdo produzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast Elos de Milei em fuga de Flávio Bolsonaro incluem suspeitas sobre jato e assessor; entenda o que se sabe Até agora, a gestão argentina tem justificado a entrada do senador, derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais do último domingo (25), com o fato de que ele apresentou documentação de viagem válida e não era alvo de nenhum alerta emitido pela Interpol, a Organização Internacional de Polícia Criminal. Folhapress | 11:00 – 31/10/2026 Escolha o Notícias ao Minuto como fonte preferida no Google Receba as nossas notícias com mais destaque sempre que pesquisar no Google.

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